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Arquivo da Categoria ‘Cultura Católica’

Vitrines e amor de Deus

5, maio, 2012 2 comentários

Vitrine artística da Casa Guerlin

As vitrines podem constituir verdadeiras obras de arte, que nos ajudam a elevar a alma ao desejo das maravilhas celestes, desde que nos previnamos contra as solicitações de mundanismo

Cid Alencastro

Quem fala em vitrines, pensa em Paris. Lá estão as vitrines famosas das Galeries Lafayette, da Printemps, da Hermès e tantas outras. Altamente evocativas, podem muitas delas ser admiradas no álbum Vitrines de Paris, editado por André Barret,(1) e sobre isso conversarei um pouco com o leitor.

Nem só mundanas, nem só comerciais

Estou longe de dizer que Paris tem o monopólio das belas vitrines. Elas hoje se encontram um pouco por toda parte, inclusive na São Paulo em que resido, com destaque para a rua Leia mais…

10 razões pelas quais o “casamento” homossexual é prejudicial e deve ser combatido

31, março, 2011 126 comentários


Uma caravana do setor estudantil da TFP Americana (TFP Student Action), está percorrendo o litoral leste dos EUA, numa campanha em defesa da família, ameaçada por projeto de lei que visa a instituir o chamado “casamento” homossexual.

Os jovens estão distribuindo um folheto intitulado 10 razões pelas quais o “casamento” homossexual é prejudicial e deve ser combatido. Sendo o tema de atualidade também para nosso país, pareceu-nos oportuno apresentar aqui a tradução de seu texto.

10 razões pelas quais o “casamento” homossexual é prejudicial e deve ser combatido

Por TFP Student Action  (Ação Estudantil TFP)

1. O “casamento” homossexual não é casamento

Chamar algo de casamento não faz disso um casamento. O casamento sempre foi uma aliança entre um homem e uma mulher, ordenada por sua natureza à procriação e educação dos filhos, assim como à unidade e bem-estar dos cônjuges. Leia mais…

Visitas

17, março, 2011 4 comentários

Gregório Vivanco Lopes

O Prof. José Antônio Oliveira de Resende da Universidade Federal em São João d’El-Rey (MG) faz um depoimento interessante. Ele descreve alguns hábitos familiares de outrora, ainda perfumados pelo que restava de civilização cristã, e hoje desaparecidos, submersos que foram pela enxurrada do paganismo moderno.

Fala-nos das visitas que as famílias se faziam, e que constituíam costume ainda na década de 1950. Vinham impregnadas daquele prazer inocente da família católica, como resto ainda vivo da civilização cristã outrora pujante. Vamos ao texto. Leia mais…

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Carrilhão da saudade

6, março, 2011 Sem comentários

Gabriel J. Wilson

Quem nunca ouviu repicar um sino de boa qualidade ou as notas de um carrilhão cheias de harmonia não conhece uma das belezas com que, em seus tempos áureos, a Religião católica tornava mais amena e mais interessante a vida social, mesmo nos vilarejos mais isolados.

O tufão malfazejo do progressismo varreu, entretanto, a maior parte dos traços do que fora outrora uma sociedade civil verdadeiramente cristã, em suas instituições, em seus costumes, em seu espírito. E o resultado foi o deserto espiritual no qual padece hoje o homem moderno. Deserto que é tanto mais cruel quanto maior for a cidade onde vivem almas sem família, sem amizades verdadeiras, sem pastores que as orientem no caos contemporâneo.

Em nossos dias, assim também são os campos, mesmo em países onde o brilho cristalino da doutrina cristã plasmou uma das mais belas, senão a mais bela civilização que já tenha existido. Refiro-me à França do tempo das catedrais.

Muitas catedrais erguiam-se não só pela virtude dos santos ou pela ciência dos arquitetos, mas sobretudo pelo entusiasmo do povo, que via na casa de Deus um refúgio não só espiritual mas até físico.

E o apanágio das catedrais era em geral o campanário. O que a catedral era para a diocese, a igreja paroquial o era para a comuna ou município. O mesmo se podia dizer até da mais humilde capela.

Varrida pelas revoluções, pelo vento gélido do laicismo, a França foi atacada de morte em suas mais profundas raízes cristãs. Quase por milagre, entretanto, conservaram-se até nossos dias recordações da sociedade orgânica florescida na Idade Média.

Igreja de Santo Aquilino

Apesar de quase ninguém mais freqüentar as igrejas, sobretudo nos vilarejos das zonas rurais, paradoxalmente os franceses mantiveram seu apego pela igrejinha do lugar, quase sempre velha de alguns ou de muitos séculos.

– “Ne touchez pas à mon clocher” – “Não mexa com o meu campanário”, dizem eles, para significar que não se toque na velha igreja, apesar de não se celebrar mais a Missa, senão ocasionalmente. A igreja ou o campanário é o ponto de honra do vilarejo. E os habitantes, ainda que ateus confessos, mantêm aceso em suas almas esse lume de esperança de um futuro despertar da Fé.

Um exemplo nesse sentido nos vem do Perigord, região Sudoeste do país, reputada por sua culinária e particularmente pelo seu delicioso foie gras ou fígado de ganso preparado segundo um método tradicional.

Saint-Aquilin ou Santo Aquilino é um vilarejo de 495 almas[1]. Sua igreja, de fundamentos góticos do século XII, é o bem que seus habitantes mais prezam, em particular pelo seu campanário, onde três sinos soam harmoniosamente em carrilhão: Saint-Eutrope (584 kg), Marie (1250 kg) e Charlotte (380 kg).

O sino Saint-Eutrope foi fundido há 309 anos por um artesão reputado. Os aquilinenses orgulham-se dele. Mas, durante esse tempo a estrutura que o sustenta rachou-se e o custo de sua restauração foi orçada em 18 mil euros: quantia por demais pesada para o orçamento do vilarejo. Mas seus habitantes – principalmente a Sra. Ani Lespinasse, presidente da associação Amigos de Saint-Aquilin – não desistiram e redobraram os esforços para conseguir o dinheiro. Uma coleta entre os moradores recolheu 8 mil euros. Faltavam 10! Tomados de fervor para perpetuar uma tradição que muitos já perderam, recorreram então a todas as instâncias, desde antigos moradores até organismos do governo regional e de instituições bancárias. E obtiveram!

Sino Saint Eutrope

No dia 12 de Dezembro de 2010, um terço da população de Saint-Aquilin estava reunida para a reinauguração do Saint-Eutrope e ouvir as suas harmoniosas badaladas no carrilhão da saudade que trouxe a muitos a lembrança de tempos mais felizes e inocentes.

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[1] Os dados que seguem são tirados de matéria assinada por Nicolas César, de Bordeaux, publicada no jornal La Croix, de 4-1-2011, p. 19.

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Condenada por defender o chocolate puro

28, novembro, 2010 5 comentários

... até aí entram as garras da União Européia?

Alberto Távora

Em mais um lance de dirigismo ditatorial, a União Européia condenou a Itália por defender o chocolate puro. A notícia é do principal jornal espanhol, El País, de 25/11/10.

A Itália defende que o verdadeiro chocolate não deve conter gorduras vegetais além da manteiga de cacau.

Nas estantes italianas, os chocolates sem acréscimo de gorduras vegetais vêm com a denominação “chocolate puro”. Os outros mais diluídos trazem a devida especificação.

Ora, até nisso entrou a legislação da União Européia, dizendo que devem ser colocados na mesma especificação tanto os “chocolates puros” como aqueles que possuem até 5% de gorduras vegetais além da manteiga de cacau.

A cultura de um povo se reflete em seus produtos. Se o Estado ou um organismo internacional interfere, é a morte da verdadeira cultura.

Segundo a notícia, “a Itália deverá Leia mais…

Vocação e missão providencial do Brasil

2, novembro, 2010 4 comentários

Plinio Corrêa de Oliveira

Igreja de São Francisco de Assis

No anoitecer em São João d’El Rei, o imponderável das ruas evoca um Brasil que deveria ter sido, um Brasil que não podemos admitir que nunca venha a ser.

Traz uma saudade de um Brasil tão diferente disso que hoje presenciamos, que até parece um sonho.

Mas não é um mero sonho, é uma promessa:

É a promessa da Providência Divina, que chamou o Brasil para uma missão especial.

Qual é essa missão providencial?

O que diz essa promessa?

Ei-la:

“Talvez não fosse ousado afirmar que Deus colocou os povos de sua eleição em panoramas adequados à realização dos grandes destinos a que os chama. Leia mais…

Etiqueta e protocolo tranqüilizam as crianças

9, outubro, 2010 7 comentários

“estão num lugar onde se respira elegância, e acabam se comportando de acordo com o que vêem a seu redor”

O Alvear Palace Hotel de Buenos Aires inaugurou um curso intensivo de etiqueta, protocolo e boa educação para 30 crianças de 8 a 13 anos. Elas se sentam adequadamente em mesas com louça de porcelana, copos de cristal e talheres de prata.

Assistem a palestras de comportamento em sociedade, enquanto garçons de luvas brancas servem água, sucos e delicados sanduíches.

A professora Karina Vilella ensina como uma pessoa educada deve pegar os talheres, cumprimentar, dizer “por favor”, agradecer, ser pontual, etc. As crianças aprendem a montar uma “mesa inglesa” e uma “mesa francesa” e o modo de distribuir nelas os convidados.

Surpreende ver as crianças quietas e obedientes no ambiente aristocrático do Hotel Alvear, onde elas “estão num lugar onde se respira elegância, e acabam se comportando de acordo com o que vêem a seu redor”. É bem o contrário que acontece em ambientes vulgares, como certos locais ultramodernos que geram mal-estar, favorecem a má conduta e deformam as almas de crianças e adultos.

A missão do Brasil na pena de Plinio Corrêa de Oliveira

30, setembro, 2010 3 comentários

Atilio Faoro

O Brasil teve, como primeiro grande ato público, uma Santa Missa, celebrada no dia 26 de abril de 1500. Este momento único de nossa história foi retratado no famoso quadro “A Primeira Missa”, de Victor Meireles.

Na encruzilhada histórica em que o Brasil se encontra, nada mais oportuno do que lembrar o pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira sobre a missão do Brasil como nação cristã.

De um artigo publicado no “Legionário” (7-10-1945), que na época tinha este líder católico como diretor, extraí algumas de suas idéias sobre o tema, aproveitando as festas mariais de outubro, mês das missões.

Os subtítulos não constam do original e o texto, em algumas passagens, foi resumido.

* * *

Os desbravadores portugueses tinham alma de cruzados

Na época de laicismo em que vivemos, a missão histórica de Portugal costuma ser considerada de um ponto de vista inteiramente agnóstico.

O ciclo das navegações é apreciado, pela maior parte dos compêndios, apenas em seus resultados econômicos e políticos. De nada ou quase nada tem valido, que historiadores de maior quilate hajam demonstrado coisa diversa. Leia mais…

Reforma Agrária – Questão de Consciênca …(IV)

17, setembro, 2010 4 comentários

Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança

… nas páginas da História (IV)

E o público em geral começou a ver que D. Helder Câmara não era o porta-voz indiscutido da Igreja, nem levava atrás de si a massa dos católicos.

À medida que se difundia Reforma Agrária – Questão de Consciência, ar puro penetrava na atmos fera confinada que asfixiava as classes produtoras.

Nas mãos dos fazendeiros, o livro passou a servir de inesgo tável fonte de argumentos para a refutação de elementos esquerdistas do Clero, do laicato e da intelligentsia, tanto das capitais quanto do interior, sempre fortemente apoiados por boa parte da imprensa.

Agricultores e pecuaristas readquiriam assim a compreensão e a simpatia que haviam perdido junto a uma parcela ponderável da opinião nacional.

E o público em geral começou a ver que D. Helder Câmara não era o porta-voz indiscutido da Igreja, nem levava atrás de si a massa dos católicos.

O que determinava também sensível desafogo e o saudável propósito de permanecer em suas posições religiosas e sócio-eco nômicas tradicionais.

Esses efeitos conjugados representavam um sério obstáculo ao comunismo. Pois, atingido o “esquerdismo católico” – centro nervoso da propaganda em favor da reforma agrária –, achava-se comprometida a própria marcha do Brasil rumo à esquerda. Leia mais…

A missão do Brasil na pena de Plinio Corrêa de Oliveira

10, setembro, 2010 Sem comentários

Atilio Faoro

O Brasil teve, como primeiro grande ato público, uma Santa Missa, celebrada no dia 26 de abril de 1500. Este momento único de nossa história foi retratado no famoso quadro “A Primeira Missa”, de Victor Meireles.

Na encruzilhada histórica em que o Brasil se encontra, nada mais oportuno do que lembrar o pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira sobre a missão do Brasil como nação cristã.

De um artigo publicado no “Legionário” (7-10-1945), que na época tinha este líder católico como diretor, extraí algumas de suas idéias sobre o tema, aproveitando as festas mariais de outubro, mês das missões. Os subtítulos não constam do original e o texto, em algumas passagens, foi resumido.

* * *

Os desbravadores portugueses tinham alma de cruzados

Na época de laicismo em que vivemos, a missão histórica de Portugal costuma ser considerada de um ponto de vista inteiramente agnóstico.

O ciclo das navegações é apreciado, pela maior parte dos compêndios, apenas em seus resultados econômicos e políticos. De nada ou quase nada tem valido, que historiadores de maior quilate hajam demonstrado coisa diversa. Leia mais…