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Textos com Etiquetas ‘Eleições 2010’

O que faltou dizer sobre as eleições brasileiras

4, dezembro, 2010 12 comentários

A opinião pública impôs o debate nas eleições. Será que quererão impor a agenda esquerdista para essa mesma opinião?

Plinio Vidigal Xavier da Silveira

Pronunciamento de Bento XVI poderia ter mudado o resultado das eleições. A fraqueza da oposição e a divisão na CNBB. A maioria dos eleitores não votou em Dilma Rousseff, e o voto contra-Dilma é o mais consistente.

Os resultados da última eleição brasileira foram analisados em letras, números e gráficos por jornalistas, comentaristas, editorialistas, cientistas políticos e outros. Os vários aspectos do pleito foram virados e revirados de modo a formar por vezes uma unidade orgânica, outras vezes um aranzel inextricável.

Entretanto alguns fatores, se não estiveram inteiramente ausentes dos comentários, ficaram ao menos na sombra. E como tais fatores são decisivos para se compreender o resultado das eleições, é necessário pô-los em realce, sob pena de vermos de modo estrábico o que de fato ocorreu naqueles dias atribulados da campanha eleitoral, como também o seu desfecho.

Para tal, alguns pressupostos são indispensáveis. Contamos com o interesse e a benevolência do leitor para nos acompanhar nesse caminhar necessário, que chega por fim a conclusões esclarecedoras.

A poderosa influência católica nas mentalidades

Dentro da escola de pensamento que nos foi legada por Plinio Corrêa de Oliveira, cumpre primeiramente conhecer bem o terreno que vamos trilhar, para não acontecer que venhamos a pisar em falso. O terreno, no caso, é a opinião pública brasileira.

As estatísticas falam por si

A mídia e os institutos de pesquisa timbram de modo geral em pôr ao alcance de seus leitores dados que mostram a decadência da prática e sentimento católicos na população. Estatísticas que apontavam o Brasil com mais de 90% de católicos, na década de 1950, hoje nos dizem melancolicamente que essa porcentagem caiu a 70%, ou talvez menos.

De um lado não há como negar essa realidade, mesmo porque muitos católicos, não encontrando mais na pregação de sacerdotes aggiornati o pão da verdadeira doutrina tradicional, procuram refúgio, ainda que equivocadamente, em seitas protestantes e outras.

Mas de outro lado o resultado das pesquisas e conseqüente propaganda midiática, mesmo quando verdadeiro, limita-se à superfície da realidade. Séculos de doutrina e moral católicas influenciaram beneficamente o Brasil, modelando a fundo as mentalidades e os hábitos da população. A tal ponto que mesmo os que se dizem não-católicos ou não-praticantes pensam e agem de fato, em não poucas circunstâncias, como a Santa Igreja lhes ensinou que devem pensar e agir.

Também nesse aspecto mais profundo das mentalidades a corrosão revolucionária se faz sentir, e disso não devemos ter ilusões. Mas o processo aqui é mais lento e menos abrangente do que na superfície, de tal modo que coágulos de catolicidade e bom senso permanecem com maior ou menor intensidade nas almas, dependendo do indivíduo, das famílias, da região. Só muito lentamente eles vão se dissolvendo pela ação revolucionária, ao longo dos anos, das décadas, quiçá dos séculos.

Rejeição ao aborto: bandeira de uma luta mais vasta

Nessas circunstâncias Leia mais…

A censura, o controle do conservadorismo e o pranto de Dilma

22, novembro, 2010 9 comentários

Que rumo tomará o novo governo? Como explicar a pressa em censurar a mídia e controlar a onda conservadora?

Elias Pereira

Ontem, enquanto tomávamos o café da manhã, um amigo me alertou para notícia de O Estado de S. Paulo (19/11, versão digital). A reportagem dizia respeito ao primeiro encontro da presidente eleita com o Diretório Nacional do PT. Meu amigo chamava a atenção para três pontos: o esforço para controlar os meios de comunicação, as medidas diante do conservadorismo da sociedade e o pranto de Dilma Roussef.

1 – Sobre o controle social da mídia, o mesmo que temos visto nas últimas semanas: uma tentativa de censura sob pretexto de “democratizar a mídia” e proteger os “direitos humanos”. (saiba mais).

2 – O 2º turno das eleições presidenciais revelou uma opinião pública maciçamente contra o aborto, sedenta de princípios morais. Em suma conservadora, no bom sentido da palavra. Diante disso, o presidente do partido disse que é preciso “um debate qualificado acerca do conservadorismo” na sociedade. Para quem a censura e o controle social é uma “democratização”, o que significa “debate qualificado”?

3 – Dilma Roussef chorou. Emoção do encontro com a “militância”? Muitas barreiras da opinião pública à implantação do programa radical do partido, como aborto, homossexualismo e PNDH-3?

Fico nas perguntas, pois parece cedo para uma resposta definitiva. Apenas espero que amanhã haja liberdade para tentar respondê-las.

P.S. 1: Ah, lembro que este site, no dia em que começou a campanha nacional contra o PNDH-3, teve sua página bloqueada. Ao se contactar o provedor para saber o que tinha havido, obteve-se que “bloqueamos pois recebemos um comunicado oficial sigiloso, vindo de Brasília, para suspender o site”. Isso ocorreu em 25 de Março de 2010. Mas isso são outros quinhentos… Leia mais…

O eleitorado reclama por princípios – no Brasil, na Suécia e no mundo

16, novembro, 2010 5 comentários

Em várias partes do mundo, o eleitorado está começando a exigir a defesa da família e dos princípios morais

Alberto Távora

As urnas do Brasil e Suécia dizem coisas distintas. Mas o fundo da realidade nos dois países tão distantes não parece tão diferente. Parcelas importantes da opinião pública em várias partes do mundo estão cansadas do caos, e querem a volta aos princípios morais.

De acordo com a Revista Catolicismo, a esquerda na Suécia sofreu sua pior derrota em quase um século. Nas recentes eleições legislativas gerais, a coalizão de centro-direita reelegeu-se pela primeira vez, e o partido dos Democratas da Suécia (SD), tido como extrema-direita, conquistou 20 cadeiras.

“O esquema vem se repetindo em quase toda a Europa, onde o eleitorado reclama por valores, família, moral, menos totalitarismo da UE, menos impostos, limites à “invasão islâmica” e liberdade de expressão.”

No Brasil, apesar de vitoriosa nas urnas, a esquerda viu atônita e desconfortável aparecerem no debate eleitoral assuntos como aborto, PNDH-3, “casamento” homossexual.

Se quiser simplesmente impor sua agenda, terá grandes obstáculos na opinião pública, e distanciará do Brasil profundo (saiba mais).

Fonte: Revista Catolicismo

A opinião pública na gangorra da derrota ou vitória

10, novembro, 2010 4 comentários

Plinio Vidigal Xavier da Silveira

Fac-símile da Revista Veja mostra o quanto a opinião pública forçou a aparente mudança dos candidatos.

Ante o fato de que os candidatos presidenciais eram todos de esquerda, o povo brasileiro se vingou e lhes impôs uma agenda conservadora. Se o eleito insistir em esquerdizar o País, sofrerá enorme desgaste.

As questões eleitorais dominaram o panorama nacional no último mês. Até aí nada de extraordinário, em vista do segundo turno da eleição em 31 de outubro. O que surpreendeu a muitos, isto sim, foi o fato de predominarem na campanha graves temas morais e religiosos, dos quais os candidatos não conseguiram se desvencilhar. Aborto, “casamento” homossexual, família, religião e o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) rechearam os debates, contrariamente ao desejo de ambos os postulantes ao cargo máximo da República.

Tem esse fenômeno grande importância e profundidade, e impõe-se uma análise do que ocorreu. O leitor verá, pelo que segue, que o aspecto mais profundo dos episódios deste pleito independe de o eleito ter sido A ou B.

Só candidatos de esquerda: a democracia em xeque

Tudo começou quando Leia mais…

Evitar o divórcio entre o País legal e o País real

10, novembro, 2010 2 comentários

Plinio Corrêa de Oliveira

Previsão de um inevitável embate entre o país real e o país legal, caso os políticos de Brasília não atendam aos anseios do Brasil profundo

A população do Brasil se divide em duas camadas. Uma, que reluz na publicidade. Mas, abaixo dessa superfície reluzente, há um Brasil que é e quer continuar a ser autenticamente brasileiro, em legítima continuidade com seu passado, e cujos passos se orientam na linha dessa continuidade, para constituir um Brasil em ascensão, fiel a si próprio, e não o contrário daquele que ele foi e é.

Em Brasília e nas grandes capitais de Estado, ele é sempre mais ignorado. Mas é ele o Brasil real.

À medida, porém, que o Brasil de superfície caminhe para a extrema-esquerda, irá se distanciando mais e mais do Brasil de profundidade. E este último irá despertando, em cada região, do velho letargo. E de futuro os que atuarem na vida pública de nosso País terão de tomar isto em consideração.

Se tal não ocorrer, convém insistir em que o divórcio entre o País legal e o País real será inevitável. Criar-se-á então uma daquelas situações históricas dramáticas, nas quais a massa da Nação sai de dentro do Estado, e o Estado vive (se é que para ele isto é viver) vazio de conteúdo autenticamente nacional.

Em outros termos, quando as leis fundamentais que modelam as estruturas e regem a vida de um Estado e de uma sociedade deixam de ter uma sincronia profunda e vital com os ideais, os anelos e os modos de ser da nação, tudo caminha nesta para o imprevisto.

É de encontro a todas essas incertezas e riscos que estará exposto a naufragar o Estado brasileiro, desde que a Nação se constitua mansamente, jeitosamente, irremediavelmente à margem de um edifício legal no qual o povo não reconheça qualquer identidade consigo mesmo.

Que será então do Estado? Como um barco fendido, ele se deixará penetrar pelas águas e se fragmentará em destroços. O que possa acontecer com estes é imprevisível.
__________
(Trecho condensado do livro Projeto de Constituição Angustia o País. Editora Vera Cruz Ltda. S. Paulo, 1987, p. 201)

Da esquerda americana, alarme para os recém-eleitos no Brasil

7, novembro, 2010 5 comentários

Daniel Martins

Recém-eleitos no Brasil: ouvidos abertos para a lição que lhes dá a esquerda americana! (Na foto, senador esquerdista Evan Bayh)

Evan Bayh, senador de esquerda dos EUA,  confessa em artigo para The New York Times (04/11/10) algumas verdades que servem bem de lição para os recém-eleitos no Brasil.

Com a vitória de Barack Obama em 2008, os democratas (que nos EUA representam a esquerda) acreditaram que uma onda esquerdista ia tomar conta de seu país. Mas a derrota nas eleições legislativas e estaduais do dia 02 de Novembro último deixou claro “que os democratas superestimaram o próprio poder”.

Continua o senador: “As pesquisas de opinião realizadas imediatamente após as eleições de 2008 revelaram que 22% dos eleitores se consideravam liberais, 32% viam-se como conservadores e 44% como moderados. Um eleitorado com 76% de moderados e conservadores não estava exatamente ansiando por uma guinada para a esquerda”.

Prova disso é que os democratas espantaram o eleitorado ao tentar impor a admissão de homossexuais nas forças armadas, poucas semanas antes das últimas eleições.

Os eleitos no Brasil devem tirar daí uma grande lição. Caso contrário, arriscam desmoronarem politicamente em futuro próximo.

P.S.: Veja os seguintes artigos que esclarecem bem a situação:

1 – Insurreição eleitoral (por D. Bertrand de Orleáns e Bragança)

2 – Eleições e Popularidade Fictícia (por José Carlos Sepúlveda)

Leonardo Boff quer ver Bispos contrários ao PT na “cadeira de Galileu”

4, novembro, 2010 13 comentários

(Foto: Leonardo Boff discursa em ato-pró-Dilma, 18/10/2010)

Edson Carlos de Oliveira

Em entrevista para o Los Angeles Times, Leonardo Boff conta à jornalista Paula Gobbi que em 1984 sentou-se “na mesma cadeira onde sentou Galileo Galilei e Giordano Bruno” e narra de maneira dramática como ocorreu, a seu ver, o “processo judicial junto a ex-Inquisição presidida pelo Cardeal J. Ratzinger”.

“Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o ’silêncio obsequioso’ pelas autoridades do Vaticano”, disse em artigo de sua autoria para a Adital.

Recentemente, em vídeo gravado por um grupo de conservadores (vide abaixo), Leonardo Boff volta a falar em condenação na Instância Eclesiástica, mas agora não de modo crítico.

Para ele o “pequeno grupo de bispos conservadores e reacionários desobedeceram a determinação básica da CNBB, tomada universalmente, em maio, de que aIgreja como sempre não deve se meter em política, mas Ela tem uma função pedagógica de despertar a consciência e discutir os projetos e deixar em liberdade o voto. Leia mais…

“Boato” sobre aborto é terrorismo; as Farc, não!

2, novembro, 2010 3 comentários

Edson Carlos de Oliveira

Terrorismo Eleitoral

Você sabe o que é terrorismo? Simples, é o mesmo que “boato” e “mentira”. Trata-se de dizer uma coisa que o governo tentou fazer no passado e que agora não pode ser dito. Quem assim age, usa da religião para fins político-eleitorais. Isso é terrorismo.

Entendeu? Vou dar um exemplo.

Em 27 de setembro de 2005, o Governo Lula enviou ao Congresso Nacional, através da ministra Nilcéa Freire da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, uma “proposta normativa” para legalizar o aborto até os nove meses e obrigar os planos de saúde a custeá-lo.

Não acredita nesse “boato”, então clica aqui.

Pois bem, no mês passado, segundo informa G1, Marco Aurélio Garcia, coordenador da campanha da Dilma e assessor de Lula, disse que boato sobre aborto é “terrorismo”. Leia mais…

Hamlet e a Polêmica do Aborto

1, novembro, 2010 8 comentários

Luís Felipe Escocard

D.Bergonzini: “O papel do bispo é orientar os seus fiéis sobre a verdade, sobre a justiça e sobre a moral. Ele deve apresentar a verdade e denunciar o erro.” (Na seqüência de fotos: D.Bergonzini:, D.Beni e D.Aldo Pagotto)

“Papa condena aborto e pede a bispos do Brasil que orientem politicamente fiéis”. A notícia do website do jornal O Estado de São Paulo, de 28 de outubro último, deixa os clérigos progressistas em posição delicada.

Em reunião com os bispos do Maranhão afirmou Bento XVI que “quando projetos políticos contemplam aberta ou veladamente a descriminalização do aborto, os pastores devem lembrar os cidadãos o direito de usar o próprio voto para a promoção do bem comum.”

Causou muita polêmica e gritaria a participação um pouco mais incisiva no processo eleitoral de bispos como D.Beni dos Santos, bispo de Lorena, D.Bergonzini, bispo de Guarulhos e D.Aldo Pagotto, bispo da Paraíba, que afirmaram não ser possível um católico votar num partido abertamente favorável ao aborto. Leia mais…

Ameaças de morte a bispos brasileiros? Esquerdismo anti-vida ousa o inimaginado

26, outubro, 2010 7 comentários

Luis Dufaur

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos.

Uma situação perigosamente anormal vem crescendo no campo religioso. A posição multissecular da Igreja Católica ‒ e da Lei Natural ‒ defendida por destacados bispos brasileiros vem causando um furor anti-católico nas esquerdas.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, foi objeto de ameaças de morte que proviriam de seguidores de alguns partidos políticos, por causa de suas notórias posições contra o aborto e pela vida humana.

Radio Vaticana ecoa

A crise já reboa no exterior. A Radio Vaticana diz que “infelizmente não se trata de um caso isolado: receberam ameaças explícitas, informa a agência vaticana Fides, também o bispo de Lorena, D. Benedito Beni Dos Santos, e o bispo de Santo André, e presidente da Regional Sul 1, D. Nelson Westrupp.” Leia mais…