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Textos com Etiquetas ‘Folha de São Paulo’

Insurreição eleitoral

29, outubro, 2010 13 comentários

Bisneto da Princesa Isabel fala sobre questão eleitoral.

Dom Bertrand de Orleans e Bragança

Publicado na Folha de S. Paulo, dia 28/10/10, seção Tendências/Debates


A reviravolta imposta pelo eleitorado ao mundo político-publicitário, nas eleições presidenciais, é tema que se impõe.

Não me atenho ao palco eleitoral, onde os figurantes desenrolam seus papéis para convencer o público e arrastá-lo a uma escolha. Chamo a atenção para a larga e vigorosa fatia da opinião pública capaz de reescrever o roteiro do pleito eleitoral.

A falta de idéias, de princípios e de debates sobre problemas nacionais, marcou a campanha do 1º turno. Prognosticou-o o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao afirmar que o teatro eleitoral se organizava para esconder o que verdadeiramente estava em discussão.

Coube à revista “Veja” sintetizar graficamente a frustração do público ante tal vácuo, com uma capa em branco, a simbolizar as “grandes propostas para o Brasil feitas na campanha presidencial”.

A falta de autenticidade somou-se à falta de representatividade dos principais candidatos – todos eles de esquerda – deixando o amplo setor conservador do eleitorado sem legítimo porta-voz.

O quadro eleitoral, segundo dogmatizavam inúmeros “especialistas”, caminhava para a vitória arrasadora do Leia mais…

Brasil: DataFolha registra maior taxa de rejeição ao aborto

21, outubro, 2010 3 comentários

Edson Carlos de Oliveira

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, 11 de outubro de 2010, o Instituto de Pesquisa DataFolha, em consulta realizada na última segunda-feira em todo o país, indicou que 71 % dos brasileiros se declaram contra a descriminalização do aborto.

O índice de rejeição é o mais alto registrado pelo DataFolha em 17 anos de pesquisa sobre o tema. O resultado mostra que apenas 7% dos entrevistados apóiam a total legalização do aborto e somente 11% defendem a ampliação das hipóteses em que a prática não é penalizada pelo Código Penal.

Durante o governo Lula, assistimos espantados à sanha da base governamental em tentar descriminalizar o aborto por considerar este um problema de “saúde pública” sem se importar com os anseios do povo brasileiro e muito menos com a moral. A expressiva polarização contra o aborto demonstra o lado sadio da opinião pública que deve ser levada em consideração por qualquer político que se intitule democrático.

Na figura acima, o leitor pode acompanhar o gráfico histórico das pesquisas do DataFolha sobre o tema.

A depressão alarmista e a “virada de Lomborg”

1, outubro, 2010 1 comentário

Luis Dufaur

A Torre Eiffel sob as águas ou no deserto: vale tudo

Há uma depressão palpável e crescente na “religião” catastrofista. Nesses ambientes procura-se algum slogan ‒ ou “verdade revelada” ‒ que possa servir para os mesmos efeitos que o “aquecimento global” desprestigiado demais.

É o problema dos slogans: no início causam furor, depois saturam e viram biscoito lambido.

E a “religião” ambientalista tem muito de fanatismo: precisa logo encontrar substituto para atingir logo seu objetivo extremado.

Grande esforço intelectual desenvolve-se nestes momentos nos cenáculos da religiosidade apocalíptica e pouco veladamente socialista.

Novas fórmulas estão sendo discutidas. Outras são velhas, mas suscetíveis de manipulação. Pouco importa se a religião socialista é bem servida.

‒ “Extreme weather” (vantagem: foge da questão do “aquecimento global”; desvantagem: o que serve para tudo não serve para nada em especial) Leia mais…

Condenação ideológica ao agronegocio?

26, setembro, 2010 7 comentários

Por quê?

Mais uma vez o Agronegócio salvará o Brasil. Por que condená-lo?!

Em ano ruim, o agronegócio poderá salvar as contas externas do País. A exportação de cana trará us$ 12 bi, a de laranja, us$ 2 bi, a de carne bovina, us$ 5 bi, a de café, us$ 5 bi.

É provável que o agronegócio traga mais de us$ 70 bi ao país neste ano. Quero compartilhar com o leitor da Folha um incômodo.

Por interesses distintos e por falta de conhecimento, insiste-se em contrapor no Brasil três coisas que não são contrapostas e que atrapalham nosso planejamento e nosso desenvolvimento.

A primeira é “agricultura contra ambiente” ou “ruralistas contra ambientalistas”. O agricultor tem de ser ambientalista.

A segunda é “agricultura familiar contra agricultura empresarial”. Passa a impressão de que, se é familiar, não pode ser empresarial.

Se é assentado, o agricultor não pode ser competitivo.No Brasil, existe uma só agricultura, a líder mundial. Leia mais…

Transparência no IPCC: condição imprescindível

20, setembro, 2010 1 comentário

Luis Dufaur

Para o repórter da Folha Marcelo Leite, o relatório do Conselho Inter-Academias sobre os procedimentos do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima), embora pareça brando com o IPCC, não o é.

“No fundo ‒ ou melhor, nas entrelinhas ‒ podem-se entrever alguns recados não verbalizados. O mais importante é que o indiano Rajendra Pachauri deveria deixar a presidência do painel.”

E acrescenta: “Em meio a uma guerra de comunicação sobre um erro crasso no Quarto Relatório de Avaliação (AR4, de 2007), Pachauri comportou-se com arrogância, pondo em risco a credibilidade amealhada pelo IPCC ao longo de duas décadas.

“Tratava-se da previsão do AR4 de que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035, uma bobagem isolada e irrelevante para abalar a conclusão de que o aquecimento global é inequívoco e parte dele é provocada pelo homem (“antropogênico”, no jargão da mudança do clima). Leia mais…

Palmada nos filhos não pode; machadada na família pode!

20, setembro, 2010 10 comentários

Paulo Roberto Campos

Será como na China, onde é o Exército que educa as crianças?! "Crianças participam de treinamento de luta em acampamento militar juvenil na China, foto Laiman Lee/Efe"

A maioria dos brasileiros já levou palmadinha dos pais, já deu nos filhos e é contra o projeto de lei federal que proíbe palmada, beliscões e castigos físicos em crianças, segundo pesquisa Datafolha.

Dos 10.905 entrevistados 54% são contra o projeto e 36% a favor.

Arrepia aos brasileiros a invasão do espaço privado “da casa” pelo Estado que passaria a interferir em fatos ínfimos e muito íntimos da vida do lar.

“Tomei poucas palmadas e foram bem dadas. Na hora, senti que era um castigo. Agora só tenho razões para dizer quão certa minha mãe estava”, disse José Gregori, 80, figura ligada à defesa dos direitos humanos.

O jogador William, 33, capitão do Corinthians confirma: “Levei palmada e apanhei com vara de árvore. Me ajudou a saber os limites”.

“Tenho 70 anos e seis irmãos. Apanhei quando criança. Meus pais sabiam por que batiam e nós sabíamos por que apanhávamos.

Nenhum de nós foi lesionado física ou mentalmente. Igualmente, nenhum de nós foi bandido, cheirador de pó, fumante de maconha ou de crack. Leia mais…

Só a má conduta científica é deplorável? E a manipulação ideológica?

29, agosto, 2010 10 comentários

Luis Dufaur

Em recente editorial, a “Folha de S.Paulo” (24.8.2010), sob o título “Fraudes contra a ciência” apontou “dois casos rumorosos de má conduta que puseram em evidência a necessidade de vigiar de perto a pesquisa científica, em especial quando financiada com verbas públicas”.

“O mais recente envolve Marc Hauser, da Universidade Harvard (EUA), renomado pesquisador das origens da moral no homem e noutros primatas.

“A universidade concluiu, após três anos de investigação, que Hauser é culpado em oito casos de má conduta, dos quais não se conhecem os detalhes. A acusação abrange de deslizes menores a fraudes com dados”, acrescentou a editorial.

A irregularidade, infelizmente, acontece com relativa freqüência nas áreas do evolucionismo. Leia mais…

Tudo vai muito bem, senhora marquesa

23, agosto, 2010 7 comentários

Leo Daniele

O PNDH-3 vai destruindo o Brasil e "tudo vai muito bem para os brasileiros"

Uma musiquinha francesa veio-me à memória ao tomar conhecimento do noticiário da semana. Chama-se “tout va très bien, madame la marquise”.

Ela conta com muita verve a história de uma marquesa que, estando em viagem, telefona para seu criado querendo saber se tudo corria bem em casa.

E o criado vai respondendo, sempre começando suas frases com um “tudo vai muito bem”.

Terminadas as quatro primeiras palavras, vem o famoso “mas…”: ele começa a dar detalhes, muito deprimentes, terminando com um incêndio que destruiu parte do castelo. Conclui com um último “mas, tirando isto, tudo vai muito bem”.

A música é uma sátira bem feita do otimismo sistemático e por princípio, e pode aplicar-se aos otimistas ou indiferentes diante da verdadeira “reforma do Brasil” para pior, preconizada pelo PNDH-3. Aqui, isso não vai acontecer, pensam os otimistas… Para que se esforçar? Leia mais…

No avião, com Gogó

14, agosto, 2010 4 comentários

Plinio Corrêa de Oliveira

“Folha de S. Paulo”, 20 de junho de 1971

Porque o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira lhe vem oferecer a leitura de um artigo do ano de 1971?- Primeiro porque essa publicação é consoante com uma de suas finalidades : “Fazer conhecer, no Brasil e no Exterior, a figura ímpar de Plinio Corrêa de Oliveira e sua vida de dedicação abnegada em defesa da Civilização Cristã”. – Segundo, porque se o tempo passou e algumas coisas mudaram, o sabor do texto e o ensinamento que transmite estão tão vivos que parecem evolar-se das linhas, junto com o cheiro da tinta fresca no papel de então. Segue leitor, Gogó já lhe espera no avião!

* * *

Entrei no avião que partia par o Rio, e ocupei minha poltrona. Decolamos logo. Para me distrair, tomei um jornal. Estava sem graça. à mingua de melhor, olhei de soslaio para o passageiro a meu lado. Era um tipo pouco comum.

Esguio, seco, trazia no alto de um pescoço comprido, uma cabeça inesperada. A face era redonda e enorme, mas a caixa craniana, excepcionalmente rasa.

Dir-se-ia uma moeda com o verso trazendo olhos, nariz e boca, e o reverso uma opulenta cabeleira grisalha. Entre o verso e o reverso, uma superfície pequena, no qual se encaixavam duas orelhinhas. Os olhos eram inexpressivos, se bem que ligeiramente saltados. As pálpebras inferiores, túmidas e caídas, formavam grandes babados. Ele notou meu olhar. E então, com lentidão na voz bem timbrada, me perguntou: “Plinio, lembra-se de mim?” Leia mais…

O problema dos 4 irmãos

31, julho, 2010 4 comentários

Plinio Corrêa de Oliveira

“Folha de S. Paulo”, 26 de fevereiro de 1969

"Os rostos, em seus pormenores, variam quase ao infinito; as expressões fisionômicas não. Dir-se-ia que um só desejo, uma só preocupação, um só estado de espírito domina esta multidão"

A Campanha da Fraternidade convoca todos os brasileiros para uma reflexão sobre a máxima “Somos todos irmãos, somos todos iguais”. Resolvi assim dedicar a tal reflexão minhas palavras de hoje que, se outros méritos não possuem, têm pelo menos o de serem difundidas num jornal de muito larga circulação.

Desde logo, entretanto, percebi a dificuldade do tema. Por todas as vibrações de afetividade que lhe sobem do mais profundo do ser, pela clareza privilegiada com que – mesmo quando inculto – intui as grandes verdades simples e sublimes da vida, enfim pela marca que nele imprime sua tradição cristã, o brasileiro está persuadido de que somos todos iguais e irmãos.

Assim, por exemplo, a miscigenação que tem por fundamento a igualdade e a fraternidade de todas as raças, é uma constante profunda de nossa História. O que dizer, pois, de novo a nosso público sobre o assunto? Leia mais…