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Textos com Etiquetas ‘Tradição Familia e Propriedade’

Reforma Agrária – Questão de Consciência 50 anos de um livro cuja eficácia repercute até nos presentes dias (II)

11, outubro, 2010 2 comentários

Durante os governos dos presidentes Jânio Quadros e João Goulart, iniciou-se uma luta contra-revolucionária para impedir a implantação no Brasil da Reforma Agrária socialista e confiscatória. No cerne dessa luta, o livro Reforma Agrária – Questão de Consciência, cuja solidez doutrinária muitas personalidades reconhecem. Atualmente ainda persiste essa luta, suscitando um caloroso debate, que envolve essa “questão de consciência” em favor da propriedade privada.

Juan Gonzalo Larraín Campbell

“Bíblia dos latifundiários e dos inimigos da Reforma Agrária”

Coleta de assinaturas para o manifesto de apoio às teses de Reforma Agrária – Questão de Consciência, em abril de 1964

Vinte e seis anos depois de sua publicação, o livro ecoa na mente do sacerdote agro-reformista Antonio Vieira. Sem ocultar sua aversão, ele escreve: “Mas o livro constituiu a bíblia dos latifundiários e dos inimigos da Reforma Agrária, dos ultra conservadores, e para demagogia política de personalidades do estofo moral de Armando Falcão.

Felizmente, o livro provocou dentro do episcopado e das forças mais atuantes da mentalidade católica e humanista do Brasil uma repulsa contra estas ovelhas negras do rebanho de Cristo (sic).(16)

Os autores de RA-QC bem poderiam exclamar: “A indignação da esquerda católica prova a eficácia de nossa ação!”.

O sol que ilumina todo o livro são os documentos da Igreja

Este artigo perderia em objetividade se deixássemos de citar algumas manifestações de pessoas que viram com lucidez, sabendo elogiar com destemor a envergadura da luta ideológica suscitada pelo livro. Leia mais…

Reforma Agrária – Questão de Consciência 50 anos de um livro cuja eficácia repercute até nos presentes dias(I)

10, outubro, 2010 Sem comentários

Durante os governos dos presidentes Jânio Quadros e João Goulart, iniciou-se uma luta contra-revolucionária para impedir a implantação no Brasil da Reforma Agrária socialista e confiscatória. No cerne dessa luta, o livro Reforma Agrária – Questão de Consciência, cuja solidez doutrinária muitas personalidades reconhecem. Atualmente ainda persiste essa luta, suscitando um caloroso debate, que envolve essa “questão de consciência” em favor da propriedade privada.

Juan Gonzalo Larraín Campbell

Não pretendemos no presente artigo fazer um histórico do livro Reforma Agrária – Questão de Consciência, tarefa já empreendida por outras publicações.(1) Com base em textos de autores alheios a grupos vinculados ao Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, muitos dos quais seus adversários ideológicos, mostraremos a eficácia dessa obra na luta contra a Reforma Agrária socialista e confiscatória no Brasil.

Plinio Corrêa de Oliveira (foto) a escreveu em 1960, tendo como co-autores D. Antonio de Castro Mayer, Bispo de Campos, D. Geraldo de Proença Sigaud, Bispo de Jacarezinho e depois Arcebispo de Diamantina, e o economista Luiz Mendonça de Freitas, responsável pela parte econômica.

Ação Católica, Reforma Agrária e comunismo

A implantação da Reforma Agrária vem sendo tentada no Brasil desde os anos 40, impulsionada fundamentalmente pelo clero progressista auxiliado por leigos da mesma esquerda católica.

Nesse sentido, o sacerdote progressista francês Charles Antoine, que morou no Brasil e escreveu vários livros sobre o País, afirma: “A primeira declaração em favor das reformas de base data de 1942. Este ano, no decurso de um Congresso Eucarístico em Manaus, está em questão a Reforma Agrária. Leia mais…

Reforma Agrária, instrumento para impor a utopia coletivista e igualitária (II)

8, outubro, 2010 2 comentários

O livro Reforma Agrária — Questão de Consciência, com argumentação persuasiva baseada no Magistério pontifício e em grandes autores católicos, foi uma barreira eficaz e indispensável para a defesa do direito de propriedade e da livre iniciativa no País

Catolicismo Em relação ao livro, como reagiram os proprietários rurais?

Clique na foto para conhecer está denúncia profética sobre a Reforma Agrária.

Dr. Plinio Xavier — Os principais líderes dos fazendeiros – Clóvis Salles Santos da FARESP, Severo Fagundes Gomes da Associação Brasileira dos Criadores, Sálvio de Almeida Prado da Sociedade Rural Brasileira – e fazendeiros de grande destaque nos meios econômicos de São Paulo, como João Mellão e outros, mantiveram sucessivos encontros com os autores do livro.

Até então desanimados ante as propostas do projeto de revisão agrária, eles ficaram profundamente impressionados com o seu caráter anticristão ressaltado no livro, como também muito desapontados com o apoio de membros eminentes do episcopado.

Catolicismo O livro exerceu algum efeito sobre o projeto do governo Carvalho Pinto?

Dr. Plinio Xavier — A Assembléia Legislativa de São Paulo, à qual incumbia discutir e aprovar (ou não) o projeto, era presidida na época pelo deputado Abreu Sodré, e uma bancada numerosa apoiava o governo Carvalho Pinto.

A oposição mais significativa era constituída pela bancada do Partido Social Progressista, do ex-governador Adhemar de Barros. O presidente da Comissão de Economia da Assembléia, deputado Ciro Albuquerque, convidou os autores de RA-QC para exporem ao plenário do Legislativo Paulista as teses principais do livro.

A sessão foi realizada com a presença de vários assessores da Secretaria da Agricultura, bem como de membros do “Grupo do Plinio”. Enquanto os quatro autores do livro expunham suas posições, os deputados governistas e os assessores da Secretaria da Agricultura procuravam ressaltar que vários bispos, inclusive o então cardeal-arcebispo D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, mostravam-se favoráveis ao projeto. Leia mais…

Reforma Agrária, instrumento para impor a utopia coletivista e igualitária (I)

7, outubro, 2010 2 comentários

O livro Reforma Agrária — Questão de Consciência, com argumentação persuasiva baseada no Magistério pontifício e em grandes autores católicos, foi uma barreira eficaz e indispensável para a defesa do direito de propriedade e da livre iniciativa no País

Dr. Plinio Xavier: “Como conhecia a orientação socialista do governo Carvalho Pinto, Dr. Plinio comentou que teríamos obrigação de denunciar o projeto de Revisão Agrária”

Discípulo do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira desde o início dos anos 50, Dr. Plinio Vidigal Xavier da Silveira coadjuvou-o em 1960 na fundação da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), na qual exerceu por mais de quatro décadas relevantes cargos de direção, especialmente no comando de diversas campanhas organizadas pela entidade em momentos críticos para o País.

Uma das mais importantes foi a difusão de Reforma Agrária — Questão de Consciência, livro cuja tese central afirma ser o direito de propriedade de ordem natural, não podendo o Estado eliminá-lo nem golpeá-lo a seu bel prazer.

Nos primórdios dos anos 60, no governo João Goulart, tentou-se impelir o Brasil rumo a um sistema sócio-econômico de cunho marxista, por meio de uma Reforma Agrária socialista e confiscatória.

Nos termos em que estava sendo proposta, a Reforma Agrária significaria um autêntico roubo, violando gravemente dois mandamentos do Decálogo: “Não roubar” e “Não cobiçar as coisas alheias”. Para impedir tal intento, a TFP promoveu em todo o País debates públicos, conferências, entrevistas, campanhas de rua difundindo o referido livro-denúncia.

Em razão do cinqüentenário desse livro, que criou um caso nacional com repercussão internacional, Catolicismo solicitou uma entrevista sobre o tema ao Dr. Plinio Xavier, que é formado em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e exerceu durante décadas o cargo de diretor da Construtora Adolpho Lindenberg. Leia mais…

Historiadores otimistas e superficiais

21, setembro, 2010 4 comentários

Nilo Fujimoto

Navegando pelo portal do IG, encontro uma matéria de Tatiana Klix (IG – São Paulo, 19/09/2010) com a seguinte informação: “Porto Alegre é a única cidade brasileira com uma lei que torna obrigatório o ensino do Holocausto1 (…). O tema será abordado na disciplina de história, segundo o texto aprovado por unanimidade nesta semana pela Câmara de Vereadores da capital…”.

Pensei: de fato é necessário lembrar as atrocidades cometidas na História. Especial destaque também merece as provocadas pelo comunismo, cujo saldo foi mais de 100 milhões de mortos. E, na velocidade de um flash, veio-me então à lembrança um manifesto da TFP: Comunismo e anticomunismo na orla da última década deste milênio. A TFP apresenta uma análise da situação – no mundo – no Brasil2.

De autoria do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, Presidente do Conselho Nacional da TFP, o manifesto analisa o Descontentamento que desagregava então o mundo soviético. Descontentamento com “D” maiúsculo, e não outro qualquer, pois “é um Descontentamento para o qual convergem todos os descontentamentos regionais e nacionais, os econômicos e os culturais, por muitas e muitas décadas acumulados”, gerando “o maior brado de indignação da História”.

Segue um trecho do manifesto:

“II – Interpelação aos responsáveis diretos por desgraça tão imensa: os supremos dirigentes da Rússia soviética e das nações cativas”

“Esse brado se dirigirá, antes de tudo, contra os responsáveis diretos por tanta dor acumulada ao longo de tanto tempo, em tão imensas vastidões, sobre uma tão impressionante massa de vítimas.” Leia mais…

Reforma Agrária, essa cinqüentona (I)

12, setembro, 2010 6 comentários

Dentro de quatro anos, a Reforma Agrária no Brasil completará meio século de sua promulgação. Seus fautores sempre a apresentaram como parte essencial das Reformas de Base, a coqueluche revolucionária do início dos anos de 1960.

Para eles, a Reforma Agrária seria condição necessária para que o País alcançasse seu pleno desenvolvimento econômico e social.

Cabe ressaltar que tal projeto fazia parte do ideário estatizante e igualitário do socialismo e do comunismo.

O fim da propriedade privada e da livre iniciativa começaria no campo para, em seguida, alcançar a atividade comercial, industrial, bem como a vida particular dos cidadãos.

Afinal, os “reformistas” estavam fanatizados pelo modelo que se iniciava na infeliz Cuba dos irmãos Castro.

Diante de tão grave ameaça, não tardou a reação em sentido contrário dos setores mais sadios da nação. Entre os resistentes, merece destaque a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade – TFP. Leia mais…

No avião, com Gogó

14, agosto, 2010 4 comentários

Plinio Corrêa de Oliveira

“Folha de S. Paulo”, 20 de junho de 1971

Porque o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira lhe vem oferecer a leitura de um artigo do ano de 1971?- Primeiro porque essa publicação é consoante com uma de suas finalidades : “Fazer conhecer, no Brasil e no Exterior, a figura ímpar de Plinio Corrêa de Oliveira e sua vida de dedicação abnegada em defesa da Civilização Cristã”. – Segundo, porque se o tempo passou e algumas coisas mudaram, o sabor do texto e o ensinamento que transmite estão tão vivos que parecem evolar-se das linhas, junto com o cheiro da tinta fresca no papel de então. Segue leitor, Gogó já lhe espera no avião!

* * *

Entrei no avião que partia par o Rio, e ocupei minha poltrona. Decolamos logo. Para me distrair, tomei um jornal. Estava sem graça. à mingua de melhor, olhei de soslaio para o passageiro a meu lado. Era um tipo pouco comum.

Esguio, seco, trazia no alto de um pescoço comprido, uma cabeça inesperada. A face era redonda e enorme, mas a caixa craniana, excepcionalmente rasa.

Dir-se-ia uma moeda com o verso trazendo olhos, nariz e boca, e o reverso uma opulenta cabeleira grisalha. Entre o verso e o reverso, uma superfície pequena, no qual se encaixavam duas orelhinhas. Os olhos eram inexpressivos, se bem que ligeiramente saltados. As pálpebras inferiores, túmidas e caídas, formavam grandes babados. Ele notou meu olhar. E então, com lentidão na voz bem timbrada, me perguntou: “Plinio, lembra-se de mim?” Leia mais…