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Textos com Etiquetas ‘violência’

“Crime organizado”, sim. Mas… organizado por quem?

26, novembro, 2012 3 comentários

Muitos falam do crime organizado. Mas quem verdadeiramente organiza o crime?

Leo Daniele

A onda de violência em São Paulo agravou-se no curso de novembro, tendo inclusive sido demitido o Secretário Estadual da Segurança Pública.  Noticiou-se que o número de homicídios dolosos ‒ isto é, intencionais ‒ em outubro foi praticamente o dobro dos registrados em  outubro de 2011: 150 contra 78. Na semana em que escrevo, a região metropolitana teve nova madrugada violenta, com cinco mortos na zona sul em São Paulo, na maior chacina do ano na capital.

Quantos serão em 2013? É a pergunta.

Por detrás da resposta, vemos que está o problema das esquerdas de hoje: falta de agentes, de agitadores e de terroristas. Não parece, não é?  Mas é verdade. A única solução é “alugar” criminosos, recrutados sob a chantagem do “ou mata, ou morre”. Para não morrer e ganhar boas quantias, eles farão qualquer coisa, já que não têm o menor escrúpulo, e os resultados dessa chantagem estamos vendo todos os dias. Não quero dizer que seja sempre assim, mas muitas vezes os executores não o fazem por ideologia, mas pela aplicação instintiva do binômio custo/benefício. Eles estão ameaçados de morte.

Até hoje neste ano, dia 24 de novembro, foram mortos 95 PM. Desde o início de outubro o número de homicídios começou a crescer em São Paulo, e foram registrados 268 assassinatos. Em Santa Catarina a onda  de violência continua; os ônibus são escoltados pela polícia.

Parece que o indivíduo “filiado” por exemplo ao PCC (Primeiro Comando da Capital) fica automaticamente inscrito em um registro de “crédito” e “débito”: ele teria “crédito” quando realiza uma ação do agrado da diretoria criminosa, e o “débito” é o fruto de um empréstimo em dinheiro, ou uma falha em alguma execução. Se ele está em “débito”, a obediência seria cega, sob pena de morte. O que explicaria a solicitude dos bandidos para as ações arriscadas pedidas pelo comando, ou pelo “sintonia-geral” (o chefe)?

Esquerdismo, violência e corrupção, portanto, formam uma frente única.

Completaria o quadro com sua luz lúgubre o caso Leia mais…

Início de pânico em São Paulo: algumas perguntas

19, novembro, 2012 16 comentários

Será que tudo o que está acontecendo em São Paulo em matéria de violência tem um objetivo em comum? Leia o artigo e deixe sua opinião

Leo Daniele

Em primeiro lugar, os fatos.

● Em 18 dias, a região metropolitana de São Paulo registrou ao menos 191 vítimas de homicídio, numa média de 10,6 mortes por dia. Até setembro, a média diária era de seis mortes.[1]

● Vários ônibus queimados, por vezes com o cobrador dentro. Carros incendiados. Policiais e membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) foram executados sumariamente.

● Toque de recolher. O telefone de um açougue tocou e a funcionária ouviu uma voz que mandava fechar o comércio naquele momento. Se não obedecesse, alguém iria “descer bala” na loja. O mesmo se repetiu em vários bairros. À tarde, houve fechamento de escolas devido ao toque de recolher.

● A PM não reconhece a existência de toque de recolher na capital e afirma que os boatos lhe devem ser comunicados.

● Muita gente não sai de casa por medo da violência. Na periferia, os criminosos acabaram sendo apelidados de “motoqueiros fantasmas”.

● Na madrugada de 18 de novembro houve a 15ª chacina do ano na Grande São Paulo. Quatro jovens foram mortos e três sobreviveram na Cidade Ademar, zona sul de São Paulo. Na mesma noite, um bandido morreu em uma troca de tiros com policiais militares em Embu, um irmão de policial civil foi assassinado no Jaçanã e um mecânico foi morto na Penha.[2] Um tiroteio entre policiais militares e um grupo com pelo menos 12 homens armados parou uma das pistas do Rodoanel Mário Covas, em Embu das Artes, por volta da 0h30 do dia 18-11. O grupo armado, com fuzis e metralhadoras, havia acabado de fazer um arrastão em um ônibus com 42 viajantes de Curitiba, quando foi surpreendido por três viaturas da PM. Um dos suspeitos morreu na troca de tiros. Ninguém foi preso.

● No Estado de Santa Catarina houve ataques igualmente mortíferos em Florianópolis, São José, Tijucas e Navegantes.  No dia 17, dois homens de moto dispararam cinco tiros contra a base da PM no Campeche, em Florianópolis.  Criminosos jogaram coquetel molotov em um DP da capital. E  em São José, bandidos deram 10 tiros na base da Guarda Municipal.  Polícia militar de Florianópolis suspende férias de soldados.

● Em São Paulo, Fernando Salla, diante da afirmação de que a situação está sob controle, pergunta: sob controle de quem?[3]

● Diz-se que os serviços de inteligência das Polícias Militar e Civil e do sistema penitenciário, que tem sob sua guarda as lideranças do PCC, falharam ao não detectar o seu crescimento, depois dos embates de 2006, e afirma-se que esse erro poderia ter sido corrigido se o governo federal tivesse repassado as informações que possuía a respeito.

Em síntese, estes foram ‒ e continuam sendo ‒ os fatos.  A respeito podem ser feitas pelo menos as seguintes perguntas:

  1. Trata-se de uma movimentação espontânea movida apenas pela sede de vingança dos bandidos, e a repressão das forças da ordem?
  2. Existiria uma intenção oculta no conjunto da movimentação? Uma finalidade por detrás?
  3. Existe ‒ em teoria ‒ uma tática para espalhar boatos?

Talvez valha a pena mencionar  um precedente histórico, entre outros: Durante a Revolução Francesa ‒ em julho e agosto de 1789 ­­‒ houve a chamada “grande peur” (o grande medo, o pânico). Espalhou-se pela França inteira o boato de que havia por perto, vagando pelas estradas, bandidos que vinham saquear tudo. Um cavaleiro misterioso  se aproximava da cidade e gritava: Os bandidos! Os bandidos! Depois fugia.

O pânico era tão grande que, em uma região, a poeira levantada por um rebanho de ovelhas foi interpretada como uma tropa de soldados em marcha. Em vários lugares, os monges mendicantes foram tomados por bandidos.

Em toda parte estouravam pilhagens, revoltas, atentados, incêndios. Em uma região, ouviu-se o alarme geral, por medo de “10 mil” ingleses que teriam desembarcado e estariam invadindo a França.

Foi uma onda de boatos histórica, que favoreceu a Revolução Francesa, e que relatamos aqui para enriquecer nosso texto. No nosso caso, não há só boatos, mas também crimes, talvez um tanto exagerados pela sensibilidade pública e pela mídia.

Veremos algo de semelhante, com as devidas adaptações e modernizações?  Em todo caso, como dizia Dr. Plinio, é preciso “crescer com os perigos. Enfrentá-los com toda seriedade, toda calma, toda previsão.”


[1] FSP,  12-11-12.

[2] OESP,  18-11-12.

[3] OESP, 18-11-12.

Existe um laboratório para produzir os boatos?

11, novembro, 2012 9 comentários

Nilo Fujimoto

Reproduzo um e-mail que enviei para meus contatos a propósito dos recentes acontecimentos violentos que estão sendo perpetrados por criminosos cujos propósitos não ficam muito claros. Porém, vislumbra-se uma meta: criar um ambiente propício ao desenvolvimento da guerra psicológica revolucionária em especial no estado de São Paulo.

* * *

Caros amigos,

A guerra psicológica revolucionária está em curso.
Leiam o trecho marcado na notícia. Não é estranho?
Há gente que recebe ordens por aí, e as cumprem…

Nilo Fujimoto

Mas, antes leiam Dr. Plinio:

19 de maio de 1983

Entrevista sobre: a obra “Revolução e Contra-Revolução”; o movimento pacifista (“Peace Mouvement”); explanação a respeito da guerra psicológica revolucionária; a posição da Igreja hoje em relação ao problema da Revolução e da Contra-Revolução

(Locutor: O senhor fala na III parte no livro sobre a guerra psicológica revolucionária. O sr. poderia explicar a relação disso com o fenômeno Revolução?)

De bom grado. A guerra psicológica revolucionária está baseada num fato experimental que é o seguinte: Os homens não são governados apenas por silogismos, mas eles são governados também por reflexos, por movimentos de alma vários que os levam, os impelem de um lado para outro sem que eles racionalmente se deem conta do que estão fazendo. Isso é especialmente claro na infância, é especialmente claro na outra extremidade da vida, Leia mais…

Brasil avizinha-se do Iraque

6, maio, 2011 1 comentário

Pesquisa revela: suicídios crescem entre jovens, a violência se avoluma desmesuradamente no Nordeste, a imagem do Brasil se avizinha à do Iraque, Vietnã e Coréia. Só há uma solução possível…

Cid Alencastro

Os casos de suicídio no Brasil cresceram 17,1% no período entre 1998 e 2008

O mundo tem sido abalado ultimamente por catástrofes terríveis. A terra treme e joga sobre as pessoas quantidades insuspeitadas de cimento e concreto, sepultando-as; vulcões lançam lavas e cinzas que até impedem a aviação de funcionar; tsunamis arrasam tudo o que encontram pela frente; enchentes calamitosas geram enxurradas, rios de lama, desabamentos e mortes. São apenas exemplos.

Mas há pior. No Oriente Médio — estendendo-se para o norte da África — os abalos não foram produzidos pelos elementos, mas pelos homens. E tudo com a característica do inesperado. As guerras no Iraque e no Afeganistão se prolongam indefinidamente. Por toda parte a sociedade se encontra convulsionada, e os homens divididos entre si. Leia mais…

Homicídios e populismo socialista aumentam na América

11, outubro, 2010 6 comentários

O Socialismo por si só gera um estado de violência!

Apesar dos massacres causados por “homens-bomba”, Bagdá é mais segura do que Caracas, capital da Venezuela socialista “bolivariana”.

Iraque e Venezuela têm quase a mesma população, mas em 2009 houve no Iraque 4.644 homicídios, enquanto na Venezuela foram mais de 16.000, sendo 90% deles não apurados.

O Brasil é outro caso gravíssimo, pois o índice de assassinatos, próximo do da Venezuela, é quase o dobro do mexicano: 25 a cada 100.000 habitantes, contra 14 a cada 100.000 no México.

O aumento da violência está ligado ao crescimento do populismo socialista, inimigo da propriedade privada e das desigualdades sociais justas e proporcionais.