Cabeça fria

A Inglaterra pode sair só da UE, ou juntamente com o País de Gales? E os dois outros países que votaram pela permanência? Nicola Sturgeon, primeira-ministra da Escócia anunciou “discussões imediatas” com Bruxelas e países da UE para “proteger o lugar do país no bloco”. Confirmou: “O segundo referendo de independência é claramente uma opção que deve estar sobre a mesa, e está sobre a mesa”.

Cabeça fria

O Reino Unido está potencialmente fora da União Europeia (UE), 51,9 a 48,1% a favor da saída. No fundo, ninguém acreditava que depois de uma permanência de 43 anos, ele lhe viraria as costas. O mundo amanheceu em estado de choque. Ou foram apenas a Inglaterra e o País de Gales? De fato o Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte, que é um Estado soberano, é composto de quatro nações constituintes, também chamadas países, ou home nations.


 

Há mais de seis décadas, uma advertência sobre a Federação Europeia

Boa parte das análises sobre Brexit – muitas vezes perpassadas de raivas ideológicas – não vai ao fulcro da questão. Procuram explicações meramente enconômicas ou motivações imediatas e superficiais para um fenômeno essencialmente político, social, cultural e histórico. Não se busca analisar os fundamentos da construção da Federação Europeia; não se procuram avaliar as vicissitudes, as crises, as transformações e as guinadas sofridas por esse mesmo bloco

Há mais de seis décadas, uma advertência sobre a Federação Europeia

Choque, surpresa, desolação, foram algumas das palavras utilizadas para definir o espanto que causou em certos meios o resultado do plebiscito sobre a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia, e que acabou por dar a vitória ao Brexit (Britain exit), com 52% dos votos.

Como frisou Xavier Vidal-Folch, no jornal El Pais, da Espanha (24.06.2016), a capacidade de sedução deixou de ser sinal de identidade da invenção europeia e, pela primeira vez, a União Europeia não acrescenta um membro ao seu clube, mas, pelo contrário, perde um (cfr. “Con flema británica”).


 

Plinio Corrêa de Oliveira – Coletânea sobre União Européia

Plinio Corrêa de Oliveira – Coletânea sobre União Européia

Dada a atualidade da matéria em função do recente plebiscito na Inglaterra sobre sua saída da União Européia o site pliniocorreadeoliveira.info agrupou em uma página especial várias matérias do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre a questão da União Européia, de modo a facilitar a nossos visitantes a consulta a tais documentos. À medida que novas matérias sejam identificadas ali serão postadas.*


 

O Brexit e o ocaso do Ocidente

O Brexit representa certamente um sobressalto de ufania de um povo com longa história e antiga tradição. Mas a identidade e a liberdade de um povo se fundam no respeito à lei divina e natural, e nenhum gesto político pode restaurar a liberdade de um país que a perde por causa de sua decadência moral.

O Brexit e o ocaso do Ocidente

O referendo inglês de 23 de junho (Brexit) chancela o colapso definitivo de um mito: o sonho de uma “Europa sem fronteiras”, construída sobre a ruína dos Estados nacionais.

O projeto europeísta, lançado com o Tratado de Maastricht de 1992, continha as sementes de sua autodissolução. Era inteiramente ilusório pretender realizar uma união econômica e monetária antes de uma união política. Ou, pior ainda, imaginar servir-se da integração monetária para impor a unificação política. Porém, tanto e ainda mais ilusório era o projeto de chegar a uma unidade política extirpando as raízes espirituais que unem os homens em torno de um destino comum.


 

A união europeia abandonada pela Inglaterra

A retirada da Inglaterra da UE mediante o recente plebiscito popular — que contou com 51,9% contra a permanência na UE e 48,1% a favor — pode ter sido o meio escolhido pelo país para ver-se livre das tirânicas imposições da UE, evitando assim perder suas características, suas tão belas tradições e a enorme riqueza que suas artes e seus valores peculiares encerram.

A união europeia abandonada pela Inglaterra

O tema em epígrafe, tão noticiado no dia de hoje — e tão chorado amargamente pelas esquerdas do mundo inteiro —, ganha maior dimensão se considerado na perspectiva da análise feita por Plinio Corrêa de Oliveira no artigo A Federação Europeia à luz da doutrina católica, publicado na revista Catolicismo em fevereiro de 1952. Alguns trechos são transcritos abaixo entre aspas.


 

Nota de pesar pelo falecimento do Marquês Luigi Coda Nunziante

Na noite de 7 de julho, faleceu o Marquês Luigi Coda Nunziante di San Ferdinando, presidente da Associação Famiglia Domani

Nota de pesar pelo falecimento do Marquês Luigi Coda Nunziante

Na noite de terça-feira, 7 de julho, em sua casa de campo em Colognole, perto de Florença, faleceu o Marquês Luigi Coda Nunziante di San Ferdinando, presidente da Associação Famiglia Domani e protagonista incansável de numerosas batalhas em defesa da família e dos valores tradicionais. Sobre o marquês Luigi Coda Nunziante O Marquês Luigi Coda Nunziante […]


 

Ricardo III: o último rei medieval inglês despertou saudades até no III milênio

Ricardo III: o último rei medieval inglês despertou saudades até no III milênio

Há 530 anos morria em combate Ricardo III (1452-1485), o último rei da dinastia Plantageneta, da Inglaterra. Ele foi vencido na batalha de Bosworth Field por Henrique Tudor, invasor e candidato à coroa. Henrique Tudor se tornou o rei Henrique VII e foi o primeiro da dinastia que precipitou o país no protestantismo. Ricardo III […]


 

Triunfo conservador, bolas de cristal e a princesinha

Triunfo conservador, bolas de cristal e a princesinha

Em rumorosa vitória, na Grã-Bretanha o Partido Conservador obteve a maioria, conquistando 331 das 650 cadeiras do Parlamento e reelegendo assim o primeiro-ministro David Cameron. A vitória foi qualificada de “nocaute triplo” por um diário paulista,(1) pois os líderes dos partidos relevantes — Trabalhista (esquerda), Liberal Democrata (centro) e UKIP (extrema-direita) — renunciaram à chefia […]


 

Vitória conservadora na Grã-Bretanha

Vitória conservadora na Grã-Bretanha

Derrota vergonhosa e assombrosa só da esquerda? Ou sobretudo de um sistema de pesquisa eleitoral? As eleições na Grã-Bretanha terminaram com uma vitória fácil do Partido Conservador. Mas com uma particularidade que lhe garante um lugar na História: as pesquisas eleitorais tiveram uma gigantesca, enorme, chocante diferença com os resultados reais da eleição. Embora o […]