A vida desse monge tornou-se conhecida para a posteridade por São Gregório Magno, que o descreve em seus Diálogos. Segundo o grande Papa, Eleutério foi o fundador do mosteiro de São Marcos evangelista, na cidade de Espoleto. Mas viveu muito tempo em Roma, onde travou amizade com São Gregório. Tinha tanta virtude que, com suas orações, ressuscitou um morto. Como “era homem de enorme simplicidade e compunção”, como diz o Pontífice, “não há dúvida que lágrimas duma alma tão humilde e tão simples, muito podiam obter de Deus”. Um dos miraculados pelo “santíssimo ancião”, como o chama São Gregório, foi o próprio Pontífice quando, “sofrendo eu muito dos órgãos centrais, com angústias freqüentes que me levavam a julgar-me em artigo de morte”, recorreu a Eleutério, que rogou por ele com lágrimas e suspiros, e o abençoou. “Ouvindo a sua bênção, o meu estômago recebeu tal força, que esqueceu totalmente a alimentação e a doença”, o que depois permitiu ao santo Pontífice ser capaz de jejuar por um dia completo. Diz São Gregório que isso o dispôs a acreditar nas maravilhas que se atribuíam à oração de Eleutério.
São Eleutério faleceu no início do século VII.

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