Pelágia é o nome de várias santas. O antigo martirológio sírio tinha uma festa de Santa Pelágia de Antioquia neste dia. Alguns dados sobre ela são fornecidos por uma homilia de São João Crisóstomo. Segundo o chamado “Boca de Ouro” pela sua eloquência, Pelágia era uma virgem cristã de quinze anos de idade. Durante a perseguição de Diocleciano, os soldados foram procurá-la para forçá-la a oferecer publicamente um sacrifício aos deuses. Como ela estava só em casa, ninguém podia vir em seu auxílio. Pelágia pediu então aos soldados que a deixassem entrar para pôr outra veste mais conveniente para sair. Isso lhe foi concedido.

A virgem, que provavelmente soube por inspiração divina o que a esperava, não querendo expor-se ao perigo de ser desonrada, subiu ao teto da casa, e lançou-se ao mar. Desse modo morreu, como diz São João Crisóstomo, como virgem e mártir, e é assim honrada na igreja de Antioquia. Santo Ambrósio também cita esta santa.

O suicídio contraria uma lei geral, e portanto não se pode admitir, pois só a Deus cabe tirar a vida. Mas, num caso particular como neste e alguns outros, as circunstâncias levam a concluir ter havido, por parte de Deus, uma inspiração para se agir desse modo. A finalidade do ato, isto é, o procurar-se a morte, não visa tirar-se a vida, mas sim evitar poluir seu corpo e sua alma pelo pecado. A morte é consequência necessária para isso.

O Martirológio Romano dá como data da festa desta virgem de que falamos, o dia 9 de junho: “Em Antioquia, Santa Pelágia, virgem e mártir, a quem os Santos Ambrósio e João Crisóstomo tecem grandes louvores”. Trata-se, portanto desta Pelágia.

Já no dia de hoje, o mesmo Martirológio traz a festa de outra Santa Pelágia: “Em Jerusalém, Santa Pelágia, cognominada a Penitente”. É esta mesma santa que o Martirológio Romano Monástico traz neste dia: “No começo do século IV, Santa Pelágia. Depois de ter levado em Antioquia uma vida de libertinagem e escândalos, foi instruída na fé pelo bispo de Edessa, recebeu o batismo da salvação, e terminou seus dias em penitência no Monte das Oliveiras, em Jerusalém”.

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