Este santo, nascido em Verdú, no principado da Catalunha, no dia 26 de junho de 1580, de pais que, segundo uns, eram da mais alta nobreza; segundo outros, eram simples camponeses. Mas todos concordam que eles eram muito virtuosos, receberam aquele filho como resposta às suas insistentes preces, e prometeram consagrá-lo ao serviço de Deus.

Segundo seus biógrafos, o pequeno Pedro “amava a virtude antes ainda de a conhecer”.

Alma predestinada, quando chegou a época de continuar seus estudos em Barcelona no colégio dos jesuítas, Pedro entrou para a Congregação Mariana, a fim de obter a proteção de sua amada Senhora. Encontrando entre os filhos de Santo Inácio aquilo que sua alma almejava, pediu sua admissão na Companhia, sendo enviado a Tarragona para fazer o noviciado.

Desde o primeiro dia em religião, Pedro mostrou determinação de ser Santo, e de fazer-se missionário, escrevendo em seu diário: “Quero passar toda minha vida trabalhando pelas almas, para salvá-las e morrer por elas”.

Foi então que, enviado a Palma de Malhorca para estudar filosofia, encontrou Santo Afonso Rodrigues. Diz um hagiógrafo que, “apenas cruzou o umbral do convento, o porteiro caiu de joelhos diante dele, beijou-lhe os pés e os cobriu de lágrimas. Turbado e confuso, o estudante ajoelhou-se também e, estreitando nos braços o leigo, o abraçou ternamente. Interiormente esclarecidos sobre os méritos um do outro, eles se olharam com mútuo respeito, com a mesma confiança, o mesmo amor”. Isso porque Santo Afonso tinha visto em êxtase as muitas almas que seu discípulo deveria ganhar para o céu na América, para onde ele foi enviado.

Em Santa Fé de Bogotá, na Colômbia, São Pedro concluiu seus estudos e foi ordenado sacerdote, sendo designado para o colégio do porto de Cartagena de las Indias, onde deveria ficar por mais de quarenta anos.

Essa cidade era então um dos mais importantes centros comerciais espanhóis no Novo Mundo, e principal porto negreiro. Nele chegavam mais de 10 mil escravos por ano, que eram confinados em verdadeiros pardieiros até serem adquiridos por algum senhor. Sua miséria material só encontrava símile na miséria moral.

São Pedro Claver começou então seu apostolado com os inúmeros escravos vindos das costas da África com tanta determinação que, ao pronunciar seus votos de profissão, acrescentou heroicamente um quarto, que foi o de se tornar o escravo dos escravos.

Pedro Claver dedicou-se desde o início a esse apostolado, auxiliando o Pe. Sandoval, que já fazia esse trabalho. Aos poucos tornou-se pai, consolador, enfermeiro e evangelizador desse povo sofredor. Para ele mendigava nas ruas de Cartagena sem o menor respeito humano, distribuindo depois, de acordo com as necessidades de cada um, o que tinha angariado.

Depois visitava-os nas casas de seus donos, para cuidar da salvação de suas almas e do cuidado com seus corpos. Cerca de dez a doze mil escravos entravam cada ano em Cartagena, e Pedro Claver os instruía na santa religião, batizando-os e velando para que conservassem as práticas religiosas.

Apesar de sua imensa atividade em prol do próximo, sua regularidade na vida conventual não sofria detrimento. Era dos mais observantes e modelo para os outros.

Nos últimos quatro anos de sua vida o santo foi atacado pelo mal de Parkinson, ficando com pés e mãos semi-paralisados. Mesmo assim pedia que o carregassem até o confes­sionário.

São Pedro Claver faleceu em 8 de setembro de 1654, aos 74 anos, sendo declarado por São Pio X especial patrono de todas as missões entre os negros.

 

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