Esse santo, canonizado por Pio XI em 1938, é uma das grandes figuras do clero italiano do século XVI. Nascido no início dos anos 1540 em Décimo, na Itália, foi educado por um sacerdote exemplar que desenvolveu na criança uma grande virtude ao lado de profunda ciência. Jovem sacerdote, ocupou-se de um grupo de rapazes, com os quais ensinava o catecismo às crianças. E, quando obteve uma antiga igreja de Nossa Senhora da Rosa com vasta casa anexa em Luca, lançou, em setembro de 1574, os fundamentos dos Clérigos Regulares da Mãe de Deus, consagrados à educação.

Pouco a pouco a sua influência estendeu-se por toda a Itália, onde se tornou um ardente defensor da fé católica em perigo por causa dos erros protestantes. Ameaçado de morte pelos luteranos, refugiou-se em Roma com os seus companheiros. Aí tomou como diretor São Felipe Neri, que muitas vezes repetia: “Não é tudo, caro amigo, tornar-se um santo; o importante é continuar a sê-lo”.

O seu zelo pela conversão dos pagãos o levou a colaborar com o cardeal Vives na fundação do Colégio da Propaganda, de onde deveriam sair tantos santos e zelosos missionários.

Os Regulares notabilizam pela grande obediência. Exigia-se deles perfeito recolhimento interior, assiduidade na oração e pobreza. São João Leonardi procurou não só com os conselhos, mas sobretudo com o exemplo, a mais alta perfeição de seus súditos. Ele faleceu em Roma em 9 de outubro de 1609 no hospital de Santa Maria “in porticu”, vítima da sua dedicação aos doentes e empestados.

Dele diz hoje o Martirológio Romano Monástico: “No ano da graça de 1609, São João Leonardi, que reuniu e vivificou, perto de Lucca, na Toscana, uma comunidade religiosa dedicada à catequese da juventude. Em Roma, criou com João Batista Vivés um colégio, que mais tarde tornou-se o Seminário da Propagação da Fé. Morreu vítima da sua dedicação junto aos doentes da peste”.

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