Distinguido teólogo jesuíta, escritor e cardeal, nasceu em Montepulciano no dia 4 de outubro de 1542. Sua mãe, Cíntia Cervini, era irmã do cardeal Marcelo, depois Papa Marcelo II. Roberto foi educado no colégio jesuíta de sua cidade, e entrou para a Sociedade de Jesus em 1560.

Foi ordenado em Louvain, onde pôde estudar as heresias recentes.

Como professor, atraía para seu púlpito até protestantes. Em 1576 voltou à Itália, onde ocupou a cátedra de Controvérsias, recentemente fundada no Colégio Romano. De suas aulas, resultou o inigualável trabalho, “Das Controvérsias”, que se tornou obra indispensável no combate aos protestantes. Era de tal modo convincente, que sua leitura foi proibida na Inglaterra aos não formados em teologia.

Em 1588 foi nomeado diretor espiritual do Colégio Romano, e teve como discípulo São Luís Gonzaga.

Nomeado arcebispo de Cápua, pôde dedicar-se de cheio ao ministério pastoral. Rezava com seu clero, ensinava o catecismo às crianças, visitava seus diocesanos, e atendia a cada um que o procurasse. Dizia: “Aquele que percebe o que é ser filho de Deus, do Rei dos reis, está unido a Ele com filial amor, contente com o que tem, muito ou pouco, porque não duvida que seu boníssimo Pai lhe conceda, a cada momento, aquilo de que necessita”.

Seu espírito de oração, sua singular delicadeza de consciência e isenção de pecado, seu espírito de humildade e pobreza, junto com o desinteresse que mostrava tanto quanto cardeal, como bispo e simples jesuíta, sua caridade extraordinária para com os pobres e devotamento ao trabalho, levavam seus contemporâneos a colocá-lo no número dos santos ainda em vida.

São Roberto faleceu em Roma no dia 17 de setembro de 1621, sendo elevado à honra dos altares por Pio XI, que o declarou Doutor da Igreja Universal.

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