O santo de hoje nasceu em Placência, na Itália, em data incerta em fins do século XIII, e pertencia a uma das mais nobres família da cidade. Casou-se muito cedo e, com sua esposa, levava vida virtuosa e temente a Deus. Seu único passatempo era a caça.

Num dia em que ele se dedicava a esse exercício predileto, o gamo que ele perseguia ocultou-se entre umas sarças. Conrado ordenou a seus servos que pusessem fogo nelas para obrigar o animal a sair. Ora, um forte vento que se levantou, fez com que o fogo se alastrasse vorazmente, causando enorme estrago. Ao ver isso, Conrado deu-se pressa em fugir a ocultas para a cidade.

As autoridades de Placência logo procuraram a causa do incêndio, e o seu causador. Encontraram então um mendigo que estivera próximo ao local da conflagração naquele dia, e o torturaram para que confessasse o crime. O pobre homem, não suportando a dor, confessou-se culpado do crime de que não era autor. Foi então condenado à morte.

Ora, Conrado, que não podia sufocar os gritos da consciência, apresentou-se então às autoridades como o autor do ato criminoso, e prometeu pagar todos os prejuízos que tinha ocasionado. E assim fez, ficando reduzido à miséria.

Entretanto, uma vez livre dos bens materiais, começou a desejar os eternos. Fez com a esposa o voto de consagrar-se a Deus. Ela entrou para um convento de clarissas, e ele foi admitido na Ordem Terceira de São Francisco. Fez então uma peregrinação a Roma, e depois se dirigiu para a Sicília, onde se dedicou aos mais humildes exercícios de caridade num hospital.

Desejando viver em solidão, retirou-se depois para um lugar ermo no qual viveu os restantes 40 anos de sua vida, em oração e penitência, operando numerosos milagres. Ele faleceu na cidade de Noto (ou Netina), na Sicília, no dia 19 de fevereiro de 1352.

Acontece que, embora ele tenha o título de santo, nunca foi formalmente canonizado. Em 1515 o papa Leão X permitira à cidade de Netina que celebrasse sua festa. Essa permissão foi mais tarde estendida por Urbano VIII a toda a Ordem de São Francisco. Entretanto, como se diz que “Vox populi, vox Dei”, a voz do povo é a voz de Deus, Conrado aceita esse título de santo que o povo lhe dá, e que lhe foi bem merecido.

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