Todos os registros dos bispos de Roma que chegaram a nós por Santo Irineu, Juliano Africano, Santo Hipólito, Eusébio e também o catálogo Liberiano de 354, colocam o nome de Lino diretamente depois do do Príncipe dos Apóstolos, São Pedro. Depois que os santos Apóstolos Pedro e Paulo estabeleceram a Igreja em Roma, deram o ofício episcopal a Lino, que  é o mesmo mencionado por São Paulo quando escreve a Timóteo: “Saúdam-te Eubulo, Prudente, Lino e Cláudia todos os irmãos” (2 Ti 4, 21). Por isso, o seu pontificado data do ano da morte dos dois apóstolos (67-76?), que é ainda incerta.

O Liber Pontificalis nos diz que ele, em conformidade com São Paulo (1 Cor 11, 10) ordenou às mulheres que cobrissem com um véu a cabeça nas assembleias religiosas.

Segundo a tradição, ele ordenou 15 bispos e 18 sacerdotes. Era o costume primitivo, antes da organização de dioceses e paróquias que, dada à escassez de cristãos, os bispos presidissem diretamente à catequização e à celebração eucarística, servindo-se dos sacerdotes como simples auxiliares.

Foi durante o seu pontificado, que se deu no ano 70 a destruição de Jerusalém pelas tropas de Tito, que levou como troféu para Roma, o Livro da Lei e o candelabro de sete braços dos judeus.

São Lino combatia tenazmente o paganismo, pelo que, por maquinação de seus sacerdotes, foi decapitado em Roma pelo ano 76.

Segundo ainda o Liber Pontificalis, foi sepultado junto ao túmulo de São Pedro, sendo seu nome incluído no cânon da Missa, logo depois do dos Apóstolos.

A festa desse papa santo é no dia de hoje, de acordo também como “Liber Pontificalis”.

Uma epístola narrando o martírio dos apóstolos São Pedro e São Paulo, foi mais tarde atribuída a São Lino, e teria sido mandada por ele às Igrejas do Oriente. Entretanto, ela é apócrifa, e de uma data posterior ao santo. Alguns a atribuem ao papa Marcelo, mas também isso é apócrifo.

De acordo com o Martirológio Romano no dia de hoje, São Lino foi “sucessor do bem-aventurado Pedro no governo da Igreja de Roma. Recebeu a coroa do martírio, e foi sepultado no Vaticano junto ao mesmo Apóstolo”. É o que também afirma o Martirológio Romano Monástico.

 

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