A vida de São Jerônimo é tão extraordinária, que se torna impossível resumi-la em poucas palavras. Dele diz o eminente jesuíta, Pe. Pedro de Ribadaneira, discípulo e biógrafo de Santo Inácio de Loyola: “Foi nobre, rico, de grande engenho, eloqüentíssimo; sapientíssimo nas línguas e ciências humanas e divinas; na vida, espelho de penitência e santidade; luz da Igreja e singular intérprete da divina Escritura, martelo dos hereges, amparo dos católicos, mestre de todos os estados e condições de vida e luzeiro do mundo”.

São Jerônimo nasceu em Stridon, na Dalmácia, cerca do ano 340. Seus pais o mandaram a Roma para fazer seus estudos, e aí foi batizado aos 20 anos pelo papa Libério. Depois de alguns anos de vida recolhida num deserto da Síria, foi ordenado sacerdote em Antioquia. Em Roma serviu de secretário ao Papa são Damaso, a pedido de quem traduziu a sagrada Bíblia, que deu na versão conhecida como Vulgata, que a Igreja adotou como sua versão oficial. Lá também dirigiu espiritualmente algumas damas da nobreza, algumas chegando à honra dos altares. Passou a última parte de sua vida na Palestina, onde fundou, com o auxílio de Santa Paula, dois mosteiros em Belém. Até a morte, em 419 ou 420, ocupou-se de grandes obras literárias e em polêmicas violentas. Seu grande saber, seus comentários à Sagrada Escritura, e o vigor com que combateu as heresias, valeram-lhe o título de Doutor da Igreja.

São suas palavras: “Examinai as Escrituras e procurai e encontrareis, para que não tenhais de ouvir o que foi dito aos judeus: ‘Estais enganados, porque não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus’. Se, de fato, como diz o Apóstolo Paulo, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, aquele que não conhece as Escrituras, não conhece o poder de Deus, nem a sua sabedoria. Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo”.

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