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Deste frade carmelita, diz o Martirológio Romano: “Em Licata [ou Alicata], na Sicília, Santo Ângelo, da Ordem dos Carmelitas, presbítero e mártir, trucidado pelos hereges na defesa da fé católica” em 1219.

Segundo a tradição, dois esposos judeus de Jerusalém um dia tiveram uma visão da Santíssima Virgem, que lhes declarou que o Messias havia vindo, que era seu Filho, e os exortou a crerem nele. Tocados por essa aparição, os dois esposos se dirigiram ao patriarca de Jerusalém, que os colocou entre os catecúmenos e, depois de instruídos, ministrou-lhes o batismo.

Maria, a esposa, deu à luz em 1185 a dois gêmeos os quais, no batismo receberam o nome de Ângelo e João. Estes eram ainda pequenos quando perderam os pais. Entretanto, antes de morrer, eles os havia deixado sob a tutela do Patriarca que os batizara. Esse verdadeiro homem de Deus educou os dois órfãos como a seus próprios filhos, nas ciências e na virtude. Quando os dois fizeram dezoito anos, o Patriarca, prevendo seu fim próximo, propôs a eles que se tornassem religiosos na Ordem Carmelitana. Ângelo e João entraram então para o convento da Ordem em Jerusalém.

Desejosos de uma vida ainda mais perfeita, eles obtiveram dos Superiores licença para irem para o mosteiro do Monte Carmelo, juntar-se aos eremitas que lá viviam em penitência e contemplação. Tal foi o fervor com que os dois se entregaram à vida de santificação, que começaram a fazer muitos milagres como é atestado na Crônica da Ordem.

Santo Ângelo foi então mandado de volta a Jerusalém para receber a ordenação sacerdotal, e seu irmão posteriormente tornou-se Patriarca da Cidade Santa.

Ora, em sua viagem de volta para Jerusalém, Ângelo tinha que atravessar o rio Jordão, que havia transbordado em virtude das chuvas, impedindo a passagem. Ângelo convidou então as sessenta pessoas que aguardavam em suas margens esperando que as águas baixassem, a rezar pedindo a Deus, pelos méritos dos Santos Elias e Eliseu, que os socorresse. Imediatamente as águas baixaram, e foi possível a todos atravessar o rio sem perigo.

São inúmeros os milagres operados pela intercessão deste Santo, que o espaço não nos permite contar. Enfim, guiado por uma inspiração divina, ele resolveu passar para a Sicília, fazendo uma parada em Roma.

Lá, estando em São João de Latrão, Ângelo encontrou-se com São Domingos e São Francisco. Este disse ao fundador dos dominicanos, apontando Santo Ângelo: “Eis um Anjo de Jerusalém; seu nome está já inscrito no céu, como mártir”. E, dizendo isso, avançou até ele, e se lançou a seus pés. Santo Ângelo, conhecendo São Francisco por divina inspiração, levantou-o e lhe disse: “Que felicidade, Irmão Francisco, de vos encontrar, vós que sois um homem verdadeiramente humilde, e que mereceis portar as marcas sagradas de nossa Redenção!”. Os três santos então se uniram num abraço.

Enfim, na Sicília, foi para a cidade de Alicata, onde havia um conde muito respeitado em todo o país, mas de vida extremamente escandalosa, pois vivia em incesto com sua irmã. O santo foi até ele e, em particular, exprobrou sua vida infame, incitando-o ao arrependimento. Como isso não surtiu efeito, ele o repreendeu em público, ameaçando-o dos castigos de Deus. E o fez com tanta energia, que até os mais íntimos confidentes do conde o abandonaram. Este jurou vingar-se.

No dia 5 de maio de 1219 (alguns dizem 1226), ao sair da Missa que celebrara na igreja de São Tiago, Santo Ângelo foi atacado por uns sicários do conde, que o feriram com cinco golpes de espada. Dizendo “Senhor, em vossas mãos encomendo meu espírito”, o santo entregou sua alma a Deus.

Como o Martirológio Romano diz que Santo Ângelo morreu nas mãos de hereges, infere-se que o Conde juntava a heresia ao seu incesto.

Os frades carmelitas difundiram a devoção a este Santo, primeiro na Europa, depois nas Américas.

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