Abordamos nos últimos artigos a única tática que resta à esquerda petista no Brasil: criar confusão e ver se daí consegue pescar em águas turvas. Queremos dar hoje um passo além e cumprir um urgente dever: animar a reação conservadora diante desta cortina de fumaça (do desânimo) que vai se estendendo pelo País.

Ainda nesta semana, dois bons brasileiros, antipetistas autênticos, me diziam: “O que fazer? Derrotamos o PT nas urnas e depois os políticos vencedores nos causam desilusão”.

O conhecido adágio segundo o qual a História é mestra da vida aplica-se inteiramente ao Brasil de 2018.

Não só se aplica, mas oferece a solução para esta fase pré-eleitoral e também para a pós-eleitoral.

Não se trata, portanto, de falsas soluções populistas, artimanhas da esquerda, nem panacéias de jogos ou arranjos partidários.

Se a esquerda procura lançar o Brasil na confusão (recentemente tivemos a manobra para soltar o Lula da Silva a qualquer custo, ainda que na base de cambalachos jurídicos), mesmo que alguns de nossos líderes nos causem desilusões, nosso papel, como brasileiros ordeiros, conscientes, conservadores, é mostrar que a confusão é uma arma para lançar o desânimo nos gigantescos movimentos de opinião que desbancaram o PT do poder. Confiança: ainda seremos um grande País!

A força dos movimentos de opinião

Embora muitos procurem erradamente a solução em um só homem, ela está em grande parte nas mãos da opinião pública, ou melhor, em setores desta.

A História nos mostra a força dos movimentos de opinião, alguns deles autênticos, sadios, que mudaram o curso dos acontecimentos.

Podemos citar a atuação da LEC (Liga Eleitoral Católica) em 1933. Ela arregimentou o voto católico e se tornou uma das maiores forças daqueles anos. Em poucos meses de trabalho, a LEC soube galvanizar as fibras do povo brasileiro e elegeu cerca de 40 constituintes numa Assembleia de pouco mais de 200 deputados. Mais do que isso, segundo depoimentos de autorizados constituintes extrínsecos à LEC, esta foi a maior força político-eleitoral que se levantou no Brasil.

Outro exemplo foram as memoráveis marchas de brasileiros a partir de 2013, gigantescos movimentos de opinião pública que desbancaram a tirania petista do poder e mudaram o curso de nossa história.

Aferrada a seus preconceitos marxistas, a esquerda não seria ela mesma se não tentasse servir-se da confusão para pescar em águas turvas na esperança de impor ao Brasil um modelo bolivariano e, portanto, antinacional. Disso já tratamos em artigos anteriores.

Um alerta, uma previsão, uma confirmação

Estávamos em 1988, exatamente 30 anos atrás, debatendo-nos com um projeto de Constituição.

Tinha razão o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira ao publicar então o livro Projeto de Constituição Angustia o País, o qual foi objeto de campanhas públicas pelos jovens da TFP com um recorde de venda de mil exemplares diários. Cumpre lembrar que exemplares físicos, em contato direto com o nosso povo, pois ainda não tínhamos a via digital, nem internet; não foi tampouco através de livrarias.

Ou seja, houve uma aceitação pela população, que via naquele livro uma denúncia, um alento, uma solução: ainda é possível remediar a catástrofe que se avizinhava.

Veio a catástrofe? Veio. Tratar disso não é o objeto de nosso artigo.

Queremos ser práticos, objetivos. Tiremos desta lição da História uma aplicação para o Brasil de 2018!

Formação das correntes de opinião na fase pré-eleitoral

Escreve o Prof. Plinio: a fase pré-eleitoral (o comentário não podia ser mais atual) “é entre nós a mais adequada para a opinião pública tomar conhecimento dos problemas coletivos. Nessa etapa [a opinião pública] vota uma atenção algum tanto maior a esses problemas, os discute. […] Como alcançar que os problemas reais do Brasil venham à tona?

Com efeito, entre os que assim são abafados [pela grande mídia] se encontram, muitas vezes, reflexões ansiosas de se comunicarem, aspirações palpitantes do desejo de procurarem em larga escala, elementos afins [pensamos nas múltiplas redes sociais conservadores que pululam pelo Brasil] aos quais somarem os que já têm, como fito de iniciar uma pregação política ou sócio-econômica específica, concepções novas do Brasil que não chegaram a se esboçar inteiramente” *

Estamos, pois, nesta fase importantíssima, pré-eleitoral, do Brasil de 2018: constituir grupos de pressão conservadores para indicar aos nossos presidenciáveis os desejos do Brasil profundo.

Saibamos reviver e atualizar o papel da LEC

Nesta fase pré-eleitoral, saibamos nos organizar e fazer chegar aos presidenciáveis os anseios do Brasil profundo: queremos restaurar os valores morais.

Por mais que economistas, sociólogos de esquerda, autores de panaceias se debatam propondo reformas de estruturas, o homem é o centro de tudo e sua conduta é determinada pelos valores morais.

Saibamos aplaudir, corrigir, punir — como o vem fazendo a Justiça através de operações tipo Lava Jato — aqueles que depauperaram os cofres do Brasil em proveito próprio ou, pior ainda, como o fizeram os petistas, também em proveito de países bolivarianos. Este é maior crime do PT, que clama por uma Nuremberg.

Voltemos ao ponto central: os valores morais.

O ministro Jungmann traçou recentemente um prognóstico sombrio quanto ao número de encarcerados nos próximos anos.

Como fazer regredir esse número da “população carcerária”, por exemplo? Com diminuir os crimes? Como reduzir o número de abortos? Tudo isso pode ser obtido através da volta dos valores morais, da formação moral da população. Poderemos contar para isso com a força moral da CNBB? Podemos contar com o poder da grande mídia?

— Certamente não! Mas uma coisa é certa: temos a nosso alcance as redes sociais conservadoras (vale dizer, as que representam o Brasil real, aquelas que mobilizaram as grandes manifestações antipetistas nas principais cidades brasileiras) e, portanto, podemos nos unir e fazer valer, junto aos presidenciáveis, o que realmente o Brasil deseja.

Reformemos o homem! Escrevia no “Legionário”, do qual era diretor ao tempo da LEC, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Sim, reformemos o homem e assim construiremos o Brasil grande que todos esperamos: Este ainda será um grande País!

Parecerá simplória, a alguns, a solução que propomos.

Como responder senão recorrendo a uma imagem comum ao alcance de todos? Como obter um corpo saudável se as células estão doentes? Basta um decreto e as células se rejuvenescerão?

O Divino Mestre já dizia que ninguém constrói uma casa sobre a areia. Os alicerces sólidos da brasilidade se chamam valores morais.

Vejamos a História do Brasil e voltemos à substância que constituiu o cerne de nossa nacionalidade durante 500 anos: os valores morais.

Devolvam o meu Brasil: porque ele ainda será um grande Pais!

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(*) Projeto de Constituição angustia o País, Plinio Corrêa de Oliveira

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