09 DE OUTUBRO

1870: O Reino da Itália anexa os Estados Pontifícios. Os Estados Papais, Estados Pontifícios, Estados da Igreja ou Patrimônio de São Pedro eram formados por um aglomerado de territórios, basicamente no centro da península Itálica, que se mantiveram como um estado independente entre os anos de 756 e 1870, sob a direta autoridade civil dos Papas, e cuja capital era Roma.

Em 9 de fevereiro de 1849, aboliu-se o poder temporal do papa e proclamou-se a República Romana. A favor do papa, organizou-se um contingente militar formado por diversas nações católicas e, em 3 de julho de 1849 era extinta a república. Em 12 de abril de 1850, o papa regressou a Roma, abolida já a efêmera república. No verão de 1859, algumas cidades da Romanha insurgiram-se contra a autoridade do Papa e adotaram a plebiscitária resolução de anexar-se ao reino de Sardenha, o que se levou a efeito em março de 1860. Nesse mesmo ano, Victor Manuel II solicitou formalmente ao papa a entrega das regiões da Úmbria e das Marcas, o que Pio IX se recusou a fazer. As tropas sardo-piemontesas enfrentaram as do Papa, que seriam derrotadas em Castelfidardo (18 de setembro) e em Ancona (30 de setembro). A igreja viu-se despojada daquelas regiões que, em união com a Toscânia, Parma e Módena – estas por vontade própria expressa mediante plebiscitos -, se anexaram ao crescente Reino da Sardenha (novembro de 1860), que passava a denominar-se Reino de Itália. Os Estados Pontifícios ficavam definitivamente desmembrados e reduzidos à cidade de Roma e seus arredores, de onde o Papa, sob proteção das tropas francesas, seguiu na sequência o exercício da sua já diminuída autoridade civil.

1964: Durante o Concílio Vaticano II, os arcebispos D. Geraldo de Proença Sigaud, S.V.D. e D. Marcel Lefebvre entregam a Mons. Glorieux, na Secretaria de Estado do Vaticano, um dossiê contendo as assinaturas para a petições da condenação do comunismo pelo Concílio, assinada por 454 bispos da magna assembleia. A petição “somiu”, e não teve futuro.

1967: Che Guevara é executado na Bolívia. Guevara foi um dos ideólogos e comandantes que lideraram a Revolução Cubana (1953-1959) que levou a um novo regime político em Cuba. Ele participou desde então, até 1965, da reorganização do Estado cubano, desempenhando vários altos cargos da sua administração e de seu governo, principalmente na área econômica, como presidente do Banco Nacional e como Ministro da Indústria, e também na área diplomática, encarregado de várias missões internacionais. Preso pelo exército boliviano na mata onde tinha se refugiado, foi fuzilado de maneira clandestina, segundo dizem, pelo exército em colaboração com a CIA.

A solidariedade não fica só nas palavras: o Senhor Cardeal D. Eugênio Sales, Primaz do Brasil, e D. Helder Câmara – o “Arcebispo Vermelho” – se abraçam

1970: É publicada na Folha de São Paulo uma: “Análise, defesa e pedido de diálogo: Carta aberta da TFP ao Cardeal D. Eugênio Sales”, escrita pelo presidente do Conselho Nacional da TFP, na qual diz ao Primaz do Brasil que é “impossível discernir o que realmente o separa de [D. Helder Câmara]”, o Arcebispo Vermelho.

1998: o Legislativo francês não admite a proposta do “casamento homossexual” (PACS). Na véspera, o premier Jospin responsabiliza à “secte brésilienne” (TFP) pela campanha anti-PACS.

2009: A TFP americana promove terços públicos simultaneamente em 4.337 locais.