300px-memlingjudgmentcentreDies Iræ é um famoso hino medieval do Século XIII.

Sua autoria foi atribuída ao frade Tomás de Celano, um dos primeiros biógrafos de São Francisco.

Antes do Concílio Vaticano II, esse hino fazia parte da Missa de Requiem (Missa dos fiéis defuntos), e era a sequência que se meditava antes do Evangelho. Foi oficializado no Concílio der Trento no século XVI. Esse hino também faz parte da liturgia do dia de Todos-os-Santos.

Mozart, Verdi e vários outros compositores fizeram Sinfonias sobre esse belíssimo hino.

Dies iræ tem rima no final dos versos e usa acentos rítmicos e não a métrica antiga baseada em sílabas longas e curtas, o que era nessa época uma moda nova.

Através deste hino, somos convidados a meditar sobre a segunda vinda de Cristo, quando Ele “virá para julgar os vivos e os mortos” (2 Timóteo 4:1) [1]

A expressão Dies irӕ (dia da Ira) é extraída da Bíblia: Esse dia será um dia da Ira, dia de angústia e de aflição, dia de ruína e de devastação; dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e de névoas espessas, dia de trombeta e de alarme, contra as cidades fortes e as torres elevadas.[2]

Veja a Letra e a Tradução de belo hino: [3]

1
Dies iræ! dies illa
Solvet sæclum in favilla
Teste David cum Sibylla!2
Quantus tremor est futurus,
quando iudex est venturus,
cuncta stricte discussurus!3
Tuba mirum spargens sonum
per sepulchra regionum,
coget omnes ante thronum.4
Mors stupebit et natura,
cum resurget creatura,
iudicanti responsura.5
Liber scriptus proferetur,
in quo totum continetur,
unde mundus iudicetur.6
Iudex ergo cum sedebit,
quidquid latet apparebit:
nil inultum remanebit.7
Quid sum miser tunc dicturus?
Quem patronum rogaturus,
cum vix iustus sit securus?8
Rex tremendæ majestatis,
qui salvandos salvas gratis,
salva me, fons pietatis.

9
Recordare, Iesu pie,
quod sum causa tuæ viæ:
ne me perdas illa die.

10
Quærens me, sedisti lassus:
redemisti Crucem passus:
tantus labor non sit cassus.

11
Iuste iudex ultionis,
donum fac remissionis
ante diem rationis.

12
Ingemisco, tamquam reus:
culpa rubet vultus meus:
supplicanti parce, Deus.

13
Qui Mariam absolvisti,
et latronem exaudisti,
mihi quoque spem dedisti.

14
Preces meæ non sunt dignæ:
sed tu bonus fac benigne,
ne perenni cremer igne.

15
Inter oves locum præsta,
et ab hædis me sequestra,
statuens in parte dextra.

16
Confutatis maledictis,
flammis acribus addictis:
voca me cum benedictis.

17
Oro supplex et acclinis,
cor contritum quasi cinis:
gere curam mei finis.

 

18
Lacrimosa dies illa,
qua resurget ex favilla
iudicandus homo reus.
Huic ergo parce, Deus:

19
Pie Iesu Domine,
dona eis requiem. Amen.

 

1
Dia da Ira, aquele dia
Em que os séculos dissolver-se-ão em cinza,
(será) David com a Sibila por testemunha!2
Quanto terror está prestes a ser,
Quando o Juiz estiver para vir,
Em vias de julgar tudo severamente!3
A trombeta espargindo um som miraculoso
Pelos sepulcros da região,
Conduzirá todos diante do trono.4
A morte ficará paralisada, também a natureza,
Quando ressurgir a criatura
Prestes a responder ao que está julgando.5
o Livro escrito será proferido,
Em que tudo está contido,
De onde o mundo será julgado.6
Quando, pois, o juiz se assentar
Tudo oculto revelar-se-á,
Nada permanecerá sem castigo!7
O que, então, estou em vias de dizer, eu infeliz?
A que paráclito/patrono estou prestes a rogar,
Quando apenas o justo esteja seguro?8
Rei de tremenda majestade,
Que salvas os que devem ser salvos gratuitamente,
Salva-me, ó fonte de piedade.

9
Recorda, piedoso Jesus,
Que sou a causa de tua Via:
Não me percas nesse dia.

10
Buscando-me, sentaste exausto,
Sofrendo na Cruz, redimiste(-me):
Que Tamanho trabalho não seja em vão.

11
Juiz justo da vingança,
Dai-me do dom da remissão (dos pecados),
Antes do dia do julgamento.

12
Gemo, tal qual um réu:
Minha culpa enrubesce-me o semblante,
Poupa a quem está suplicando, ó Deus!

13
(Tu) que perdoaste a Maria (Madalena),
E ouviste atento ao ladrão,
Também a mim deste esperança.

14
Minhas preces não são dignas,
Mas, tu (és) bom, age com bondade,
Para que eu não seja queimado pelo fogo eterno.

15
Entre as ovelhas dispõe um abrigo,
Retira-me para longe dos bodes,
Coloca-me de pé à Vossa direita;

16
Condenados os malditos,
(e) lançados nas flamas ardentes,
Chamai-me com os benditos.

17
Oro-Vos, rogo-Vos de joelhos,
com o coração contrito em cinzas,
cuidai do meu fim.

 

18
Lacrimoso aquele dia
no qual, das cinzas, ressurgirá,
para ser julgado, o homem réu.
Perdoai-os, Senhor Deus

19
Piedoso Senhor Jesus,
Dai-lhes descanso eterno, Amém!

 

Ouça essa Bela sequência nos Vídeos Abaixo:

Em Gregoriano:

 

Mozart:

 


 

 [1]- http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/ii-timoteo/4/

[2]- Sofônias 1, 15-16

[3] https://pt.wikipedia.org/wiki/Dies_Irae

 

1 COMENTÁRIO

  1. E os ignorantes ou pode ser pior, os traidores da Santa Igreja, tocam a música maçônica de um satanista inglês, Imagine, no Santuário de Aparecida. Contrariando o Evangelho e as Sagradas Escrituras, onde o zelo da casa do Senhor nos consome.

     

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