A cada três dias aparece uma nova espécie na Amazônia: razão de alegria ou pretexto de dirigismo invasor?

Drosera amazonica, encontrada em 2009

A organização ambientalista internacional WWF (World Wide Fund for Nature) elaborou extensa compilação das mais de 1.200 novas espécies de animais e vegetais descobertas na Amazônia na última década.

A divulgação do relatório foi noticiada pela BBC Brasil.

Segundo o estudo intitulado “Amazon Alive!”, entre 1999 e 2009, uma nova espécie foi achada a cada três dias na região.

falcão críptico (Micrastur mintoni) foi descoberto em 2002 no Estado do Pará. Pouco se sabe sobre a espécie, mas acredita-se que haja um grande número deles

Os números comprovam que a Amazônia é um dos lugares de maior biodiversidade da Terra: foram catalogados não período 637 novas plantas, 257 peixes, 216 anfíbios, 55 répteis, 39 mamíferos e 16 pássaros.

“O volume de descobertas de novas espécies é incrível – e isso sem incluir o grupo dos insetos, onde as descobertas também são muitas”, disse a coordenadora da WWF no Brasil, Sarah Hutchison.

A grande mídia costuma despejar uma constante chuva de pessimismo gerada em ambientes verdes a respeito das espécies que estariam em perigo de extinção.

Ela insiste nos riscos e carrega os sublinhados ao falar de sua iminência e de seus assustadores efeitos futuros.

Apistogramma baensch está entre as 257 espécies de peixes descobertas nesses 10 anos

No fim dessa insistência aparece uma resultante estatizadora: para salvar o bichinho, criar uma formidável máquina de controle legal e burocrático, mais impostos e mais agências a serviço de um dirigismo ambientalista que invade a vida dos homens e obstaculiza o progresso.

Dessa mentalidade não escapa o citado relatório da WWF: “esse relatório mostra a incrível diversidade da vida na Amazônia e por isso precisamos de ações urgentes para que essas espécies sobrevivam”, reafirmou a coordenadora da WWF.

Algumas reflexões vêm naturalmente ao espírito diante dessa boa notícia.

Pyrilia aurantiocephala habita regiões próximas aos rios Madeira e Tapajós

A primeira é que, de fato, ainda há muitas espécies a serem descobertas e o homem nem sabe direito quantas há. Algum dia saberá.

Porém, a propaganda “verde” insinua que tudo é conhecido e que os homens estão sempre diminuindo de modo perigoso o “escasso” número existente.

Em segundo lugar, o registro de novas espécies – ou o reencontro de espécies julgadas extintas – deveria ser um fator de alegria para os amantes da natureza.

rã Ranitomeya benedicta, habitat é a floresta úmida primária de terras baixas (várzea) nas cercanias de Iquitos

Mas não é bem essa a reação “verde”. Pelo contrário, os achados lhes servem o mais das vezes de pretexto para exigir mais dirigismo, controle, etc.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Sempre ouvi desses ambientalistas que o mundo é evolutivo e que as espécies estão sempre em mutação e que as mais fortes sempre subjugam as inferiores e até as fazem desaparecer. Nos casos de extinção não estará ocorrendo o que eles mesmos afirmam: evolução das espécies? Não é a subjugação da espécie homem sobre as demais? Porque segundo eles mesmos o homem veio de uma espécie que desapareceu e estão cavando buracos pelo mundo afora para encontrar um homem com rabo de macaco ou um rabo com um homem.

     
  2. Por isso muitos afirmam que esse “ambientalismo” é o cavalo Verde do Apocalipse – Ap 6,8 “E vi aparecer um cavalo esverdeado. Seu cavaleiro tinha por nome Morte; e a região dos mortos o seguia. Foi-lhe dado poder sobre a quarta parte da terra, para matar pela espada, pela fome, pela peste e pelas feras.”

     

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