A morte de Fidel e um enigma

Lula numa das muitas visitas que fez a Fidel Castro

Se há no mundo atual um reduto revolucionário onde a bandeira comunista parece insultar os raios do sol com sua presença, esse reduto é Cuba.

Um pouco por toda parte, os comunistas ficaram estarrecidos e desconcertados com a espetacular degringolada do bloco soviético. Ora, o constatar que a Rússia soviética de repente se pulveriza, representou um baque psicológico espantoso para os comunistas no mundo inteiro.

Entretanto, é um fator de alento para todos eles ver que, na pequenina Cuba, ainda arde uma Tróia comunista, irradiando para as três Américas os seus malfazejos eflúvios eletro-políticos. A ilha-prisão das Antilhas, porém, está imersa no caos. Castro parece estar com falta de ar, e a única saída possível para a sua delicada situação é o apoio propagandístico que lhe venha do exterior. Nesse sentido, caravanas faceiras de forâneos não têm faltado para lhe dar o indispensável respaldo.

Lula da Silva, Fidel Castro e Frei Betto

Alegres próceres da esquerda católica brasileira, como Frei Betto, Frei Boff e quejandos, lá estiveram. Fazendo coro com ecologistas e tribalistas, esses homens-show da Teologia da Libertação entregaram-se à mesma lengalenga de sempre, cujos termos são mais ou menos os seguintes: Em Cuba, vive-se feliz. Lá há miséria, é verdade. Mas qual é a diferença entre miséria e pobreza? E, no total, uma suportável pobreza não será melhor do que o consumismo?

Não podendo fazer outra defesa da ilha-cárcere, seus propugnadores entregam-se a essas desajeitadas defesas do miserabilismo. E pouco se incomodam de, por essa forma, concorrerem para que ali se perpetuem as brutalidades, as inclemências e os crimes do comunismo staliniano, fracassado no Leste europeu.

Tudo isso não obstante, o melhor proveito da presente situação cubana para os interesses do comunismo internacional ainda acaba sendo aquele de porta-bandeira.

Só para comparar, afigure-se o leitor um submarino no qual o periscópio, ademais de sua função ótica, exercesse também outra, à maneira de escafandro, sendo responsável pela introdução do ar no interior da nave.

Pois bem, Cuba, de momento, representa o papel desse periscópio hipotético. Em meio à tripulação comunista subaquática, imersa nas águas da miséria, minguada, desanimada e asfixiada à vista do naufrágio do comunismo russo, ela introduz o ar nesses pulmões. De maneira que, se eles ainda respiram, é porque Cuba respira.”

 
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Plinio Corrêa de Oliveira
Homem de fé, de pensamento, de luta e de ação, Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995) foi o fundador da TFP brasileira. Nele se inspiraram diversas organizações em dezenas de países, nos cinco continentes, principalmente as Associações em Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), que formam hoje a mais vasta rede de associações de inspiração católica dedicadas a combater o processo revolucionário que investe contra a Civilização Cristã. Ao longo de quase todo o século XX, Plinio Corrêa de Oliveira defendeu o Papado, a Igreja e o Ocidente Cristão contra os totalitarismos nazista e comunista, contra a influência deletéria do "american way of life", contra o processo de "autodemolição" da Igreja e tantas outras tentativas de destruição da Civilização Cristã. Considerado um dos maiores pensadores católicos da atualidade, foi descrito pelo renomado professor italiano Roberto de Mattei como o "Cruzado do Século XX".

3 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente FIDEL CASTRO, um dos piores ASSASSINOS e GENOCIDAS desta AMÉRICA LATINA continua vivo nas cabeças de muitas pessoas, principalmente daqueles que distribuem 50 Reais e fartas Mortadelas em Manifestações Esquerdistas em Nosso País. Adoradores da Miséria e das Cotas em Universidades e nos Serviços Públicos. São Formadores da Ignorância. Nada Mais. Para estes Detritos Humanos FIDEL Será Sempre o Farol que Ilumina o Mundo. Que Nossa Senhora Aparecida tenha deles Piedade e Misericórdia.

     
  2. Sr. Luiz Bigonha Gazzola, a data 6 de janeiro de 2017 é da publicação no site do IPCO. Se o Sr. observar no “nariz de cera”, verá que esta matéria foi escrita por “Plinio Corrêa de Oliveira, num artigo distribuído pela Agência Boa Imprensa em julho de 1992”.
    O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira faleceu no dia 03 de outubro de 1995.

     
  3. Artigo muito bom, mas não entendi uma coisa. Acima está escrito “por Plínio Correa de Oliveira em 6 de janeiro de 2017”. Plínio, que eu saiba, morreu há muitos anos.

     

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