“Andai na luz antes que as sombras vos surpreendam”

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          Ao se sujeitar à Lei antiga que obrigava as mães irem ao Templo para se purificar, Maria Santíssima deu um exemplo admirável de obediência e humildade. Imaculada, Ela nos trouxe a segunda pessoa da Santíssima Trindade, o Homem-Deus, daí a diferença entre Maria e as mulheres que concebem seus filhos pelo concurso de um varão.

Aquele que nasceu d’Ela é obra sublime do Espírito Santo, o mesmo que iria realizar outra maravilha nas almas com a instituição da Santa Igreja. Maria nasceu sem a mancha do pecado original. O Filho Unigênito é seu filho primogênito e Deus é zeloso de seu amor.

O Filho de Deus, concebido nas entranhas de Maria sem deixar traço que desabonasse a sua virgindade, acrescentou n’Ela a virtude da nobreza pelo fato de ter se tornado mãe de Deus, para Quem nada é impossível. A impossibilidade se encontra nos olhos concupiscíveis daqueles que nasceram com a nódoa original.

O que nasceu da carne é carne e o que nasceu do espírito é espírito, disse Jesus a Nicodemos. Jesus Cristo ao nascer de Maria quis introduzir o reino da castidade, só possível na Igreja instituída por Ele que concede ao mesmo tempo os meios necessários e eficazes para que ela seja praticada. Protestantes há que se enchem de ódio contra Maria pelo fato de ser virgem.

Ao mesmo tempo, eles odeiam o sacerdócio católico em razão de não contrair matrimônio, além do voto de castidade para mais bem servir a Cristo Nosso Senhor. Guardar a castidade é possível sim, para aqueles que têm devoção a Nossa Senhora e frequentam os sacramentos instituídos por Jesus Cristo.

Quem não a guarda é porque se expõe ao perigo, à ocasião próxima de pecado e não possui a verdadeira devoção à Santíssima Virgem. Maria ao levar seu Filho ao Templo de Jerusalém para ser apresentado ao Senhor e resgatá-Lo, agiu para nos mostrar a virtude e a força do Senhor. Ao conduzi-Lo 40 dias depois de Seu nascimento ao Templo para oferecê-Lo ao Senhor em sacrifício, e, Ela mesma ser purificada — se necessário fosse — simbolizaram outras realidades mais altas.

A circuncisão que se dava no oitavo dia do nascimento representava o rompimento dos nexos do corpo mortal e, assim, nos livrar dos vícios. Ao ser apresentado no Templo, diante de Deus, Ele nos tornou livres desses mesmos vícios para que desfrutássemos das alegrias da Cidade Eterna. Jesus Cristo ao derramar o Seu sangue no momento da crucifixão, conquistou-nos a verdadeira liberdade e nos elevou pela graça à filiação divina e membros da Igreja.

E o velho Simeão, cheio do Espírito Santo, ao tomar nos braços aquele Menino, louvou a Deus dizendo: “Agora, Senhor, deixai ir em paz o Vosso servo, porque meus olhos viram o Salvador”.Ele que havia tido a inspiração divina de que não morreria sem ver o Messias, o esperado das Nações, foi largamente atendido naquele momento ditoso.

Quanto mais se ama a Deus, mais empenho se tem em evitar ofendê-Lo e perder a sua graça. O velho Simeão, homem prudente e justo, não procurava a glória e a felicidade mundana para os filhos de Israel, pois o verdadeiro brilho se encontra na verdade e quem no-la transmitiu foi Nosso Senhor Jesus Cristo.

Com efeito, a lei antiga não passa de sombra diante da nova lei e São Paulo diz ser ela apenas uma figura versando em prescrições sobre comidas, bebidas e abluções impostas que não podem tornar perfeita a consciência de quem presta culto.

Ao passo que a verdadeira realidade sobrevinha com o sacrifício do Redentor que se encontrava encoberta naquela divina sombra entrevista por Simeão. Aquele Menino era o Salvador. Tendo Ele vindo ao mundo por meio de Maria, as sombras deram lugar à luz. Por isto, Nosso Senhor Jesus Cristo pregou: “Andai na luz antes que as sombras os surpreendam”.

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*Pe. David Franciquini Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreira-RJ

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Os adeptos de outras igrejas costumam dizer que a Virgem Maria teve outros filhos, contradizendo os católicos que afirmam ter ela permanecido sempre virgem.
    Como se firmou, desde o início do Cristianismo, a crença na virgindade permanente de Maria?
    Se Maria, mãe de Jesus Cristo, tivesse outros filhos, logicamente, quando Jesus morreu na cruz, ela teria ficado com um dos outros filhos ou com uma das filhas. Mas isto não aconteceu. Jesus a entregou ao apóstolo São João e desde aquele momento o citado apóstolo a recebeu em sua casa (Jo 19, 26-27). Isto porque ela não tinha outros filhos.
    Também era costume entre os judeus entregar o cadáver do condenado à morte a sua família. Mas isto não aconteceu com Jesus porque Ele não tinha irmãos. Quem recebeu o corpo e o sepultou foi um amigo seu de nome José de Arimatéia (Mt 27, 57-60); (Mc 15, 43-46); Lc 23, 51-53).
    Donde concluímos que Maria mãe de Jesus e nossa mãe permaneceu virgem.

     
  2. Belíssimo texto.
    A Virgindade perpétua da Sempre Virgem Maria é um Dogma firmado pelo Magistério da Igreja.
    Há uma notícia circulante, eu já a vi em diversos lugares, que o cardeal Mueller, Chefe da Congregação da Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício) afirmou, tanto na Alemanha – quando ainda não exercia suas funções na CDF – , como em Roma, não crer, ele, que Nossa Senhora seja Virgem. Não obstante continua como Presidente da CDF.
    É verdade isso ? Isso é fato verdadeiro?

     
  3. Maravilhoso! JESUS é DEUS e sempre adora-lo e depois dele temos que venerar com muito amor a sua e nossa mãe MARIA. Ela sempre levará nossas súplicas ao seu filho e tenho certeza que ele a ouvirá.

     

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