Luis Dufaur

São múltiplas as vozes que apontam um niilismo anti-humano fundamental em certa pregação ambientalista. Neste Site recolhemos muitos depoimentos neste sentido provenientes de um e outro lado da polêmica.

Porém, esse fundo anti-humano ficou especialmente patente em entrevista do professor Frank Fenner, professor de microbiologia da Australian National University.

O cientista prestou bons serviços na erradicação da varíola. Em contradição com seu trabalho para melhorar a existênica da humanidade, ele manifestou o fundo filosófico pessimista e apocalíptico que inspira o ambientalismo catastrofista.

Fenner declarou em entrevista ao diário de Sydney The Australian que “a raça humana extinguir-se-á nos próximos cem anos e o mesmo acontecerá com muitas espécies animais”. Os propósitos ‒ ou despropósitos ‒ de Fenner foram também reproduzidos pelo “Il Corriere della Sera”

Os dois fatores que precipitariam esses assustadoras perspectivas seriam a explosão demográfica e o crescimento do consumo fora de controle. “Por causa deles os homens não conseguirão sobreviver”.

O realejo desta pregação apocalíptica volta sempre ao mesmo ponto de partida jamais demonstrado: “o início de tudo terá sido a mudança climática”, martelou Fenner.

“O Homo sapiens extinguir-se-á provavelmente dentro dos próximos 100 anos e o mesmo irá acontecer com muitos animais. A situação já é irreversível e acho que é tarde demais para remediá-la”, insistiu no seu pessimismo.

“Eu não fico dizendo isso porque ainda há pessoas que estão tentando fazer algo, embora as soluções estejam se adiando. Certamente, desde que a raça humana entrou na era conhecida como Antropoceno  sua influência sobre o planeta foi tal que pode ser comparado a uma das glaciações ou ao impacto de um cometa”.

Antropoceno é um termo cunhado em 2000 pelo Premio Nobel Paul Crutzen para definir a era geológica atual, na qual as atividades humanas são as principais culpadas da mudança climática.

“Eis por que estou convencido de que teremos o mesmo destino dos habitantes da Ilha de Páscoa. Atualmente, as mudanças climáticas estão ainda numa fase muito precoce, mas já vemos mudanças significativas no clima”

Fenner, em coerência com o credo anarco-ecologista fez o elogio da vida tribal:

“Os aborígines têm de mostrado que pode se viver 40 ou 50 mil anos sem a ciência, sem a produção de dióxido de carbono (CO2) e sem aquecimento global, mas o mundo civilizado não pôde. Dessa maneira, a raça humana corre o risco de sofrer o mesmo destino de muitas outras espécies que se extinguiram no transcurso dos anos”.

A visão catastrófica e pessimista de Fenner não parece, entretanto, encontrar grande ressonância entre seus próprios colegas. Porém, fazendo essas afirmações aloucadas abre espaço para que seu correligionários possam apresentar propostas que passem como “moderadas” diante da opinião pública.

“Pode ser que Frank esteja certo ‒ glosou amigavelmente o professor Stephen Boyden, agora aposentado, no Daily Mail ‒ mas alguns de nós ainda esperamos que possa se chegar a uma tomada de consciência da situação e que sejam implementadas as mudanças necessárias para alcançar um desenvolvimento verdadeiramente eco-sustentável”.

“A raça humana ‒ parafraseou Simon Ross, vice-presidente de “Optimum Population Trust”, uma ONG radicalmente anti-humana ‒ enfrenta os verdadeiros desafios como as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e um crescimento sem precedentes da população”.

Na semana passada o príncipe Charles pareceu acreditar na imaginação de Fenner falando contra o crescimento da população mundial.

Por sua vez, o professor Nicholas Boyle da Universidade de Cambridge foi ainda mais longe, fixando 2014 como a data do “Juízo Final”. Assim o explica no livro “2014: como sobreviver n próxima crise global”.

O autor repete o mesmo estribilho: o mundo vai para uma crise global sem precedentes que terá efeitos ainda mais vastos do que a crise econômica internacional. A culpa é das “mudanças climáticas”. Apenas muda a data do desastre certo e definitivo: nos anos 60 aconteceria em 1980, depois passou para o 2000, depois ainda para 2012, e agora é 2014.

Em 2006 o professor James Lovelock impulsionou o alarmismo anti-humano, sustentando que a população mundial perderia 500 milhões por causa do “aquecimento global” e das mudanças climáticas. Ela argumentou apocalipticamente que tentativa alguma para mudar o clima resolveria realmente o problema, mas apenas permitiria ganhar tempo.

De fato, há anos ele prega uma radical diminuição da população humana. A atual onda de medo infundado do “aquecimento global” forneceu-lhe mais um pretexto mais na moda.

E o mito do “aquecimento global antropogénico” encontrou nestes filósofos niilistas mais um apoio.

Dois mitos que, na falta de bases sólidas, se apóiam um no outro visando um mesmo fim inimaginável.

Confira mais artigos a este respeito!

 

10 COMENTÁRIOS

  1. @Giuliano Pelaquin
    O senhor tem argumentos para responder o que o texto afirma? Ou apenas adjetiva e conclui porque o senhor “sente” diferente?
    Muito tendencioso seu comentário. Quiçá o senhor tenha argumentos para defender algo diferente do texto e queira apresentá-los aqui.
    Cordialmente,
    José

     
  2. @David Franco
    Parece-me bem ponderado o texto do Sr. Luis Dufaur. Quais seus ARGUMENTOS em sentido contrário?
    Adjetivar é fácil. Contestar com argumentação lógica já exige um pouco de neurônios…

     
  3. Que texto tendencioso! Me espanta ver tanta gente criticando teorias de um homem sem ter nem metade da sua experiência de vida em termos de idade e de estudo. Isso só comprova uma coisa para mim. O ser humano realmente se acha muito poderoso. Não tem noção da própria fragilidade. Quem dirá da fragilidade do planeta.

     
  4. Não dou crédito as essas previsões pois não vejo embasamento nas mesmas.Sei que um dia virá o Juizo final e toda a humanidade viverá um novo. mundo,. Isso é certo e não as baboseira que estes pseudos cientistas vêm alardeando,talvez pra sua própria promoção na mídia e porque não têm nenhum compromisso com a verdade, e o papel a se propõem. Esse é o meu simples cometário,pois sou apenas uma pedagoga porém cristã católica.Salete

     
  5. Tem gente que cola uma etiqueta na testa CIENTISTA e começa a delirar.
    Em outros termos êle diz: “A população vai estar extinta em 100 anos. Comecemos a dizima-la desde ja para evitar essa catastrofe…”. Parece o tipo que quer subir uma escada mas quer descer da escada ao mesmo tempo… Contradição maior, impossivel.
    Mas, pelo visto no artigo, tem método esse delirio. No extremo desse delirio esta o odio a Deus, odio à Criação.
    E jà tem até principe de casa reinante que simpatiza com essas loucas teorias. Principe meio burrinho, mas dà ibope…
    Eu até seria favoravel à essa teoria se a gente começasse por tirar da Humanidade esse tipo de cientista. O mundo iria respirar mais oxigenio e menos gaz carbonico de cabeças que so pensam para fazer o mal, para lançar spray de desanimo, de pessimismo e outras coisas…

     
  6. Acho mais espantoso a guerra psicológica que estão fazendo. É aquele tal negócio do filme, acho que é A guerra dos mundos, não sei se é essa, mais é aquela situação em que o Orson Wells transmite por rádio que está havendo uma invasão de seres de outro planeta e vão arrasar com a terra e todo mundo, sem pensar, acredita só porque o radialista tá falando. É claro que ele armou a coisa: esperou o momento certo para falar. Acho que é isso que está acontecendo com o aquecimento global.@José Silveira Viana

     
  7. Espanta-me a radicalidade desse Prof. Fenner, fico mais espantado ainda, quando vejo um mundo de jornais e revistas ditas sérias publicarem previsões que não se realizam e esses profetas fracassados não perderem credibilidade. A grossa maioria dos meios de comunicação alardeiam essas previsões “furadas” e o pior é que tem gente que compra sapato furado.

     

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor deixe seu comentário!
Por favor insira seu nome