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Leandro Mazzini | UOL Política

Quem passa pela rodovia que liga Brasília a Alexânia (GO) às margens da Fazenda Santa Mônica, se assusta com a cena: guaritas em torres de eucalipto com ‘seguranças’ armados com espingardas. São os sem-terra que ocuparam há meses a mega propriedade do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).

O Movimento Rural dos Trabalhadores Sem Terra já cadastrou cerca de 1.500 famílias interessadas em um pedaço de terra em caso de desapropriação, e cada uma delas paga R$ 20 por mês para manter o nome na lista.

Os sem-terra acusam o senador de omitir informações sobre a fazenda, que tem cerca de 20 mil alqueires. De acordo com o MST, Eunício pagaria ITR – o Imposto Territorial Rural sobre apenas 200 alqueires.

Para o leitor ter noção do tamanho, cada alqueire goiano mede 48,4 mil metros quadrados – ou quase 5 campos de futebol. A Fazenda Santa Monica aportaria então 100 mil ‘campos’.

CONVOCAÇÃO

O MST tem tanta confiança na desapropriação que convoca militância na região. Muitos profissionais autônomos, que nunca pegaram numa enxada, entraram na lista.

A coluna tentou contato por telefone com o senador, sem sucesso. Procurada, a assessoria do MST não se manifestou.

Fonte: Blog Coluna Esplanada | UOL Política

 

6 COMENTÁRIOS

  1. para começar gostaria de saber de “quem” o senador comprou 20 mil alqueires goianos. Já vai tempo que pessoas mais informadas tomavam propriedades de posseiros que estavam nas terras há mais de 200, 300 anos (tomavam, expulsavam os donos “de fato” das terras e faziam uso capião e nunca trabalhavam aquelas terras. Trabalhadores que nunca pegaram na enxada, mas que gostariam de ter uma terrinha para pegar na enxada, me parece uma maneira mais produtiva do que toda aquela imensidão de terras não utilizadas. O modo como o MST age ou como “fatura” acredito que seja a forma que encontraram para levar adiante o movimento. Não sou da lavoura e nem participo do movimento, mas acredito que alguma coisa deva ser feito por parte do governo, para dar aos trab sem terra um pedaço de terra para evitar-se o êxodo rural.

     
  2. O aproveitamento do solo agricultável não se faz como uma produção industrial, na qual entra a matéria prima por uma porta e sai o produto acabado por outra.
    O cultivo do solo tem o seu próprio ritmo para se chegar seu resultado final, que nem sempre é o que se espera devido a diversos fatores, muitos deles aleatórios.
    Quando a administração pública, municipal, estadual e federal, ao contrário de favorecer o proprietário rural, o oprime abusivamente, como pudemos constatar em inúmeras ocasiões e lugares no Brasil, a coisa de difícil que já é, se torna impossível.
    Digo “não favorecer”, mas, trata-se de uma verdadeira e real perseguição, visando as desapropriações iníquas, e a tribalização do meio rural.
    Poderia relacionar fatos e mais fatos que atestam essa minha afirmação.

     
  3. É interessante lermos os vários comentários e opiniões. Acredito que todos saibam que qualquer atividade, para ser realmente econômica e viável, tem de ter um mínimo de tamanho, para comportar maquinários modernos e poder aumentar a produtividade.
    100.000 alqueires goianos, podem parecer muito, mas deve-se levar em consideração, que não se pode plantar na mesma área ad infinitum sem degradar as terras. A partir daí, torna-se muito caro plantar, devido os elevados e cansativos métodos de adubação da terra.
    Assim, deve ocorrer um certo rodízio, nas e entre as plantações, para manter as terras sempre boas e cultiváveis. Sem se falar, em preservar as beiras dos rios e riachos, desde a nascente.
    O Presidente Garrastazu Médici, fez uma grande reforma agrária na ocasião. Sabem onde estão os então aquinhoados por um pedaço de terra???!!
    Nem sempre o que possa ser moralmente correto deve ser seguido. Temos de ter juízo e responsabilidade!! Vejam o que aconteceu com uma imensa área cultivável na China. Hj, está muito caro para fazer algo florescer nessa área, que foi feita uma grande reforma agrária.

     
  4. São as sementes do comunismo, no confisco de propriedade privada. A Constituição está sendo desrespeitadas. Nesse caso, o MST age como uma milícia, fora da lei.

     
  5. Ainda não houve governo algum que tivesse o potencial, a coragem e a capacidade para elaborar uma verdadeira Reforma Agrária no Brasil. Então deixam que as reformas e políticas para a sustentabilidade agrícola deste País, seja (mal)praticada por movimentos que roçam a marginalidade.
    Digamos que um indivíduo ter uma mega propriedade de quase 100.000 hectares, e milhares de potenciais agricultores não terem terra agrícola para poderem trabalhar e tirarem o sustento para as suas famílias, é uma afronta à democracia no que concerne às necessidades agrícolas e à atual má distribuição da terra para a agricultura sustentável.

     

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