Limitar o uso da tecnologia perto do horário de dormir. para evitar sono mau e baixo rendimento escolar e no trabalho
Limitar o uso da tecnologia perto do horário de dormir. para evitar sono mau e baixo rendimento escolar e no trabalho

Estudo demonstra relação entre eletrônicos e mau sono

Os pais podem melhorar muito o repouso de seus filhos fixando limites no uso de eletrônicos, reforçando a disciplina no lar e lhes dando o bom exemplo nesse sentido.

Esses são conselhos tirados da edição 2014 do estudo “O sono nos EUA” (“Sleep in America”) da National Sleep Foundation(NSF). Esse estudo é realizado anualmente desde 1991, mas o de 2014 analisou mais profundamente as práticas na hora de dormir e as experiências da família moderna com crianças em idade escolar, segundo a Sleep Review (Cfr.: “Children Sleep Better When Parents Enforce Rules, Limit Bedroom Electronics“, 4/3/2014).

Infográfico da National Sleep Foundation mostra que crianças e adolescentes não dormem o suficiente.
Infográfico da National Sleep Foundation mostra que a maioria das crianças e dos adolescentes não dormem o suficiente.

Dormir melhor ajuda no rendimento escolar

“Para as crianças, um bom sono à noite é essencial para a saúde, o desenvolvimento e o rendimento na escola”, disse Kristen L. Knutson, da Universidade de Chicago. “Nós achamos que quando os pais adotam iniciativas para proteger o sono de seus filhos, eles dormem melhor”, acrescentou.

A NSF recomenda que as crianças entre 6 e 10 anos repousem entre 10 e 11 horas por noite. Mas os pais não entendem a importância da qualidade do sono.

Aparelhos eletrônicos devem ser limitados, especialmente antes de dormir

Costume danoso para a saúde e o desenvolvimento segundo a Academia Americana de Pediatria.
Costume danoso para a saúde e o desenvolvimento segundo a Academia Americana de Pediatria.

Os equipamentos eletrônicos estão demasiado presentes nos dormitórios das crianças. Os pais contam que 72% dos meninos entre 6 e 17 anos têm pelo menos um dispositivo desses no dormitório.

As crianças que deixam seus aparelhos ligados à noite têm um sono pior nos dias de aula e dormem uma hora a menos por noite.

Os pais também dizem que seus filhos têm uma qualidade de sono inferior quando deixam os aparelhos ligados. A observação também é válida para os adolescentes.

“Para garantir uma boa noite, os pais devem limitar o uso da tecnologia perto do horário de dormir”, disse Orfeu Buxton, da Harvard Medical School.

“Ter o bom sono como prioridade proporciona a todos os membros da família energia para dar o melhor de si no dia seguinte. Por vezes, agir melhor num número menor de atividades pode ser mais rentável do que dedicar-se com fatiga a muitas atividades”, observou Hawley Montgomery-Downs, da West Virginia University.

Quando os pais definem e aplicam normas estritas para o sono, as crianças dormem mais. Estabelecer regras estáveis é o melhor para um sono eficaz, diversamente de normas mutáveis ou ausência de critérios. Quando os pais definem até que horas os filhos podem usar celulares ou smartphones, estes ganham em média 0,8 horas mais de repouso.

Os pais precisam dar o bom exemplo

Moça dorme exausta diante de laptop, mau repouso à vista.
Moça dorme exausta diante de laptop, mau repouso à vista.

Os pais que têm cuidado com eles próprios em matéria de sono fazem com que os filhos tendam a adquirir o costume do sono saudável. 65% das crianças cujos pais têm pelo menos um eletrônico “interativo” no dormitório (tablet, smartphone, laptop ou desktop) seguem o exemplo e também dispõem de um no próprio quarto. Mas só 24% deles possuem um eletrônico no quarto quando os pais não têm.

“Os pais devem ser o bom modelo do uso responsável dos eletrônicos, então os filhos vão imitá-los”, diz Monique K. LeBourgeois, da Universidade de Colorado Boulder.

“Os eletrônicos estão por toda parte nos lares americanos e por isso é tão importante ter uma estratégia familiar. Seja vigilante com os eletrônicos de seu filho no quarto, fixe horários de dormir e fale a eles sobre a importância do sono”, sublinhou Helene A. Emsellem, do Center for Sleep & Wake Disorders e do George Washington University Medical Center.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor deixe seu comentário!
Por favor insira seu nome