Croácia garante proteção constitucional à instituição da família tradicional

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A histórica vitória no referendo croata foi um exemplo para todas nações. O resultado das urnas, que garante proteção constitucional à instituição da família tradicional, não agradou o Parlamento Europeu.

Croacia-28-pais-na-UE-150x150Podemos cantar o Magnificat pela católica Croácia! Este pequeno país balcânico pronunciou um rotundo NÃO ao “matrimônio” entre duplas do mesmo sexo. Seu brado em prol da família natural e tradicional — pai, mãe e filhos — ecoou pelos quatro cantos do mundo. Com o resultado do referendo, transcorrido no dia 1º de dezembro, fica estabelecido na Constituição do país que a família somente pode ser constituída entre um homem e uma mulher. Nada mais natural!

O presidente croata, Ivo Josipovic, e seu primeiro-ministro Zoran Milanovic, ambos socialistas, pretendiam aprovar o “casamento” homossexual. Em tal intento, foram apoiados pelos partidos de esquerda, pelo lobby homossexual e pela mídia esquerdista, especialmente pela TV estatal — sem falar da forte pressão exercida no mesmo sentido pelo Parlamento Europeu.

Do lado oposto, católicos defensores dos valores da família, mediante mobilização inédita, aglutinaram quase seis mil voluntários numa coligação denominada “U Ime Obitelji” (Em nome da Família), a fim de coletar assinaturas e obrigar o governo a realizar um referendo consultando a população croata: “Você é a favor à introdução na Constituição da definição de matrimônio como a união entre homem e mulher?”

Croata-deposita-seu-voto-150x150Para a realização do referendo havia necessidade, segundo as leis vigentes, de 450 mil assinaturas (10% do eleitorado croata). Obteve-se um resultado bem superior às expectativas: 750 mil firmas! O que representa muito para um pequeno país de 4,3 milhões de habitantes (88% dos quais são católicos). Assim, o Parlamento teve que aprovar a convocação do referendo.

No histórico dia 1º-12-13 a população foi às urnas. Resultado: a grande maioria dos croatas (65,8%) votou contra o “casamento” homossexual e manifestou-se favorável à definição de família como constituída exclusivamente entre homem e mulher. Venceu o bom senso, preponderou a Lei de Deus e a Le natural!

Democracia sem consulta popular?

Celebração da vitória pró-Família
Celebração da vitória pró-Família

A Croácia tornou-se o 28º membro da União Europeia (UE) em 1º de julho de 2013 e, graças a Deus, já cravou uma certeira flecha na Revolução Cultural promovida pela UE — que pressiona as nações para a legalização do “matrimônio” homossexual e da adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo. Tanto a UE quanto certa mídia, que fez intensa campanha contra a realização do referendo, ainda não conseguiram “engolir” o resultado que concede proteção constitucional à família.

Os leitores bem podem imaginar o que aconteceria se vencessem os partidários do pseudo-casamento entre pares do mesmo sexo… Esses mesmos meios de comunicação, que adotam estranho conceito de democracia, estariam até hoje publicando grandes manchetes como “Vitória da democracia na Croácia!”. Para eles, democracia existe quando o povo escolhe pontos da agenda homossexual; quando o mesmo povo rejeita tal agenda, a mídia abafa o resultado e o critica como “homofóbico”…

“Rezar para sempre no Céu por todos vós”

Túmulo do Bem-Aventurado Cardeal Aloysius Stepinac na catedral de Zagreb
Túmulo do Bem-Aventurado Cardeal Aloysius Stepinac na catedral de Zagreb

Poder-se-ia perguntar se o grande prelado croata, o bem-aventurado Cardeal Aloysius Stepinac (1898-1960), mártir do regime comunista iugoslavo, não foi o intercessor junto a Deus para que se alcançasse tão esmagadora vitória da família tradicional. Com efeito, em seu Testamento Espiritual, o heroico cardeal deixou registrado: “Espero que o misericordioso Jesus me dará a graça de poder rezar para sempre no Céu por todos vós, enquanto existir o mundo e durar a nossa diocese, para que se cumpra a meta pela qual Deus vos criou.”

Zeljko Markić, líder da coligação “Em Nome da Família”
Zeljko Markić, líder da coligação “Em Nome da Família”

No passado, a Croácia foi conhecida como Escudo da Cristandade, devido à sua glória de defender a Europa contra invasões maometanas. No presente, poderíamos considerá-la como Escudo da Família. Que seu exemplo possa ser seguido no Brasil e no mundo!

Atualmente, o “casamento” homossexual, ou pelo menos a “união civil”, tem sido aprovado por decisão judicial nos tribunais de várias nações, pois os promotores do movimento homossexual sabem que, se forem realizados referendos, serão rejeitados, ficando evidenciada uma verdade que eles não querem encarar: o povo, de modo geral, é contrário a tal legalização! Por isso, a UE é contrária à consulta popular… Isto é democracia?!

A pequena, mas gloriosa e católica Croácia já começa a receber pressões internacionais para deslegitimar o resultado das urnas e reverter a situação atual pró-família. Será uma dura luta entre David e Golias, mas, no final, Deus nos dará a vitória.

 

13 COMENTÁRIOS

  1. A minoria barulhenta já conseguiu o fechamento da capela do Hospital de Clínicas de P. A. e a defenestração dos crucifixos das salas da Justiça, sob alegação de que o Estado é laico. Conquistou também a bênção do judiciário nacional para o “casamento gay”, contra a letra expressa do nosso direito escrito. Com isso a “egrégia” Justiça arrombou os portões da instituição do multimilenar matrimônio natural entre homem e mulher, ao deferir tratamento igual (casamento) e desiguais (homossexuais igualados a heterossexuais), o que é supina injustiça. A Croácia está certa; nossa Justiça está errada, contra a lei e contra a natureza.

     
  2. Parabéns para o País da Croácia que provou que a Lei de Deus fala mais alto que a dos homens, fazendo valer a Lei de Deus que é a Lei natural. Isso se chama “Temor à Deus” e fazer valer a Democracia no País.

     
  3. Vamos acordar Brasil cristão, nós brasileiros ainda não descobrimos que a união faz a força. Vejam o número de cristãos católicos e evangélicos, parece que estamos hipnotizados pela minoria dos anti-cristãos. Somos pró-família, pró-vida, pró-justiça ou não somos? A exemplo dos cristãos da Croácia devemos cumprir o nosso papel de cristianismo unidos. O povo brasileiro tem força e meios de reação nos mobilizando. Tá na hora filhos de Deus de reagir.

     
  4. Srs.,

    Os croatas viveram sob o jugo da bandeira vermelha.
    NÃO PODEREMOS NOS ESQUECER DESSE FATO.
    O outro ponto à ser colocado, lá na Croácia, a família tem tradição
    desde remotos tempos, isso é narrado nos livros que citam Medjugore.
    Outro ponto e, em meu entender o mais importante, é a EDUCAÇÃO.
    Daí, TRADIÇÃO, FAMÍLIA, PROPRIEDADE, SOB A PROTEÇÃO DIVINA.

    PAZ E BEM À TODOS.

     
  5. Que as familias cristãs de todo o mundo sigam o exemplo deste pequeno grande país pequeno em extensão mas grande na fé e defesa da familia para que tenhamos sempre a familia tradicional (homem – mulher e filhos)como base da sociedade e do mundo.

     
  6. Graças a Deus pelo exemplo da Croácia. Aliás, as coisas estão mudando. Países que foram comunistas, e materialistas, estão dando uma lição eloquente aos que se dizem cristãos. Enquanto, nos Estados Unidos, país dito protestante, nascido sob uma constituição inspirada na fé, e a maioria dos países europeus, que um dia foram cristãos, e até o nosso Brasil, aprovam o falso “casamento gay”, a Rússia, a Croácia e outros países, de origem comunista, estão dando valor à família tradicional e ao casamento entre HOMEM E MULHER e não entre homossexuais. Que lição tremenda! Louvemos a Deus por essa grande vitória de um povo que lutou contra a tirania comunista e venceu e, agora, venceu a luta contra a destruição da familia e do casamento. Que Deus abençoe nosso país, que aprenda a lição da Croácia e de outros países, que não quiseram destruir os princípios saudáveis que norteiam a família e o casamento.

     
  7. Um País correto e com princípios Democráticos.
    Não se submeteu às facções facistas, comunistas e socialitas que
    são minorias no mundo.
    Se eles usam o vocábulo de que é de interesse para preservação legal
    de um patrimônio, que constituam uma espécie de sociedade para tal.
    Não usando o termo e o regime de casamento.

     

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