Dadaísmo e socialismo agrário – Mediocridade custa caro

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Proponho-me tratar de dois temas bem diferentes entre si, mas que se ligam por um fundo comum, que lhes dá atualidade. Deixo para o fim essa ligação e passo diretamente aos temas.

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O leitor já deve ter ouvido falar do dadaísmo. Trata-se de um ramo da arte moderna que busca uma ruptura total com as formas de arte tradicionais. Portanto, um movimento com forte conteúdo anárquico, que pouco tem a ver com a verdadeira arte. Como tudo quanto costuma ser apresentado como moderno, ele vai afundando no esquecimento.

Sculpture dadaisteA figura que ilustra esta página constitui uma escultura dadaísta. Feita em 1921 e medindo 24×18 cm, nela se podem ler, entrelaçadas, as palavras “eternité” e “Misia”. É uma homenagem à pianista polonesa Mísia Sert (1872-1950). Há ainda outras letras e figuras.

A representação é de uma banalidade ululante.

Pois bem, em 22 de abril último, essa escultura foi leiloada na França e comprada por 600 mil euros. Incluídas as diversas taxas, o adquirente pagou 761.460 euros,(1) — aproximadamente 2 milhões e 245 mil reais!

Faz parte do desvario do mundo moderno dispender tal quantia para comprar uma figura tão medíocre como essa!

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Passo agora ao segundo tema.

É notória a má vontade do governo petista com a agricultura brasileira. O produtor rural sofre uma verdadeira perseguição da parte dos meios oficiais. Tudo se inventa para interferir nas propriedades agricultáveis.

Descobrem-se novas terras indígenas ou quilombolas, antes insuspeitadas, que precisam ser transformadas em reservas intocáveis; qualquer irregularidade trabalhista serve de pretexto para acusações de patrocinar trabalho escravo; exigências legais que não acabam mais; dificuldades insanáveis para escoar a produção; e tantas outras coisas.

Enquanto a agropecuária se desenvolve por seu próprio dinamismo, apesar da insana política governamental, a indústria se arrasta, recorrendo continuamente ao Estado para tentar resolver seus problemas.

Não obstante tudo isso, “a agricultura e a pecuária aumentam sua produção ano a ano, sem ocupar novas áreas, e suas exportações crescem no mesmo ritmo. Se o resto do País — em especial a indústria — andasse no mesmo ritmo, o Brasil estaria noutro patamar. Mas os números mostram que a agricultura está rebocando o restante da economia — que se arrasta como um carro com o freio de mão puxado. […]

“No ano passado, o saldo comercial da agropecuária foi de US$ 79,4 bilhões, e o da economia brasileira como um todo, de US$ 19,4 bilhões. ‘Se não fosse o agronegócio, o saldo teria acabado há muitos anos’, estima Roberto Rodrigues, ministro da Agricultura entre 2003 e 2006. […] De 1990 a 2011, a área plantada de grãos expandiu 40%, enquanto a produção cresceu 220%.”(2)

Como explicar essa política demencial do governo petista? Por razões ideológicas de esquerda, é claro. Mas não queremos aqui aprofundar o aspecto socialista do governo, que é evidente, e sim mostrar como essa política conduz à mediocrização econômica do País, que se arrasta a duras penas, quando poderia estar entre os mais ricos e influentes do mundo.

Que relação tem isto com a notícia do leilão da escultura dadaísta? Tanto uma concepção equivocada do que seja a arte, quanto uma distorção socialista do que deva ser a economia de um país, levam a frutos de mediocrização insuperáveis, com o consequente desperdício de milhões de euros (ou reais). Com a agravante, no caso brasileiro, de que quem paga é a população, por meio de impostos escorchantes.

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Notas:

1. “La Gazette Drouot”, 27-9-13 (revista francesa especializada em leilões)

2. “O Estado de S. Paulo”, 5-10-13, Caderno econômico

 

4 COMENTÁRIOS

  1. É esse o objetivo dos financiadores das ONGs, que são os banqueiros em conluio com os governos americanos e europeus, para impedir o crescimento do Brasil. Ja fizeram isso ao financiar o nazismo na alemanha e o comunismo na Russia.

     
  2. O “socialismo” como doutrina alternativa, que se propõe substituir, o que eles chamam de “capitalismo”, não consegue competir, mostrar coisa melhor, na área da produção de alimentos, na agricultura, então, procuram sabotar o adversário, minar sua fonte de sucesso, para na comparação, levar algum tipo de vantagem!
    É o que eles estão fazendo com o “Brasil que deu certo”, a agricultura, tentam sabotar, dificultar seus resultados, para diante
    do fracasso produzido por eles, culpar o “capitalismo”!

     
  3. Enfim !! os arautos da destruição continuam : 1.os grandes trogloditas continuam interferindo em todo desde 1917 e essa grande burrada (sem querer atacar aos asnos do reino animal)de chamar de “arte” ao dadaísmo logicamente bem quadrado e com aristas acentuadas; estudei também em um conservatório de Música e Pintura me formando como Mestre em desenho e diversas técnicas de pintura e por esses ensinamentos conheci muitos grandes mestres agora ver esse tabuleiro com letras espalhadas e peças geométricas está mas para determinar retardos mentais em um paciente com distúrbios psíquicos. 2 :O avanço dos comunistas e seus satélites sobre os bens de uma Nação já são mais inadmissíveis e intoleráveis especialmente porque estes bando de inúteis gostaram sempre de ir se apropriando das coisas já feitas com o suor dos outros, especialmente fazendas e se possível com piscina !!

     
  4. COMUNISTAS, QUANDO NÃO CONSEGUEM DE UM JEITO, TENTAM SE VIRAR DE OUTRO!
    Isso acontece porque sem a bandeira do fracassado e demente regime comunista para se opor ao desenvolvimento do capitalismo, o único que até agora funcionou melhor, apesar de suas fragilidades, restou-lhes o ambientalismo e o indigenismo, que ao final so século XX, uniram-se formando um movimento misógeno, absolutamente contrário a qualquer projeto desenvolvimentista. No Brasil, em particular via ONGs estrangeiras dissimulando ajuda e catequese aos indios, esse processo é tão forte a ponto de seguir freando por mais varias décadas o processo de desenvolvimento do país.
    Foram poucos os projetos de desenvolvimento no Brasil que não esbarraram e ficaram presos ante alguma resistência, seja de terra indígena, unidade de conservação, comunidade quilombola ou comunidade tradicional. Certamente essas comunidades tem todo o direito nessas reinvindicações, estabelecendo acordos com o Estado para serem ressarcidas dos danos provocados, e para encontrarem alternativas à minorar os efeitos nocivos do desenvolvimento, mas o que se vê são grupos se opondo de forma veemente e sistemática contra qualquer iniciativa ou obra de desenvolvimento. Eles parecem ser contrários às aberturas de estradas, ferrovias, hidrovias ou usina hidrelétrica, o que gera animosidade crescente entre eles e o restante da sociedade brasileira que quer e precisa do desenvolvimento.
    Nada mais, seria isso que o ideal de desmiolados marxistas que só querem o anti natural e o extravagante, criar o caos – quanto pior, melhor – de manter o Brasil atrasado e sempre dependente; é só se lembrar do real motivo da guerra do Paraguai: travar àquela época o crescimento daquele país.

     

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