Desaceleração do aquecimento global intriga cientistas, e a conduta destes intriga a opinião pública

2009: neve em Milão. Não aqueceu mas esfriou: agora como explicar?
2009: neve em Milão. Não aqueceu mas esfriou: agora como explicar?

Não poucos cientistas estão em dificuldades para explicar a desaceleração do aquecimento global, informou a agência Reuters.  De fato, o pressuposto do aquecimentismo nem se realizou e a catástrofe anunciada ficou adiada possivelmente para nunca.

E eles ainda se perguntam se o erro foi induzido por lacunas no conhecimento, quando os cientistas jamais dispuseram de equipamentos tão sofisticados para conhecer a realidade!

Foram os amaldiçoados modelos computacionais que os enganaram? Mas quem montou esses modelos senão quem os acusa?

Teria sido uma pressão extracientífica o que os levou a espalhar teses que nada tinham a ver com o conhecimento, mas com a atração de verbas, aplausos, favores e cargos públicos? Como confessar uma coisa dessas?

Nao foi o CO2
Ou tratou-se da ideologia neocomunista voltada contra o progresso e contra a expansão do gênero humano? Em alguns casos sim, tendo sido até confessado de modo espalhafatoso. Mas não em todos, nem talvez na maioria.

Onde encontrar um argumento científico que permita aos especialistas em apuros saírem com dignidade da entalada?

Em qualquer caso, o mais importante é que não se repita a instrumentalização da ciência para impor objetivos danosos ao bem da civilização.

Bjon Lomborg
Bjon Lomborg

A maioria dos modelos climáticos foi incapaz de prever que a elevação das temperaturas iria se desacelerar a partir do ano 2000, aproximadamente. Tampouco imaginaram a tendência ao arrefecimento que vem se definindo para as próximas décadas.

A programação dos computadores foi retilínea como a mentalidade de um burocrata que não conhece os ritmos da natureza.

Diante da frustração da ofensiva alarmista verde-vermelha, os governos – pelo menos os não ideologizados – se afastam das soluções ecolo-socialistas, como as energias renováveis (eólica, solar, etc.) que exigem bilhões de dólares e oferecem resultados insatisfatórios.

“O sistema climático não é tão simples quanto as pessoas acham”, disse o estatístico dinamarquês Bjon Lomborg, autor do livro O Ambientalista Cético.

Ele estima – aliás, com razão – que um aquecimento moderado seria benéfico para as lavouras e para a saúde humana. Porém, infelizmente, a perspectiva mais provável é a do esfriamento global.

Agora o painel sobre o clima da ONU (IPCC) escarafuncha novos estudos científicos para extrair alguma explicação de por que a natureza não se comportou como eles queriam.

Mas o nome do IPCC – órgão não-cientifico e estritamente político – saiu tão sujo do episódio, que qualquer coisa que ele venha de futuro a dizer será muito dificilmente aceito pela opinião pública.

 

1 COMENTÁRIO

  1. Também não acredito no aquecimento global. Na minha opinião, um real aquecimento vem ocorrendo nas grandes cidades. A enorme quantidade de seres humanos, de motores de automóveis e de fontes de luz, como lâmpadas e equipamentos luminosos de todas as espécies, pode ter contribuído para um pequeno aumento de temperatura nas grandes cidades. Lembrando que, como organismos vivos, nós estamos emitindo radiação eletromagnética não-visível para o ambiente (infravermelha), da mesma forma como um motor quente de automóvel, porém em menor intensidade. Em Las Vegas, durante o INVERNO, os cassinos precisam de refrigeração (ar condicionado), a fim de retirar calor do meio interno, pois a concentração de organismos vivos (seres humanos) combinada à de lâmpadas e à de toda a parafernalha luminosa dos cassinos, esquenta consideravelmente o meio interno. Desse modo, conseguem manter uma temperatura agradável. Mesmo sendo cético em relação ao aquecimento global, não gostei da crítica que fizeram às fontes renováveis de energia. Afinal, elas poderão (e podem) ser úteis em alguma época e em algum lugar do planeta. Enfim, as energias renováveis constituem uma fonte de pesquisa e de desenvolvimento científico e tecnológico. Então, não a critiquem como se fosse “um monstro de sete cabeças”. Vale a pena lembrar que boa parte da tecnologia da qual dispomos hoje veio da “guerra pela conquista espacial” entre EUA e ex-URSS. Qual o legado SOCIAL da chegada do homem à Lua? Talvez nenhuma (ou pequena). Porém, a sua vantagem tecnológica hoje é visível: satélites, telecomunicações, aeronáutica, computação etc. Também precisamos ser cautelosos antes de afirmar que existe uma “tendência ao arrefecimento para as próximas décadas”. Pois o “laboratório”, neste caso, é o próprio planeta, um tipo de laboratório onde não podemos controlar os “experimentos”, de uma forma mais acurada. É preciso uma quantidade maior de dados observacionais.

     

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