E como tudo agora é on-line, se também este não der certo, é só apertar delete e em seguida um search, em busca de outra quimera. E assim sucessivamente.

Hélio Viana

Com o divórcio on-line – como a dissolução do vínculo conjugal poderia ser denominada, a partir da aprovação pelo Congresso da PEC 66 –, é a família brasileira que recebe seu tiro de misericórdia.

Com efeito, a partir do momento em que o divórcio entrou em vigor no Brasil, em 1977, por efeito de um decreto do então presidente Geisel – e ante o vergonhoso silêncio do Episcopado nacional –, ficou aberta para os casais a porta até então fechada que lhes tornava em larga medida possível o cumprimento do voto feito no casamento: fidelidade em todos os transes, nas tristezas como nas alegrias etc.

Dada a fragilidade humana, a sabedoria e a prudência mandam que se dificultem as circunstâncias nas quais possamos tomar decisões contrárias ao bom senso, aos nossos próprios interesses e aos de nossos filhos.

Talvez a mais importante dessas circunstâncias se dê precisamente em relação ao casamento, base e condição para a constituição e prosperidade da família, o qual, para alcançar seu objetivo, deve começar por ser ele mesmo forte.

Ora, porquanto essa porta estivesse então fechada, a oração, o tempo e a paciência faziam o mais das vezes com que as dificuldades e os desencontros inerentes à existência humana neste vale de lágrimas fossem sendo aos poucos sanados no recinto do lar. E a vida familiar seguia seu curso através das décadas.

Quando de todo não dava para os cônjuges permanecerem juntos, havia a figura do desquite – não contrária, como o divórcio, à moral católica –, por onde os corpos se separavam, mas o vínculo permanecia.

Com o divórcio, contudo, isso acabou. Pois a porta numa primeira etapa aberta – gerando todas as trágicas conseqüências que conhecemos, em especial para os filhos –, agora escancarou, propiciando que seja muito maior o número e mais céleres os passos dos que a transporão em busca de uma nova vida de felicidade sem sacrifícios que eles esperavam encontrar no casamento indissolúvel…

E como tudo agora é on-line, se também este não der certo, é só apertar delete e em seguida um search, em busca de outra quimera. E assim sucessivamente.

Creio que desse jeito nem na União Soviética, embora a extinção da família sempre tenha sido um dos postulados básicos do comunismo. E tudo isso ainda é festejado por políticos e pela mídia como uma grande conquista!

 

9 COMENTÁRIOS

  1. CASAMENTO – O que DEUS uniu não separe o homem. (continuação)
    Por não obedecer e consequentemente não seguir os ensinamentos de DEUS, o ser humano sofre as consequêcias das suas atitudes, dos seus erros.
    Por serem carnais, cogitam das coisas da carne, da vontade e do prazer da carne, e quem faz um casamento nesses moldes, mesmo com toda a paixão que denota ter, esse casamento não vai resistir, e se resistir será com desentendimentos, brigas, agressões, etc.
    Vão gerar filhos na carne, e esses filhos por terem pais nessa situação, vão enveredar pelos caminhos da marginalidade, como bem temos visto hoje em dia. Drogas, violências e mortes.Salvo algumas excessões.
    Está escrito: o mal veio para matar, roubar e destruir.
    A culpa é das igrejas? dos padres, bispos ou pastores?. Creio que não.
    Nunca se investiu tanto na pregação do evangelho para a salvação da alma, como se tem investido hoje em dia, rádios, jornais, tv, internet, etc.
    Mas infelizmente a maioria das pessoas, estão mais preocupada em dar ouvidos a voz do seu próprio coração, como satisfazer as sua necessidades urgentes, do que ouvir a voz de DEUS. A alma vazia, geme ansiosa pra ser prenchida por DEUS, mas a pessoa tapa os ouvidos e os olhos espirituais, impedindo a ação dele na vida dela.
    Para ter um casamento abençoado e uma vida de qualidade, em todos o sentidos aqui na terra, é preciso nascer de novo, da água e do Espírito Santo, e obedecer a sua vontade.
    O Estado e a algumas religiões, só pensam na representação do casamento como instiruição a ser preservada, é válido, mas não é só isso, está em risco, a salvação da alma.
    Se a pessoa que vive do seu lado não te quer mais, você vai obrigá-la a ficar contigo?
    Há anos você insiste em manter um casamento de fachada, só pra mostrar pros outros.
    Mas você não está bem, tem depressão, tem insõnia, não come direito, há desconfianca, e por medo de perder o casamento, conforma em viver nessa situação.
    É claro, tudo pode ser restaurado, porque tudo é possível ao crê.
    O casamento, a família é muito importante para DEUS, mas tudo isso um dia vai passar, como todas as coisas.
    Mas e a sua alma para onde você quer mandar?
    Porque hoje mesmo te pedirão a sua alma, e o que tens preparado para onde vai?
    Se a tua mão te faz pecar, é melhor que entre no reino maneta, do que ter as duas mãos, morrer e perder a salvação.

     
  2. ”…deixará o homem pai e mãe e unir-se a sua mulher tornando-se os dois uma só carne”.
    O que DEUS uniu não separe o homem.
    Sabemos de antemão que o inferno engendra ciladas e armadilhas para que o ser humano possa se distanciar o máximo possível de DEUS, e com isso perca a salvação da alma.
    Sabemos que o casamento é sagrado e constituído por DEUS, então porque tanta separação?tantos conflitos no casamento? tanta destruição de lares? tanta dor e derramamento de lágrimas, nessa que seria a instituição mais sagrada que foi feita por DEUS?
    Você ja parou pra refletir em tudo que está acontecendo?
    Se você considera o casamento, ou o teu casamento como constituido por DEUS, então há de convir que o teu casamento foi moldado em base espiritual, porque DEUS é espiritual, e importa que você seja também espiritual.
    Depois do batismo com o ESPÍRITO SANTO (o novo nascimento), a família é o bem mais precioso que DEUS tem nos dado. Mas infelizmenteo a maioria dos casamento tem sido realizados com base na vontade da carne, ou seja na emoção, na paixão e no sentimento, numa fé emotiva, e não tem nada de espiritual, e por não ser espiritual, esse casamento, essa união não foi instituída por DEUS, mas sim exclusiamente da vontade dos dois, homem e mulher.
    Porque se de fato o casal fosse unido por DEUS, viveriam de acordo com com a direção do próprio DEUS, enfrentariam todas as dificuldades e tempestades, mas nada, absolutamente nada iria abalar o casamento deles. Porque são espirituais, e quem é espiritual, vive pela fé sobrenatural. Gera filhos espirituais, a família segue o caminnho da luz.

     
  3. Nosso Senhor Jesus Cristo ,em sua infinita sabedoria, instituiu o sacramento do matrimônio
    monogâmico e indissolúvel para regular e civilizar a relação entre os dois sexos e assim legitimar a reprodução humana . Atualmente é contestado pela lei do divórcio que a cada dia é mais facilitada em sua execução. O resultado aí está: a dissolução da família, gerando o desrespeito moral na sociedade e a consequente desconfiança no relacionamento humano, enfraquecendo assim a ordem e a hierarquia em uma sociedade genuinamente cristã.

     
  4. Ao sr. José N. Oliveira tenho a dizer que, malgrado o abismo que nos separa de todas as formas de protestantismo, os católicos jamais deixariam de dar as mãos aos adeptos de outros credos “religiosos”, quando estivesse em jogo o bem da Pátria.

    Vejamos o que diz, a respeito, o grande Papa Pio XI, na sua admirável encíclica sobre o comunismo:

    “APELO A TODOS OS QUE CRÊEM EM DEUS

    72. Mas a esta luta, empenhada pelo poder das trevas contra própria idéia da Divindade, é-Nos grato esperar que, além de todos aqueles que se gloriam do nome de Cristo, se oponham também denodadamente todos quantos crêem em Deus e o adoram, que são ainda a imensa maioria da humanidade. Renovamos, por isso, o apelo que já, há cinco anos, lançamos em Nossa Encíclica Caritate Christi, para que também eles leal e cordialmente concorram de sua parte ‘para afastar da humanidade o grande perigo que a todos ameaça’. Porquanto, – como então dizíamos -, se ‘a crença em Deus é o fundamento inabalável de toda a ordem social e de toda a responsabilidade na terra, todos os que não querem a anarquia e o terror devem trabalhar energicamente para que os inimigos da religião não alcancem o fim que tão abertamente proclamam’ (Encíclica Caritate Christi, 3 de maio de 1932: A.A.S., vol. XXIX (1932), pág. 184).

    De modo que uma determinada conduta não exclui em absoluto um princípio.

     
  5. Desculpem a minha franqueza, Sou pastor evangélico, porem neste aspecto não se pode levar em conta convicção religiosa. É um assunto em que todas as pessoas de boa fé devem se engajar nele, todos estão em perigo, inclusive, a existência humana. O casamento é uma institução divina criada por Deus, para a propagação da raça humana, isto é, encher a terra do conhecimento de Deus. Tudo que se insurge contra esse santo sacramento entre homem e mulher é orquestração do Diabo, engendrada no centro do Inferno. Deus não fez diaba, o diabo não procria, por isso, ele tem grande inveja do ser humano “imagem e semelhança de Deus,” então fica inventando: aborto, homossexualismo, lesbianismo, pedofilia, PNDHS, contra palmadas educativas dos pais,para corrigir os filhos. Tudo que possa destruir a familia. Todas religiões cristãs devem lutar contra as obras do “Diabo”. E eu estou nessa. Vamos dar as mãos?

     
  6. Os três primeiros parágrafos com os quais Gustavo Corção redigiu um artigo para a revista A Ordem, pelos idos dos anos de 1950, e que serviu, anos mais tarde, de apresentação para o recém-lançado Movimento Permanência – são, a meu ver, basilares, emblemáticos, pela precisão doutrinária e beleza da forma, no apresentar a família como base, fundamento e sustentáculo das sociedades civilizadas.

    Senão, vejamos:

    “1. Encontramos na ‘Política’ de Aristóteles um princípio básico da estruturação das sociedades que poderíamos enunciar assim: ‘As sociedades são o que são suas famílias’.

    Em outras palavras, a organicidade de uma cidade verdadeiramente humana, tem base na célula familiar, na constituição sadia e estável da instituição familiar. Os erros estruturais que podem afligir uma sociedade são dois: um da dissolução individualista (erro do liberalismo burguês) outro da absorção dos direitos da família pelo Estado (erro do totalitarismo).

    A dureza cristalina da família, a nitidez estável de seus contornos é condição essencial de uma sociedade verdadeiramente humana. Daí nossa repulsa pelo divórcio, à luz da razão natural antes mesmo da iluminação da fé. O divórcio é uma reivindicação individualista, anti-social, e por conseguinte anti-humana. O divórcio, como reivindicação individualista, é essencialmente um erro corolário do erro mais geral do liberalismo; mas é também um erro utilizado pelo totalitarismo, apesar da aparente contradição, porque o totalitarismo aparece (como a história o demonstrou) como uma contraditória conseqüência do liberalismo. Em relação à família os dois erros sociais se encontram com a mesma maléfica eficácia; ambos procuram destruir a estabilidade familiar e a indissolubilidade do vínculo; ambos ferem a lei natural do mesmo modo, embora por motivos e em perspectivas históricas diferentes.”

    Link: http://www.permanencia.org.br/drupal/node/92

    Agora, entretanto, o tiro de misericórdia foi dado na família brasileira, no dizer do sr. Hélio Viana.

    O senado argentino, ignorando solenemente a grande maioria do povo, aprovou, como sabemos, o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Onde está a menina dos olhos de ouro dos velhos liberalões e dos comunas, a Deusa Democracia? Quanta perplexidade!

    Não obstante a censura com que me tem galardoado o velho O Imparcial da minha tão amada quanto desolada São Luís, tratarei de escrever um pequeno artigo para o venerando jornal; depois, se me permitirem, transcrevê-lo-ei aqui.

     
  7. Pelas razões de caráter moral e religioso expostas claramente por Helio fica evidente que o problema dos “desarranjos” entre casais é porque falta orientação e vida religiosa. Novamente a responsabilidade recai aos bispos e padres, onde estão eles para pregar esses ensinamentos? Encontra-os mais facilmente em acampamentos do MST pregando invasões de terras produtivas.

     

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