Eurocéticos: menosprezados ontem, profetas hoje

Para Peter Oborne e Frances Weaver, do jornal de Londres “The Spectator”, poucos movimentos ou grupos tiveram uma vitória moral tão completa e esmagadora quanto os conservadores eurocéticos no dia de hoje.

“São eles, hoje, os donos do jogo. Não só tinham razão a respeito da moeda única (o euro), a maior questão econômica de nosso tempo, mas tinham razão pelas boas razões. Eles previram com uma precisão e uma lucidez quase profética como e por que o euro ia provocar na sua queda a devastação financeira e o afundamento das sociedades. Simultaneamente, os pró-europeístas passam pela mesma situação dos pacifistas em 1940 ou dos comunistas após a queda do Muro de Berlim: estão perfeitamente knocked-out”.

Os autores da reportagem dedicam densas e longas colunas a mostrar como jornais econômicos como “Financial Times”‒ tido como quase um oráculo infalível da economia livre ‒ deram as costas ao público e entregaram a redação a jornalistas de esquerda.

Desde que operou essa mudança, o FT escolheu errado em quase todas as questões cruciais. Porém, o desacerto sobre o euro bateu todos os recordes. Levado pelo seu esquerdismo camuflado, o “Financial Times” jogou-se de corpo e alma na polêmica pelo euro (moeda que o povo inglês não aceitou) e o fez com um fervor exacerbadamente religioso.

O FT ‘profetizou’ que o fim do dracma (moeda grega) e a entrada da Grécia na zona do euro “é a garantia de uma estabilidade econômica no longo prazo”.

Com acentos líricos, o mesmo FT comemorou a entrada da Irlanda na área da moeda pan-européia. As sondagens publicadas pelo jornal recolhiam índices extraordinários de aprovação ao euro no público inglês. Porém, nenhum político ousava consultar o povo, como aliás foi repetidas vezes prometido em períodos eleitorais, temendo um solene desmentido popular.

Gigantes da comunicação inglesa, como a famosa BBC, denegriam os depreciativamente rotulados de “eurocéticos”. Eles eram tratados como uns “loucos”, ou, como escreveu Andrew Rawnsley do diário “The Observer”, “doidos de amarrar”.

Na realidade, hoje se vê que eles eram os únicos perfeitamente cordatos e sãos de espírito, prosseguem Oborne e Weaver.

Os autores, por fim, não pedem vingança, mas uma explicação aos partidários do euro e da União Européia: “Eles deveriam nos dizer por que eles tentaram empurrar a Grã-Bretanha pela via calamitosa da adesão à moeda única”.

Oborne e Weaver relembram a política do ministro das Finanças, Danny Alexander. Ele qualificava de “inimigos do crescimento” aqueles que ele rotulava com menosprezo de ‘isolacionistas’ ou ‘nacionalistas’.

“Durante cinco anos Alexander fez campanha pelo euro, e, se tivesse atingido seus objetivos, teria conduzido a Grã-Bretanha reto à catástrofe. Como ousou ele tratar desse modo os eurocéticos? Este é um grande momento para que os partidários do euro apresentem suas contas”, concluíram os autores.

 

4 COMENTÁRIOS

  1. O patriotismo é mal visto pelos maçons, e por povos internacionais – apátridas, autores do instrumento marxista de dominação mundial. Pela direita seus instrumentos são os elementos econômicos globais.
    Se conseguissem desnacionalizar a EUROPA, desnacionalizariam o mundo todo; até parlamento europeu inventaram; também o TRIBUNAL INTERNACIONAL PENAL para violar a soberania das nações do mundo em nome dos direitos humanos. As forças da OTAN fizeram o que quiseram na guerra civil Líbia.
    Esse castelo de areia não resistirá à crise de superprodução que faz periclitar a economia mundial.

     
  2. Lembro-me das considerações do saudoso professor Plínio Corrêa de Oliveira sobre o Euro num antigo exemplar da revista Catolicismo. Não duvidei nem um pouco do acerto de sua previsão uma vez que jamais o vi errar mesmo em coisas aparentemente banais como certa vez previu a racionalização dos combustíveis, ou sobre as invasões das propriedades rurais, os efeitos maléficos da tal teologia da libertação, enfim, não houve tema de real importância que o mesmo não tenha previsto seu desenrolar e efeitos, prevenindo-nos das consequências. Eis uma glória que os ferrenhos inimigos da Verdade não podem negar, Plínio foi pleno de verdade.

     
  3. A mesma mídia sempre “veraz”, “honesta” e “imparcial” não faz alarde de seu gigantesco e catastrófico erro ao apoiar incondicionalmente a implantação do Euro, continuaremos a dar-lhes crédito? Continuaremos, por exemplo, a acreditar no tal aquecimento global por causa antropogenicas?

     

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