Prezado inscrito no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira,

É com satisfação que lhe escrevemos para desejar um Santo Natal, esperando que as comemorações do nascimento do Menino Jesus possam ser ocasião de graças especiais para todos nós!

Ao mesmo tempo, possa a proximidade de 2017 – ano em que festejamos o centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima e o tricentenário do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba – nos propiciar uma união cada vez maior em torno da defesa dos valores perenes da Civilização Cristã.

Aproveitamos para enviar um belo artigo sobre a Árvore de Natal, também conhecida em algumas regiões da Europa como “Árvore de Cristo”, publicado na Revista Catolicismo (www.catolicismo.com.br), de dezembro de 1994.

*   *   *

“Os relatos mais antigos que se conhecem acerca da Árvore de Natal datam de meados do século XVII e são provenientes da Alsácia, encantadora província francesa.

Descrições de florescimentos de árvores no dia do nascimento de Jesus Cristo levaram os cristãos da antiga Europa a ornamentar suas casas com pinheiros no dia de Natal, única árvore que permanece verde no rigor do inverno.

Representada pelo verde resistente em meio ao branco dominante, a “Árvore de Natal” é um símbolo natalino que representa o agradecimento pela vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O costume de preparar esse belo apêndice do presépio foi passando de vizinhança em vizinhança, até alcançar hoje países onde a neve é um fenômeno desconhecido, como o Brasil.

“Árvore de Cristo”: presente do Menino Jesus  

Essa comovente narração figura numa obra sobre a vida popular na região da Estíria (Áustria), no século XIX. Seu autor, Peter Rosegger, assim descreve o episódio:

“Era um anseio que decidira pôr em prática naquela noite, antes que minha mãe chegasse à cozinha para preparar a ceia natalina. Eu ouvira falar muito a respeito da celebração do Natal nas cidades; devia-se colocar sobre a mesa um pinheirinho, verdadeira arvorezinha do bosque; afixar velinhas em seus ramos e acendê-las; e depositar embaixo dele presentes para as crianças, esclarecendo que havia sido o Menino Jesus que os tinha trazido.

“Então pensei em montar uma Árvore de Cristo para meu pequeno irmão Nickerl. Mas tudo em segredo (isso fazia parte do procedimento).

“Depois de já ter clareado o dia, saí em meio ao nevoeiro gelado. Este protegeu-me do olhar das pessoas que trabalhavam em torno da casa(…)

“Logo fez-se noite. A criadagem estava ainda ocupada nos estábulos ou nos quartos da casa, onde, segundo o costume da Noite Santa, lavavam a cabeça e se vestiam com trajes de festa. Na cozinha, minha mãe fazia os sonhos (doce) para o dia de Natal. E meu pai, com o pequeno Neckerl, percorria a propriedade para abençoá-la, levando para isso num recipiente carvões incandescentes; sobre eles espalhava o incenso… a fim de incensá-la enquanto rezava em silêncio. (…)

“Enquanto o pessoal se ocupava em suas tarefas lá fora, eu preparava na sala grande a Árvore de Cristo. Tirei a arvorezinha do meio da lenha e coloquei-a sobre a mesa. Depois cortei de um maço de cera 10 ou 12 velinhas e as coloquei sobre os pequenos galhos. Embaixo, aos pés da arvorezinha, depositei um pão doce.

“Ouvi então passos lentos e suaves na parte de cima da casa. Eram meu pai e meu irmãozinho que já estavam lá e abençoavam o sótão. Logo chegariam ao salão. Acendi as velas e me escondi atrás do forno. A porta se abriu e eles entraram com seu recipiente de incenso. E ficaram parados.

“- O que é isto? perguntou meu pai com voz baixa, mas prolongada.

“O pequeno Nickerl ficara emudecido. Nos seus olhos grandes, redondos, espelhavam-se como estrelinhas as luzes da Árvore de Cristo. 

“Meu pai avançou devagar para a porta da cozinha e chamou baixinho:

“- Mulher, mulher! Venha ver um pouco.

“E quando ela apareceu:

“- Mulher, foste tu que fizeste?

“- Maria e José!” – exclamou minha mãe.

“- O que deixastes sobre a mesa?

“Logo chegaram também os criados e criadas, vivamente impressionados com a inédita visão. Então um rapaz que viera do vale fez a suposição:

“- Poderia ser uma Árvore de Cristo.  

“Seria realmente verdade que os anjos trazem do Céu tal arvorezinha?

“Eles a contemplavam e se admiravam. E a fumaça do incenso enchia a sala inteira, de modo que era como um delicado véu que pousava sobre a arvorezinha iluminada.

“Minha mãe procurou-me na sala, com o olhar:

“- Onde está o Pedro?

“Julguei então ser o momento de sair do canto do forno. Tomei as frias mãozinhas o pequeno Nickerl, que continuava emudecido e imóvel, e o levei para junto da mesa. Ele quase resistiu. Mas eu lhe disse, em tom profundamente solene:

“- Não temas, irmãozinho! Olha: o querido Menino Jesus te trouxe uma Árvore de Cristo. Ela é tua!

“O menino estava contentíssimo. E juntou as mãos, como fazia na igreja para rezar.”

A Humildade do pinheiro na fábula natalina    

Conta-se que, quando os pastores foram adorar o Divino Infante, decidiram levar-lhe frutos e flores produzidos pelas árvores de modo prodigioso. Depois dessa colheita, num bosque, houve uma conversa entre as plantas. Regozijavam-se elas por terem podido oferecer algo a seu Criador recém-nascido: uma, suas tâmaras; outra, suas nozes; uma terceira, suas amêndoas; outras ainda, como a cerejeira e a laranjeira, que haviam oferecido tanto flores quanto frutos. Do pinheiro, porém, ninguém colheu nada. Pontudas folhas, ásperas pinhas, não eram dons apresentáveis.

O pinheiro reconheceu sua nulidade. E não se sentindo à altura da conversa, rezou em silêncio: “Meu Deus recém-nascido, o que Vos oferecer? Minha pobre e nula existência. Esta, alegremente Vo-la dedico, com grande agradecimento por me terdes criado na vossa sabedoria e bondade”.

Deus se comprouve com a humildade do pinheiro. E, em recompensa, fez descer do céu e se afixarem nele uma multidão de estrelinhas. Eram de todos os matizes que existem no firmamento: douradas, prateadas, vermelhas, azuis. Quando o outro grupo de pastores passou, levou não apenas os frutos das demais árvores, mas o pinheiro inteirinho, a árvore de tal forma maravilhosa, da qual nunca se ouvira falar.

E lá foi o pinheiro ornar a gruta de Belém, sendo colocado bem junto do Menino Jesus, de Nossa Senhora e de São José.

* * * 

Como o pequeno pinheiro do Presépio, mencionado nesse conto, possamos estar todos ao lado de Jesus, de Maria e de José, não apenas neste Natal de 2016, mas em todos os momentos de nossas vidas, particularmente naqueles em que precisemos defender a Lei de Deus, cada vez mais contestada na sociedade em que vivemos.

Que 2017 nos encontre prontos a um amor incondicional Àquele que nos criou, e que por nós nasceu e morreu em testemunho da Verdade.

In Jesu et Maria,

Frederico Viotti
Coordenador do Site
Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

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