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Em recente artigo, prometi dar continuidade ao tema da suntuosidade dos templos, a fim de que eles possam dar a maior glória a Deus e concorrer para a santificação dos fieis. Recordamos que, ao construir nossas igrejas com requinte e esplendor, contribuímos possantemente para o cumprimento do primeiro Mandamento: Amarás o teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo entendimento.

Muito parecido com o primeiro, o segundo Mandamento nos preceitua: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Mateus 22, 34-46). E a melhor maneira de o fazer é procurando o bem da alma do nosso próximo no sentido de aproximá-lo cada vez mais de Deus.

O ambiente belo e de bom gosto não somente é conforme a Deus, mas também propicia o recolhimento e a elevação do espírito para Lhe prestarmos atos de louvor, ora glorificando-O, ora pedindo-Lhe luzes e forças, ora agradecendo as dádivas recebidas. Nesse ambiente ordenado reina a paz de alma, tão necessária ao desabrochar das verdadeiras vocações sacerdotais e religiosas.

O que a luz do sol é para a lua, assim a luz da Igreja é para o Estado. As coisas esplêndidas e maravilhosas exercem um poder fascinante nas almas. O culto religioso desenrolado num ambiente nobre, distinto e belo só pode conduzir a Deus. Muitos santos escolhiam os melhores incensos, as alfaias mais requintadas para ornar os ministros que subiam o altar de Deus para celebrar o Santo sacrifício da Missa.

Que fique claro, leitor, não se tratar de um aparato desnecessário, como objetou Judas Iscariotes ao ver Maria Madalena quebrar o vaso de bálsamo precioso para ungir os pés do Senhor. Na verdade, ela prestava através daquele gesto um ato de veneração e adoração ao Filho de Deus vivo. Judas viu no seu gesto apenas desperdício, pois o bálsamo poderia ter sido vendido e o dinheiro dado aos pobres. Mas Nosso Senhor não a censurou, antes disse que aquilo era para Sua sepultura. E aduziu: “Pobres, sempre os tereis convosco”.

O fato de ter existido um Papa como São Silvestre – que dotou a Igreja de grande magnificência, enriquecendo-A de todos os modos possíveis – contribuiu enormemente para influenciar a sociedade civil e a própria mentalidade dos povos. Na medida em que se deixaram permear pela mentalidade católica, eles foram aprimorando as suas próprias edificações públicas ou residenciais com gravidade e ornato.

Assim como a Igreja tem a missão de influenciar as almas e as mentalidades para o bem, nada mais natural que os povos por Ela formados moldem por sua vez seus ambientes de maneira cristã. O resultado é a emanação de uma mentalidade condizente com o ambiente da Igreja, tanto nos costumes quanto na música ou na arquitetura. Foi o que se deu com a Civilização Cristã medieval.

Concluo o presente artigo com esta assertiva cheia de razão de Plinio Corrêa de Oliveira: “É preciso que seja católica a alma que na obra de arte palpita, para que se possa dizer genuinamente cristã. E o ambiente cristão não é suscetível de impregnar apenas um edifício destinado ao culto, mas qualquer local que tenha em sua configuração a marca inconfundível com que a alma cristã se exprime em tudo quanto faz.”

Pe. David Francisquini é Sacerdote da Igreja do imaculado Coração de Maria –  Cardoso Moreira-RJ

 

4 COMENTÁRIOS

  1. Lucas Silva Vieira,

    Lucas Silva Vieira,

    Cara tu ta viajando…tu citou um monte de coisas que procedem do propio catolicismo…se tu perguntar pro papa se é certo rezar o terço, o que tu acha que ele vai responder? Vai citar os livros canonicos e as inciclicas e não sei o que…
    Vai pra bíblia pra citar Cristo e sua igreja e não na religião. Não cite textos bíblicos para justificar religião, porque nunca o que foi escrito foi escrito pensando na igreja como ela é. Preste atenção no que foi que os primeiros cristãos viveram, leia a bíblia…basta! O que veio depois é só confusão, até hoje… Observe a prática de atos dos apóstolos. Não vou entrar em questões de grego e questões historicas…até os analfabetos podem ter o Espírito de Deus. O pequeno rebanho ainda é o foco do Pai…as multidões nunca quiseram a Cristo, só o proveito propio. Sumptuosidade e pompa e riquezas nunca foram o propósito de Deus. Fujam do catolicismo!

     
  2. É minha opinião e parte do meu aprendizado que, a IGREJA, somos nós
    RAÇA HUMANA, CORPO DE CRISTO. O templo nada mais , nada menos é do que
    um local para devoção, seja individual ou coletiva. É a minha opinião
    também que o Papa Silvestre, pretendia deixar acesa a luz que diz ser
    o templo veículo de assistência aos mais necessitados, (viúvas, orfãos
    pobres, “estrangeiros”,deficientes, etc…). A suntuosidade dos templos
    fez gerar ódios, dúvidas, e críticas infindáveis, aos “pastores”, lembro o “rôlo” em que se viu envolvido João Paulo II ao doar um anel à
    uma comunidade carente no Rio de Janeiro. Os comentários jocosos só fizeram denegrir a imagem de um “SANTO”, com esse proceder, fortaleceu-se e justificou-se o “lado inimigo”.

    SEMPRE LEMBRANDO QUE COMUNISMO E MISÉRIA ANDAM DE MÃOS DADAS COM A PROMISCUIDADE A CALÚNIA E A DIFAMAÇÃO, E QUE, AINDA HÁ AVE RARA QUE NÃO VOA,
    PAZ E BEM À TODOS DO BEM.

     
  3. A Igreja Católica Romana foi fundada pelo Imperador Romano, Constantino, em 313 D.C???É isto que alguns anti-Católicos vão te dizer.Quando você pedir a eles para “provar” o que dizem, eles vão se referir ao “Édito de Milão” promulgado pelo Imperador Constantino em 313 D.C.Esta falsa acusação está crivada de erros. Vamos examiná-los, um de cada vez…1. Eles raciocinam erroneamente ao dizer que já que a Igreja Católica é chamada a “Igreja Católica Romana”, ela tem que ter sido fundada por um Imperador Romano, no caso Constantino. Eles apontam para o “Édito de Milão”, promulgado em 313 D.C., como “prova”. Agora, se alguns deles simplesmente lessem o “Édito” por si mesmos, iriam descobrir que ele meramente deu ao Cristianismo a liberdade de praticar a fé abertamente e sem medo de perseguição por parte dos Romanos. Afinal de contas, por séculos os Cristãos foram perseguidos sem misericórdia pelos Romanos, desde o princípio. Foram os Romanos que pregaram Jesus Cristo na cruz e foi um soldado Romano que abriu Seu lado com uma lança. Você se lembra do Circo Romano e de todos aqueles leões famintos? Nada é dito no “Édito” sobre Constantino ter fundado a “Igreja Católica”, que nem mesmo é mencionada pelo nome no documento, e as pessoas que fazem esta falsa acusação não podem fornecer nenhum outro documento histórico genuíno que confirme tal suposição.2. O segundo erro deles é o fato de que o termo: “Católico Romano”, não foi nem mesmo criado até cerca de 1200 anos mais tarde no século XVI, pelos reformadores Protestantes, especialmente Anglicanos, porque queriam reter o nome “Católico” para si mesmos.3. Seu terceiro erro é deixar de ler, ou aceitar, os documentos dos Pais da Igreja e outros escritores da Igreja. Centenas desses documentos claramente contém as palavras “Igreja Católica”, e são datados desde 107 D.C.. Esta data é centenas de anos antes do “Édito” de Constantino ser promulgado. Escritos históricos genuínos nos quais aparece as palavras “Igreja Católica” estão em cada século desde 107 até e além da Reforma, e até os nossos dias. O imenso volume desses documentos históricos genuínos é tão assombroso que significa uma continuidade que não pode ser negada. Só Santo Agostinho  mencionou a Igreja Católica pelo nome mais de 300 vezes em seus escritos. Só para citar alguns outros mais, Santo Atanásio e São Jerônimo também mencionaram a Igreja Católica pelo nome muitas vezes. Estes são apenas três exemplos tirados de inúmeros autores antigos.4. Seu quarto erro é tentar mostrar que a “Igreja Católica”, e a “Igreja Católica Romana” são duas Igrejas diferentes, quando de fato são a mesma e única Igreja.5. O quinto erro é sua interpretação,  por exemplo, da Igreja Católica Russa, da Igreja Católica Ucraniana, etc. Eles tentam mostrar divisões tais como Romana, Russa, Ucraniana, etc. Eles não conseguem perceber que há muitos Católicos naqueles e em muitos outros países, e elas não são Igrejas Católicas separadas, mas estão unidas à única Santa Igreja Católica. Os nomes somente as distinguem das Igrejas Ortodoxas naqueles países. Seria adequado dizer: “A Igreja Católica na Rússia, A Igreja Católica na Ucrânia, etc”.6. Seu sexto erro está preso ao primeiro pois os anti-Católicos tentam rotular a Igreja Católica como sendo uma “apóstata”* ou uma “Igreja Pagã”, já que a acusam de ter “sido fundada” pelo Imperador Romano pagão Constantino. Se os detratores insistem nessa falsa acusação, eles então terão que admitir que a própria Bíblia que eles todos usam veio da mesma Igreja “apóstata” ou “pagã”, e foi dada por aquela Igreja inúmeros anos depois da morte de Constantino. *Chamar a Igreja Católica de “Igreja apóstata” é equivalente a chamar Jesus Cristo de mentiroso (1João 5,10), pois Jesus prometeu em Mateus 28,20 que Ele estaria com Sua Igreja todos os dias de todos os séculos até o fim dos tempos, e sem intervalos. Ele também prometeu que o Espírito Santo estaria com sua Igreja para sempre, em João 14,16-17, e que Sua Igreja é a autoridade final emMateus 18,17, e que Ele não deixaria Sua Igreja órfã em João 14,18. São Paulo escreveu em Efésios que: “como Cristo é a cabeça de Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador.” Efésios 5,21Agora quem ou o quê é o Corpo de Cristo? É a Sua Igreja. Efésios 1,22-23Então já que Jesus Cristo é o Salvador de Sua Igreja, como pode ser que ela tenha se tornado uma “Igreja apóstata”?São Paulo também disse que é a Igreja que é o “coluna e sustentáculo da verdade”, em 1Timóteo 3,15. Ele não disse que era a Bíblia.Então, por favor, alguém me diga como a Igreja que Jesus Cristo fundou poderia apostatar?7. Seu sétimo erro é não ler a história de Constantino (285-337) que é bastante interessante, pois ele era um Imperador Romano pagão que foi Batizado na Igreja Católica logo antes de sua morte em 337. Se ele tinha fundado a Igreja Católica em 313 conforme alguns alegam, então por quê ele esperou até 337 para se juntar a ela? Como ele podia ter fundado uma Igreja a qual ele não pertencia? Como podia um pagão não-batizado fundar a Igreja Cristã? Quem iria juntar-se a ela? Sua mãe era Santa Helena que viajou até à Terra Santa em busca da verdadeira Cruz de Cristo. Ela a encontrou de forma milagrosa, mas esta já é uma outra história interessante.Traduzido por Alessandro Lima, para o Veritatis Splendor, do original em inglês “The Roman Church of Constantine…”, do site http://www.thecatholictreasurechest.com.eu irmão tenha fé na Igreja Católica, porque é a única que Cristo fundou e que tem Pedro como pedra principal.

     
  4. Nunca eu havia lido tanta asneira em toda a minha vida, no que diz respeito a igreja de Cristo…que na verdade o nosso caro escritor quis insinuar que a perdida igreja católica o é…
    Mas agora compreendi perfeitamente que o que o catolicismo quer única e exclusivamente é justificar sua falta de compreensão das escrituras, em simplesmente mostrar o quão ricos e metidos são…demonstrando o quão pobres e sem entendimento sempre andaram.
    Jesus , o criador , o inventor, o mestre, Aquele fez e continua fazendo bem todas as coisas, nunca jamais construiu um templo e nem mesmos os seus discípulos fizeram tal aberração e chamaram isso de igreja. A igreja não é, nunca foi, e também nunca será uma construção. A igreja é o corpo de Cristo. A comunhão de 2 ou 3 no nome de Jesus é o local onde Ele está! Constantino foi o fundador do catolicismo, e não Jesus, assim como Lutero nunca fundou o luteranismo.
    Me impressiona como as pessoas não lêem a bíblia, e também como não se informam acerca das coisas que escrevem.

     

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