Nas últimas semanas, a mídia deu grande destaque a repercussões das palavras de Bento XVI, em seu livro-entrevista Luz do Mundo, sobre o uso de preservativos em determinadas circunstâncias[1].

A interpretação geral da mídia foi de que a Igreja mudou sua posição e agora permite o uso desses pseudo-profiláticos, em certos casos. Alguns teólogos e dignitários eclesiásticos de alto nível adotaram a mesma posição, causando confusão entre os católicos.

O pronunciamento mais significativo em tal sentido veio do Cardeal Georges Cottier, que foi teólogo da Casa Pontifícia sob o Papa João Paulo II. Segundo o purpurado suíço, as palavras do Papa significam que “é legítimo, em certos casos, utilizar o preservativo para não transmitir a Aids” e as pessoas que se encontram diante desse problema “pelo menos sentir-se-ão aliviadas em consciência ao saber que, adotando esse meio, não fazem o mal”[2].

No mesmo sentido pronunciou-se o Subsecretário do Conselho Pontifício para a Família, Mons. Carlos Simón, em declarações a um jornal madrilenho: “Uma pessoa pode fazer uso do preservativo de forma responsável para não contagiar nem produzir um mal que prejudique a vida. (…) O preservativo é, portanto, um mal menor que evita um possível contágio”[3].

Provavelmente inspirado em princípios similares, o pároco da catedral de Goiás Velho (GO) promoveu, no interior do recinto sagrado, a exposição de cartazes imorais, a projeção de vídeos e a difusão de kits contendo preservativos, junto com um folheto explicativo de como usá-lo, numa parceria da paróquia com a Secretaria Municipal da Saúde daquela cidade. Apesar de ter assumido plena responsabilidade pelo sucedido, até hoje o referido pároco não foi objeto — que se saiba — de nenhuma sanção por parte da Diocese.

Obviamente, tais declarações e atitudes são injustificáveis do ponto de vista da Moral natural e da doutrina católica.

Nas semanas transcorridas desde o dia 20 de novembro – quando L’Osservatore Romano divulgou as declarações do Papa[4] – pôde observar-se  o júbilo de católicos progressistas, bem como a surpresa e perplexidade de muitos católicos engajados na luta pela vida e pela família. Em particular, daqueles que visitam nosso site Internet e acompanham nossas atividades.

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira — IPCO é uma entidade de caráter cívico, que cuida de assuntos temporais, notadamente da defesa dos valores básicos da civilização cristã, aos quais consagrou a vida o ilustre líder católico brasileiro que lhe dá o nome. Portanto, o IPCO não é chamado, ordinariamente, a pronunciar-se sobre assuntos teológicos, morais e pastorais que, por sua própria natureza, encontram-se fora dos seus fins. Porém, na atual emergência, caso as idéias e os comportamentos errôneos acima mencionados continuem a se disseminar, vacilará no espírito dos brasileiros toda a doutrina moral que serve de fundamento à nossa ação, inspirada na doutrina social da Igreja[5].

O IPCO vê-se assim obrigado a tratar excepcionalmente de tais assuntos, reconhecendo que seus membros não tem as qualificações acadêmicas nem a graça de estado para resolver todas as complexíssimas questões teológicas, morais e pastorais envolvidas no caso. Porém, como é notório, bom número de discípulos de Plinio Corrêa de Oliveira são católicos cultos e instruídos e, como tantos outros católicos perplexos, têm procurado acompanhar os debates que surgem na esfera eclesiástica a respeito dessas questões. E sabem discernir, nos velhos manuais e nos escritos recentes, os ecos do magistério tradicional da Igreja Católica.

É baseados nesses princípios tradicionais da Moral católica e da Lei natural que formulamos a seguir algumas considerações a respeito das implicações morais do uso do preservativo, levando previamente em conta o que dizem a ciência e a experiência quanto aos resultados de tal uso.

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1. Preconceitos ideológicos desconsideram o que a ciência e a experiência demonstram quanto ao suposto combate à Aids pelo uso de “preservativos”

A. As relações sexuais promíscuas são a principal causa da epidemia da Aids

É conhecido que a principal causa da epidemia da Aids é a infecção com o virus HIV, o qual se propaga especialmente através de relações sexuais promíscuas ou sodomíticas. Secundariamente, difunde-se pelo uso compartilhado de seringas entre drogados ou pelo contato com sangue contaminado em transfusões, cirurgias, etc., além da transmissão vertical aos bebês pelas mães contaminadas[6].

Apesar do grande progresso obtido no aumento da expectativa de vida das pessoas contaminadas, mediante o uso adequado de drogas anti-retrovirais, ainda não há nenhuma vacina ou droga para prevenir o contágio em caso de contato com sangue, sêmen ou outros fluidos orgânicos infectados.

B. O uso de preservativos pode diminuir, porém não elimina o risco de contágio

O uso de “profiláticos” pode diminuir o risco de transmissão por via sexual do vírus HIV, porém não o elimina. O tão propalado “sexo seguro”, em relações promíscuas ou antinaturais, é portanto um mito.

Mesmo as agências estatais norte-americanas que recomendam o uso de preservativos reconhecem que a abstinência sexual, ou a fidelidade a um parceiro único e estável não contaminado, são as únicas vias eficazes para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, incluído o vírus do HIV[7].

Portanto, a única via eficaz para eliminar a epidemia da Aids é promover a moralização dos costumes.

C. Campanhas de prevenção que não visam a raiz do problema

As campanhas anti-Aids geralmente não visam denunciar a principal causa da disseminação da doença – a promiscuidade sexual – e oferecem um mero paliativo: o uso de “profiláticos”.

Muitas dessas campanhas até exploram o medo da Aids para promover um desvirtuamento da sexualidade, legitimando a promiscuidade sexual e as práticas aberrantes contrárias à natureza, desde que se use o preservativo. Passa-se, assim, de um juízo moral das ações humanas – no caso, da sexualidade – para uma avaliação pragmático-científica das mesmas: bom é aquilo que “funciona” do ponto de vista científico. Entretanto, até essa visualização é contraditada pela ciência e pelos dados empíricos, visto que os preservativos não “funcionam” cem por cento.

D. Preconceitos ideológicos desvirtuam o comportamento sexual de adolescentes e jovens

Tais campanhas, fundadas em preconceitos ideológicos, conduziram a uma quebra do padrão moral da população e facilitaram a disseminação da pandemia, prometendo a falsa garantia de um sexo promíscuo, mas “seguro”. E apesar das relações sexuais promíscuas serem indiscutivelmente o maior vetor de difusão da Aids, tais campanhas espalham o mito do “sexo seguro” em lugar de pregar a moralização dos costumes[8].

Na perspectiva errônea dessas campanhas, dá-se por certo que, sendo o ser humano dotado do instinto sexual, é lícito ao homem fazer uso dele sem nenhuma barreira moral; mais ainda, não dar livre curso a essa apetência natural produziria distúrbios físicos e psíquicos. O que não passa de um preconceito ideológico, porque o homem deve regular-se em tudo pela razão, o que o distingue dos animais irracionais. E a razão leva justamente os homens à constituição da família, única instituição em que o instinto sexual pode ser exercido em conformidade com o seu fim natural que é a propagação da espécie humana.

A negação desta verdade e a adoção do preconceito ideológico que acaba de ser mencionado  desvirtua o comportamento sexual de adolescentes e de jovens, um grupo demográfico com crescente número de pessoas infectadas com HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis[9].

Uma comparação entre essas iniciativas e as campanhas contra o tabagismo é esclarecedora.

A partir do momento em que as autoridades de numerosos países concluíram que o uso do cigarro é perigoso para a saúde, os governos começaram a adotar todo tipo de medidas, inclusive legais, como a proibição de fumar em lugares públicos, para desencorajar tal hábito. Não há, porém, nenhuma campanha, nacional ou internacional, para promover o “cigarro seguro” e encorajar o uso de filtros para reduzir o risco de câncer das vias respiratórias, insuficiência cardíaca ou outras doenças ligadas ao uso do tabaco. Ninguém organiza a distribuição maciça de filtros nas escolas, nas prisões, etc., como é feito no caso dos preservativos. A razão é simples: a maioria dos promotores das campanhas antitabagistas estão convictos de que a abstinência do fumo é a maneira mais eficaz para reduzir os problemas de saúde ligados ao tabagismo[10].

Por que, então, no caso da Aids, insiste-se tanto em promover o “sexo seguro”, em lugar de advogar a abstinência e a fidelidade conjugal, desencorajando toda promiscuidade?

E. A cultura erótica rejeita a castidade como solução e sustenta que o prazer sexual é um “direito humano”

Convém insistir sobre este ponto fundamental. A castidade dentro e fora do casamento está de acordo com a Lei natural e a Revelação cristã e eleva o padrão moral da sociedade. Além de trazer benefícios para a saúde, ela é o meio mais eficaz de combater a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Porém, devido ao referido preconceito ideológico, a prática da castidade é simplesmente rejeitada em favor do mito do “sexo seguro”[11].

O ambiente cultural erotizado de nossos dias apresenta a prática da castidade como impossível ou até como antinatural, ao passo que defende como “normais” as relações homossexuais. Mais ainda, o prazer sexual é considerado um “direito humano” que cada pessoa pode exercer, quaisquer que sejam o objeto, as circunstâncias ou os meios de satisfazê-lo, sem levar em nenhuma conta os riscos de propagar doenças venéreas, particularmente a Aids[12].

Estamos, portanto, diante de uma verdadeira Revolução sexual de efeitos catastróficos.

2. A Moral católica e a Lei natural condenam o uso do preservativo como “intrinsecamente mau”

No contexto dessa Revolução sexual, a afirmação constante do Magistério da Igreja de que o uso de preservativo nas relações sexuais é contrário à natureza das mesmas e, por isso, “intrínsecamente mau”[13], começa a ser vista como um absurdo que deve ser combatido por todos os meios, inclusive mediante campanhas contra a Igreja Católica através da mídia e outros meios de comunicação social.

A Igreja não pode, porém, mudar o seu ensinamento a respeito da finalidade própria da sexualidade humana[14], uma vez que o seu Magistério é baseado na Lei natural, na Revelação e nos ensinamentos constantes dos Papas e dos moralistas ao longo da história[15].

A. O uso do preservativo é “intrinsecamente desonesto”

Santo Tomás de Aquino ensina que “em matéria de luxúria diz-se que um ato é contra a natureza quando dele não pode resultar a geração, conforme sua comum espécie”[16].

Ora, o uso do preservativo impede o ato conjugal de chegar a seu fim natural, e por isso é mecanicamente contraceptivo. Portanto, seu uso é contrário à natureza e intrinsecamente desonesto[17].

Quando usado em relações heterossexuais, o preservativo é contraceptivo; por isso não pode ser usado entre marido e mulher mesmo nos períodos inférteis dela ou quando um dos cônjuges ficou estéril por causa da idade ou de doença[18]. A intenção da pessoa que utiliza o preservativo não modifica a natureza deste, que é impedir o curso natural do ato conjugal, e por isso o seu uso é moralmente ilícito.

Os preservativos podem diminuir o risco de contágio de doenças sexualmente transmissíveis; mas tal efeito é obtido unicamente através da distorção da natureza reprodutiva do ato conjugal; em outras palavras, mediante um ato contrário à natureza. Daí não poderem ser usados como profiláticos.

O que dizer do uso de preservativos em relações sodomíticas, contrárias à natureza, como as relações homossexuais? Seria legítimo empregá-los nessas relações incapazes, por si, de ser fecundas?

Aquilo que é mau numa relação heterosexual, por desnaturar o ato conjugal, não pode transformar-se em bom quando usado numa relação homossexual. Caso contrário cair-se-ia no absurdo de admitir que aquilo que é antinatural e intrinsecamente mau (a sodomia) poderia transformar em bom outro ato igualmente antinatural e intrinsecamente mau (o uso do preservativo)[19]. Na realidade, o bem sempre provém de uma causa íntegra[20], pelo que o bem e o mal opoem-se mutuamente[21].

Portanto, o uso de preservativos nas relações homossexuais também é ilegítimo. O fato que elas sejam irremissivelmente estéreis não muda a característica intrínseca do preservativo que é de alterar o curso natural do ato sexual, pelo que seu uso permanece ilícito[22].

Do ponto de vista subjetivo, o uso do preservativo em relações homossexuais, no intento frustro de impedir a difusão do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, revela um endurecimento no mal, pois manifesta a determinação de dar vazão à paixão pecaminosa apesar do perigo de contrair uma doença mortal.

E como tal uso não elimina o risco de contágio, sua utilização em relações homossexuais constitui, ademais, um pecado contra a justiça em relação a terceiros (risco de contaminá-los) e um pecado contra a prudência em relação a si mesmo (risco de contaminar-se).

Finalmente, do ponto de vista objetivo, o uso de preservativos alimenta uma perniciosa indústria e favorece a difusão do mito do “sexo seguro”, assim como da cultura hedonística que promove uma falsa doutrina sobre a finalidade das relações sexuais, as quais passam a ser vistas como um mero prazer egoísta e irresponsável, em vez de uma participação humana na obra divina de perpetuação da espécie no estado matrimonial[23].

B. Falsa aplicação dos princípios do “duplo efeito” e do “mal menor”

Os moralistas apresentam uma série de condições que justificam o emprego desses dois princípios, mas a regra básica é que  jamais é permitido desejar o mal ou usar de um meio imoral para conseguir um bem[24]. Aplicados ao uso do preservativo, no primeiro caso escolher-se-ia o mal pelo mal e, no segundo, aceitar-se-ia maquiavelicamente que “o fim justifica os meios”.

Em ambos os casos, estar-se-ia violando o primeiro princípio da Lei natural, que é o fundamento de toda moralidade: “deve-se fazer e buscar o bem e evitar o mal”[25].

Mons. Michel Schooyans, membro da Academia Pontifica pela Vida e professor emérito da PUC de São Paulo, explica de modo cristalino porque o princípio do “mal menor” não se aplica ao uso do preservativo: “Em Moral, o princípio do mal menor é muito simples. Consiste em dizer que se alguém vê-se confrontado a dois males inevitáveis[26] deve escolher o menor deles. É quase uma questão de bom senso. Por exemplo, voltemos ao caso dos preservativos. Ter relações com um soropositivo, tentando proteger-se com um preservativo, não é algo inevitável. A pessoa tem sempre a liberdade de não ter esse tipo de relações”[27].

O princípio do “duplo efeito”[28], ou “voluntário indireto”, tampouco é aplicável ao caso do preservativo. Porque ele pressupõe, de um lado, que a ação seja, em si mesma, boa ou neutra e, de outro lado, que não exista uma alternativa isenta de efeitos negativos. Ora, como já foi assinalado, o uso do preservativo é intrínsecamente mau em si mesmo e existe sempre a alternativa, para evitar o contágio, de abster-se de relações sexuais.

C. Nota da Congregação para a Doutrina da Fé confirma o ensino tradicional

Tudo que precede foi, felizmente, reafirmado numa Nota aclaratória difundida, no dia 21 de dezembro p.p., pela Congregação para a Doutrina da Fé. Ela visava retificar “interpretações não corretas, que geraram confusão”[29] por ocasião da publicação do livro-entrevista de Bento XVI, ocasião na qual o Papa falou apenas como doutor privado e não como Sumo Pontífice[30].

Segundo a Nota, tais interpretações errôneas “apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja” e “como se se tratasse de uma ruptura com a doutrina sobre a contracepção e com a atitude eclesial na luta contra o HIV-SIDA”.

Pelo contrário, segundo a Nota, o uso do preservativo é sempre ilícito, tanto se é usado como meio contraceptivo quanto se é empregado como meio profilático.

Quanto ao uso do preservativo como contraceptivo, diz a Nota: “A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento”.

Quanto ao emprego do preservativo como profilático, o principal parágrafo da Nota reafirma o ensino tradicional, nos seguintes termos: “Alguns interpretaram as palavras de Bento XVI, recorrendo à teoria do chamado «mal menor». Todavia esta teoria é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista (cfr. João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor, n°s 75-77). Toda ação que pelo seu objeto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição, valendo-se do preservativo, pode ser licitamente escolhida como mal menor, como alguém sustentou”[31].

3. Pedido filial a S.S. Bento XVI

Em vista de tudo que precede, pedimos filialmente ao Papa que, ao ensejo da Nota aclaratória da Congregação para a Doutrina da Fé, tome medidas eficazes para evitar que, no futuro, altos prelados voltem a confundir os fiéis afirmando ser lícito, ou até obrigatório, o uso de preservativo em alguns casos, e notadamente no caso de pessoas soropositivas.

Também pedimos que ordene uma investigação para apurar as responsabilidades no escândalo – um verdadeiro sacrilégio – que teve lugar na catedral de Goiás Velho, tomando medidas severas contra todos os responsáveis. E que reitere, do modo mais categórico, a proibição de toda e qualquer participação de entidades católicas em programas e eventos, públicos ou privados, nos quais se faça publicidade e/ou distribuição de preservativos e de manuais de como utilizá-lo.

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Ao finalizar este pronunciamento, manifestamos nosso pleno acatamento ao Papa e à Sagrada Hierarquia em matéria de Fé e Moral e repetimos aquilo que Plinio Corrêa de Oliveira afirmava ao tratar de assuntos teológicos: Se qualquer princípio apresentado na análise acima se opõe em algo ao Magistério tradicional da Igreja, desde já o rejeitamos, porque a Fé católica é a luz de nossos olhos.

Em meio à invasão galopante da imoralidade e à crescente confusão dos espíritos, que não tem poupado sequer setores da Santa Igreja, continuaremos nossa luta em defesa da castidade, como fundamento da família cristã, e dos demais valores da civilização cristã, pondo toda nossa confiança em Nossa Senhora que, nas suas aparições de Fátima, em 1917, garantiu a vitória final da virtude sobre a corrupção ao prometer: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

28 de Dezembro, festa dos Santos Inocentes.


Notas:

[1] As palavras do Papa foram as seguintes:

Papa Bento XVI: Não tinha, nesse contexto [viagem à Africa], dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. […] É necessário fazer mais. Desenvolveu-se, entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende Abstinence – Be faithful – Condom (Abstinência – Fidelidade – Preservativo), sendo que este último só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois fracassam.  […]  Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização. […]  Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Esta tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.

Peter Seewald: Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?

Papa Bento XVI: É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana”.

[2] Cfr. Questions à … Cardinal Georges Cottier, ancien théologien du Pape, propos recueillis par Jean-Marie  Guénois,  Le Figaro, 22 de novembro de 2010.

Já em 2005, o Cardeal Cottier defendera essa posição (cfr. Luis Sérgio Solimeo e Raymond Drake, The Church’s Infallible and Immutable Doctrine on Contraception Stands Amid Growing Opposition, 18 de março de 2005, http://www.tfp.org/tfp-home/books-and-statements-online/the-churchs-infallible-and-immutable-doctrine-on-contraception-stands-amid-growing-opposition.html).

[3] Cfr. entrevista con Darío Menor, La Razón, Madri, 21-10-2010, http://www.larazon.es/noticia/2083-el-vaticano-matiza-que-las-palabras-del-papa-no-son-un-cambio-revolucionario.

Em 2004, o cardeal belga Godfried Danneels tinha ido até mais longe, transformando essa pretensa autorização numa obrigação positiva, ao declarar à televisão holandesa que “quando uma pessoa soropositiva diz ao seu parceiro ‘Eu quero ter relações sexuais’, ela deve usar o preservativo. (…) A pessoa deve usar preservativo para não infringir o mandamento que condena o assassinato, além de infringir o que proíbe o adultério” (http://archive.indymedia.be/news/2004/01/79642.html).

[4] O portavoz da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi S.J., esclareceu que, na sua entrevista, o Papa falou “numa forma coloquial e não magisterial” (cfr. Salla Stampa della Santa Sede, http://visnews-ita.blogspot.com/2010/11/nota-direttore-sala-stampa-parole-santo.html).

Ao apresentar o livro à imprensa, o Arcebispo Rino Fisichella enfatizou que as opiniões nele expressas não requerem o assentimento dos fiéis, mas apenas respeito (Cindy Wooden, Pope’s teaching in new book deserves respect, says Vatican official, The Catholic Telegraph, 23 de novembro de 2010, http://www.thecatholictelegraph.com/index.php?option=com_content&view=article&id=1864:popes-teaching-in-new-book-deserves-respect-says-vatican-official&catid=3:world&Itemid=2).

[5] Na encíclica Sollicitudo Rei Socialis, o Papa João Paulo II insistiu que a doutrina social da Igreja é uma interpretação à luz da fé das complexas realidades da existência do homem na sociedade, com vistas a orientar o comportamento cristão; pelo que ela pertence ao dominio da teologia moral (cfr. n° 41).

[6] Cfr. Centers for Disease Control and Prevention, How is HIV passed from one person to another?, http://www.cdc.gov/hiv/resources/qa/transmission.htm; HIV and AIDS among Gay and Bisexual Men, http://www.cdc.gov/nchhstp/newsroom/docs/FastFacts-MSM-FINAL508COMP.pdf.

[7] Cfr. Centers for Disease Control and Prevention, Condoms and STDs: Fact Sheet for Public Health Personnel, http://www.cdc.gov/condomeffectiveness/latex.htm.

[8] A respeito do aspecto ideológico de tais campanhas, ver o excelente estudo de Mons. Michel Schooyans [professor emérito da PUC de São Paulo e membro da Academia Pontifícia pela Vida] e Anne-Marie Libert, Le terrorisme à visage humain (Paris: Éd. de Guibert, 2008).

[9] Cfr. Centers for Disease Control and Prevention, Sexual and Reproductive Health of Persons Aged 10–24 Years — United States, 2002–2007, http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/ss5806a1.htm; Study: Half of Young Americans to Get Sex Diseases, Maggie Fox, Health and Science Correspondent, http://story.news.yahoo.com/news?tmpl=story&cid=571&nci…; Nastasya Tay, UN says AIDS epidemic slows, infections dropping, http://www.ajc.com/health/un-says-aids-epidemic-751864.html.

[10] Cfr. Tara Parker-Pope, “Safer” Cigarettes: A History, http://www.pbs.org/wgbh/nova/cigarette/history.html.

[11] Serve de contraste o fato de que, em lugares como Uganda, onde a castidade é promovida como meio de combater a Aids, os resultados tenham sido excelentes. Nas suas campanhas de prevenção da Aids, os responsáveis ugandenses enfatizam evitar o risco, e não apenas reduzir o risco. Em outras palavras, o foco central das campanhas é a abstinência sexual e a fidelidade conjugal, e não a distribuição e o uso de preservativos. Os resultados obtidos têm sido altamente alvissareiros e vantajosos, sobretudo entre os jovens (cfr. Edward C. Green, Moving Toward Evidence-Based AIDS Prevention, in Thickstun and Hendricks, eds., Evidence that Demands Action, p. 18).

[12] Cfr. Declaração dos Direitos Sexuais do XIII Congresso Mundial de Sexologia, Valência, 1997, emendados no recente congresso de Hong Kong, http://www.dhnet.org.br/direitos/sos/gays/direitossexuais.html, Educação Sexual: Múltiplos Temas, Compromissos Comuns, Mary Neide Damico Figueiró (org.), Universidade Estadual de Londrina, Ministério da Educação, Londrina, 2009, pp. 22-24;  http://www.maryneidefigueiro.com.br/pdf/Educacao_Sexual_Multiplos_Temas.pdf,  Em Campanha por uma Convenção dos Direitos Sexuais e dos Direitos Reprodutivos, Entrevista com Susana Chiarotti, in Jornal da RedeSaúde, nº 24, dezembro de 2001, http://www.redesaude.org.br/Homepage/JornaldaRede/JR24/Jornal%20da%20Rede%20n%BA%2024.pdf; e Jennifer Oriela (University of Melbourne), Sexual pleasure as a human right: Harmful or helpful to women in the context of HIV/AIDS, http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&_udi=B6VBD-4H103M2-2&_user=10&_coverDate=10%2F31%2F2005&_rdoc=1&_fmt=high&_orig=search&_origin=search&_sort=d&_docachor=&view=c&_searchStrId=1562188037&_rerunOrigin=google&_acct=C000050221&_version=1&_urlVersion=0&_userid=10&md5=b91ad7679efb9bf1ecf776b59964d9f9&searchtype=a.

[13] Cfr. Resposta do Santo Ofício de 6 de Abril de 1853: Questão 1 : “É lícito o uso imperfeito do matrimônio, praticado, conforme o caso, de modo onanístico ou condomístico (mediante o uso daquele instrumento abominável vulgarmente chamado « preservativo »?  […] Resposta (decr. 6., publ. 19 abril):  A 1) Negativa; porque é intrínsecamente mau”. Resp. S. Officii (sob Pio IX); Apr. 6 (19), 1853; De usu onanistico matrimonii (Denzinger 2795, Enchiridion Symbolorum, http://catho.org/9.php?d=byg#c4z).

[14] A propósito, afirma João Paulo II: “De tal norma [moral] a Igreja não é, certamente, nem a autora nem o juiz. (…) A Igreja interpreta a norma moral e propõe-na a todos os homens de boa vontade, sem esconder as suas exigências de radicalidade e de perfeição” (Exortação Apostólica Familiaris Consortio, http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio_po.html; cfr. Paulo VI, encíclica Humanae Vitae, n°s 4 e 11).

[15] No que concerne, específicamente, à condenação das práticas contraceptivas artificiais, ela “data dos primeiros séculos. São insofismáveis os textos de Clemente de Alexandria, de Santo Epifânio, de São Jerônimo, de Santo Agostinho, de São Cesário de Arles, de São Martinho de Braga, de São Gregório Magno, dos Penitenciais, do antigo Direito Canônico, de São Tomás de Aquino e dos demais Doutores medievais, do Catecismo Romano, de Sixto V, de Gregório XIV, de Santo Afonso de Ligório. No século XIX e na primeira metade do século XX, a doutrina condenatória da contracepção artificial é também firme e incontestado entre os teólogos, e, sobretudo, é sancionada por cerca de vinte documentos do Santo Ofício e da Sagrada Penitenciaria, bem como por graves pronunciamentos de Pio XI e Pio XII. Em vista de tal clareza da Tradição, já no tempo de Pio XII os teólogos eram unânimes em sustentar que a questão estava fechada por uma definição dogmática do Magistério ordinário” (A.V. Xavier da Silveira, Pode um católico rejeitar a ‘Humanae Vitae’?, in Catolicismo, n 212/214, agosto-outubro 1968, p. 20).

[16] Cfr. Santo Tomás de Aquino, De Malo, XV, a.2 ad 14.

[17] É o que ensina Pio XI: “Nenhum motivo, ainda que gravíssimo, pode fazer com que o que é intrinsecamente contrário à natureza possa tornar-se honesto e conforme à mesma natureza. E como o ato conjugal, por sua própria natureza, é destinado à geração da prole, aqueles que intencionalmente o privam de sua força e eficácia agem contra a natureza e cometem uma ação torpe e intrinsecamente desonesta” (Encíclica Casti Connubii, n° 20).

O mesmo afirma João Paulo II: “Paulo VI quis ensinar, ao descrever o ato anticonceptivo como intrinsecamente ilícito, que a norma moral é tal que não admite exceções. Nenhuma circunstância pessoal ou social pôde, pode ou poderá jamais fazer que tal ato seja lícito” (cfr. Alocução de João Paulo II de 12 de novembro de 1988 ao II Congresso Internacional de Teología Moral reunido em Roma para celebrar o XX aniversário da publicação da Humanae Vitae, n° 5).

[18] Tal é o ensinamento de Paulo VI na encíclica Humanae Vitae (n° 11): “Estes atos, com os quais os esposos se unem em casta intimidade e através dos quais se transmite a vida humana, são, como recordou o recente Concílio, ‘honestos e dignos’ (cfr. Const. Past. Gaudium et Spes, n° 49) ; e não deixam de ser legítimos se, por causas independentes da vontade dos cônjuges, se prevê que vão ser infecundos, pois que permanecem destinados a exprimir e a consolidar a sua união. De fato, como o atesta a experiência, não se segue sempre uma nova vida a cada um dos atos conjugais. Deus dispôs com sabedoria leis e ritmos naturais de fecundidade, que já por si mesmos distanciam o suceder-se dos nascimentos. Mas, chamando a atenção dos homens para a observância das normas da lei natural, interpretada pela sua doutrina constante, a Igreja ensina que qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida (cfr. Pio XI, Enc. Casti Connubii, 31 de dezembro de 1930, em AAS 22 [1930], p. 560; Pio XII, em AAS 43 [1951], p. 853)”.

[19] Cfr. Antonio Lanza-Pietro Palazzini, Principios de Teologia Moral, II, Las Virtudes: “De fato, é inconcebível que uma ação ilícita em si mesma possa ficar acidentalmente lícita por causa de circunstâncias particulares” (Madrid: Ediciones Rialp, 1958, p. 195).

[20] Cfr. Santo Tomás de Aquino, Summa I-II, q. 20 a. 2.

[21] Cfr. Santo Tomás de Aquino, De Malo, Questão I, ad 2 arg 3.

[22] “O uso do preservativo em relações sodomíticas participa da espécie dos atos desordenados maus e não é moralmente bom, mas moralmente mau – não porque introduza uma nova espécie [de pecado], posto que não há contracepção, mas porque o uso do preservativo é inteira e formalmente incluído na vontade do ato mau e está portanto contido na espécie de tal ato” (Steven A. Long, Remarks of Benedict XVI Regarding Condoms, http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1345782).

Mesmo que intrinsecamente os pecados de sodomia, com ou sem preservativo, sejam moralmente equivalentes, do ponto de vista extrínseco, o uso de preservativo acrescenta um novo mal: obter e possuir preservativos causa escândalo, alimenta a indústria da perversão e incita a cometer novos pecados (cfr. Mons. Vincent Foym, A response to Fr. Michael Prieur’s defence of the Winnipeg Statemen, C.I., setembro de 2005, p. 37, http://catholicinsight.com/online/church/family/article_624.shtml).

[23] Cfr. Pio XI, encíclica Casti Connubii, n° 6; João Paulo II, Familiaris Consortio, n° 14.

[24] Cfr. São Paulo, epístola aos Romanos 3,8.

[25] São Tomás de Aquino, Summa Theologica, I-II, q. 94, a. 2. Cfr. também Mons. Giuseppe Graneris, verbete Effect, Double, p. 448; Fr. Ludovico Bender, O.P., verbete Lesser Evil, Choice of, p. 705; e Mons. Pietro Palazzini, verbete Tolerance, pp. 1236-1238, todos em Francesco Card. Roberti e Mons. Pietro Palazzini, Dictionary of Moral Theology (Westminster, Md.: The Newman Press, 1962); Antonio Lanza e Pietro Palazzini, Principios de Teologia Moral (Madrid: Ediciones Rialp, S.A., 1958, vol. I, pp. 152-153).

[26] “A escolha do mal menor não é lícita senão quando nenhuma outra alternativa é possível e quando os males produzidos são inevitáveis; só então é permitido escolher entre eles o mal menor” (cfr. Conseil pontifical pour la famille, Lexicon de termes ambigus et controversés sur la famille, la vie et les questions éthiques, p. 871).

[27] Cfr. Michel Schooyans et Anne-Marie Libert, Le terrorisme à visage humain, Paris: F.-X. de Guibert, 2a ed., 2008, pp. 173-179.

[28] Trata-se de uma ação voluntária que tem dois efeitos, um bom e outro mau (do ponto de vista moral). Às vezes, sem se desejar o efeito mau, pode-se tolerá-lo; como no caso de sedativos que são usados para aliviar doentes terminais (efeito bom), ainda que diminuam a consciência e acelerem a morte (efeito mau). Quatro condições são exigidas pela Moral para que uma ação de duplo efeito seja lícita: a) a intenção deve ser reta; b) a ação deve ser, em si mesma, boa ou neutra; c) o efeito bom não pode ser uma consequencia do efeito mau; d) não deve haver outra solução alternativa que não produza o efeito mau e, em qualquer caso, o efeito bom deve ser de tal monta que justifique dever-se tolerar o efeito mau (cfr. Santo Tomás, Summa II-II q.64 a. 7; Pio XII, Discurso de 24 de fevereiro de 1957; Conseil pontifical pour la famille, Lexicon de termes ambigus et controversés sur la famille, la vie et les questions éthiques, p. 99).

[29] O caráter coloquial do livro-entrevista prestou-se, em certa medida, para dita confusão, ao não usar a linguagem técnica dos manuais de teologia moral, fato esse que foi posto em relevo pelo porta-voz do Vaticano durante a apresentação de Luz do mundo à imprensa: “A contribuição que o Papa quis dar não é aquela de uma discussão técnica, com linguagem científica de problemas de moral. Não é esse o objetivo de um livro desse gênero: não quer obstaculizar o trabalho da Congregação para a Doutrina da Fé. Por isso, não empregou ‘mal menor’, ‘duplo efeito’ ou outras fórmulas clássicas específicas, mas quis empregar uma linguagem muito coloquial e que todos pudessem compreender” (http://www.radiovaticana.org/radiogiornale/ore14/2010/novembre/10_11_23.htm).

[30] É clássica na Teologia a distinção do Papa quando fala como Soberano Pontífice e quando o faz enquanto teólogo particular. É somente na primeira condição que o Papa é protegido por vários formas de assistência divina, enquanto na segunda ele não se distingue de outros teólogos e é, tanto quanto eles, sujeito a erros (cfr. Cardeal Charles Journet, The Church of the Incarnate Word, vol. I, pp. 438-439).

[31] Lamentamos que a Nota tenha perdido a excelente oportunidade de reafirmar mais claramente que: a) inclusive num contexto de pecado (adultério, fornicação ou prostituição heterossexuais), o preservativo acrescenta uma nova espécie de pecado (onanismo) ao pecado de luxúria; e b) no caso das relações sodomíticas, de si antinaturais, o uso do preservativo acrescenta uma malícia extrínseca colateral (escândalo, enriquecimento da indústria da corrupção, favorecimento de novos pecados, etc.).

 

86 COMENTÁRIOS

  1. O instituto plinio fez uma manifestação em curitiba em favor da vida e ouve repressão e perseguição de homossexuais. O que fez o Bispo daquela diocese? Onde está a autoridade eclesial da regional? eu como católico estou decepcionado com os bispos do Brasil. É uma vergonha o silêncio e a falta de unidade e de reação diante de tantos ataques aos valores da família. Acordemos, catolicos!

     
  2. @Gabriela Terlizzi e @Lisa
    Concordo plenamente. Muitos dos pacientes que dão entrada no hospital onde
    trabalho com diagnóstico de HIV ou outras DST’s, são católicos, casados e com
    filhos. Não podemos ignorar as mudanças sociais, não podemos viver na idade
    das trevas eternamente. Algumas pessoas aqui defendem o não uso do preservativo,
    como se o preservativo viesse para prejudicar as pessoas. Acho que a fé, a religião
    devemos manter, mas o bom senso quanto ao nosso meio muito mais.

     
  3. @Cristina

    Não estariam impedidos de casar, mas estariam impedidos de fazer sexo nalgumas circunstâncias específicas.

    Porém, o ato sexual entre pessoas com tal problema não seria moralmente ilícito se feito ENTRE soropositivos, dado que até os filhos de soropositivos – atualmente – podem, com o devido tratamento pré-natal, vir à luz sem portar o vírus.

    Mas quando tratamos do ato conjugal num casal MISTO, ou seja, alguém que é aidético com outra pessoa que não é aidética, o aidético deveria pensar em QUÊ RISCO ele está trazendo para seu cônjuge a cada relação sexual, e deveria (considerando aqui a conduta mais louvável) abster-se de sexo.

    O mito do “sexo seguro”, em tais casos graves, deve dar lugar à caridade cristã, ao amor à vida daquele que amamos, favorecendo assim a preservação da vida alheia em detrimento de uns poucos momentos de prazer físico que podem assinar a sentença de morte de alguém. É um sacrifício necessário e muito meritório diante de Deus.

     
  4. @diana

    Os erros de alguns poucos indivíduos não maculam a instituição como um todo, especialmente quando se calcula a proporção existente entre os supostos crimes perpetrados com outros grupos humanos – por exemplo: 90% dos crimes de pedofilia são feitos pela própria família da criança. Isso, por acaso, quer dizer que a instituição familiar GERA pedofilia???

    Estupidez tem limites!

     
  5. @Karla
    Demonstras falta de informações para discernir quanto a revolução moral do cristianismo e desconhecer o que foi o infaticidio,luta de gladiadores e homossexualismo nas decadentes sociedades grego-romanas, dentre outras condenados pelo cristianismo!-Os papas não se omitiram nunca. Inocêncio IV no século XIII, João XXII no século XIV, Martinho V no século XV já haviam veementemente condenado os que mercadejavam seres humanos na Europa e depois deles nunca os Soberanos Pontífices deixaram de condenar qualquer tipo de escravidão. * Professor no Seminário de Mariana de 1067 a 2008 – vidigal@homenet.com.br– medidas da Igreja.Em 873, o papa João VIII em uma carta a um príncipe da Sardenha diz:“Há uma coisa a respeito da qual desejamos admoestar-vos em tom paterno; se não vos emendardes,cometereis grande pecado, e, em vez do lucro que esperais, vereis multiplicadas as vossas desgraças.Com efeito, por instituição dos gregos, muitos homens feitos cativos pelos pagãos são vendidos nas vossas terras e comprados por vossos cidadãos que os mantêm em servidão.Ora consta ser piedoso e santo, como convém a cristãos, que, uma vez comprados, esses escravos sejam postos em liberdade por amor a Cristo,a quem assim proceda,a recompensa será dada não pelos homens, mas pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo.Por isto exortamo-vos e com paterno amor vos mandamos que compreis dos pagãos alguns cativos e os deixeis partir para o bem de vossas almas.”palavrastodaspalavras.

     
  6. hahahahaha o título do texto é ótimo… MORAL católica??? sério mesmo? uma instituição retrógrada acusada de pedofilia e abuso sexual a torto e a direito e vcs tem coragem de juntar moral e católica na mesma frase! ou o senso de humor do autor é refinadíssimo ou sua cara de pau não tem limites

     
  7. A AIDS é o mal do século. Veio para abrir os olhos de muitos,mas…o povo continua insistindo em fazer do próprio jeito,tirando sua conclusões e cada vez mais se afundando no marasmo do pecado.O mundo só vai se transformar quando enxergarem que só JESUS CRISTO é o caminho,a verdade e avida.Enquanto não enxergarem esta verdade haverá muitas perguntas sem respostas,divisão de opiniões.O mundo precisa de seguir os ensinamentos de CRISTO, de discernimento e sabedoria.Abram os olhos da alma e enxerguem com os olhos de JESUS,não é impossível viver a santidade,basta querer.

     
  8. Bando de Facistas!!
    Corja maléfica!
    Surgiu a igreja católica! Eis que resurgiu o mau sobre a Terra!
    realmente só o senhor Jesus Salva!
    Mas vocês religiosos ultraconservadores! Só matam!
    Juizo final para vocês!!!

     
  9. Funny che ognuno che ha postato qui sono contro l’uso del preservativo, ora voglio davvero sapere se qualcuno di voi ha mai usato or usano ancora preservativo.Acho di essere cattolica non ha niente a che fare con l’uso del preservativo o meno, ma con la fede temos.DEUS che siamo giudicati per le nostre azioni da ciò che abbiamo nel nostro cuore, a mio parere abbiamo peccato quando sappiamo che cosa stiamo facendo le cose sbagliate che potrebbero essere evitate di essere o non usare i preservativi o altri contraccettivi.

     
  10. Rafael, eu não. Eu vivo como manda a Lei de Deus e a lei natural. Acho que todo tem o direito de viver como bem entender desde que seguindo àquelas normas. Pois, do contrário, se alguém achar que deve viver enganando os outros como os políticos, está tudo bem para você? Ah, só mais uma coisinha, no tempo do “ancien regime” ainda se punia severamente roubos, mentiras, desvios sexuais, etc.@Rafael

     
  11. Ao ler este artigo, percebo o quanto as idéias do “ancien régime” ainda estão presentes! Mas como vivemos na era da informação (GRAÇAS!!) cada um busque as informações necessárias em sites especializados sobre os assuntos que venham a interessar!!! Se quiser informação sobre sexo seguro: GOOGLE. Se quiser informação sobre [preservativo]: GOOGLE. Se quiser informação sobre HIV: GOOGLE. Se quiser informação sobre FÉ: GOOGLE. Enfim, a geração de 1980 para frente é privilegiada, pois basta chegar num computador e BUSCAR A INFORMAÇÃO NECESSÁRIA EM SITES CONFIÁVEIS SOBRE DETERMINADO ASSUNTO. Agora é evidente que cada um vive a sua maneira, não é verdade? Eu vivo da minha maneira, e vocês?

     
  12. Irmãos!
    Tudo o que o homem tem inventado e o que existe sobre a terra, deve ser usado com prudência e para o bem. O bem estar do próximo, da sociedade e o nosso também. Cada um de nós tem uma história de vida e uma bagagem cultural, podemos com isso estarmos suscetíveis ao “mal”. A igreja católica está certa em orientar os católicos segundo seus fundamentos. Ela está fazendo a sua parte! Se não pudermos ajudar nossos irmãos, o mais importante é nunca condena-los, quando nem Deus que é o Pai de todos faz isso.

     
  13. Considero que a sua resposta para o corajoso Victor me atinge também, por isso, queria responder a sua questão. Nem padres indignos nem fieis usando preservativos. A disjuntiva não é válida, porque você coloca as coisas como fato consumado e não é assim. Desse modo parece que não há a graça de Deus que auxilia os homens a praticarem a virtude.@Lisa

     
  14. @Lisa
    Você não pensou que esse uso de caminha entre os supostos “fiéis” pode ser também entre um homem de 40 anos e uma menininha de 8 anos que foi seduzida e induzida ao sexo precoce?
    Pode ser que esse homem seja uma pessoa de boa aparência que vai a Igreja só para buscar contato com as crianças, ou também pode ser que seja o pai, padre , padrasto, professor ou pediatra. Ou seja isso só faz diferença para quem pretende usar a tragédia da pedofilia para denegrir a imagem do clero.
    O fato é que o sexo visto como simples busca de prazer e satisfação carnal, excluindo-o do contexto da reprodução, induz as pessoas a diversos erros e falsas expectativas.
    Essa é a minha opinião sincera.

    Um outro abraço fraterno.

     
  15. @Victor
    Olá Victor, o que eu quis dizer para o João,é que se os pais não conversam com seus filhos, eles irão conversar com outras pessoas na rua, e que com toda certeza, não terá o mesmo efeito de uma conversa em família. Porque você acha que muitas familias demoram para descobrir que seus filhos fumam,usam drogas ou prostituem? porque os pais se fecham, eles não conhecem seus filhos, não há diálogo entre eles, conversa amigável. Não falam abertamente sobre doenças, sobre males que podem atingir suas vidas, começando por más companhias, e más companhias influencias pessoas que não tem pensamento próprio, opinião própria. Essas pessoas se tornam presas fáceis. E para evitar tudo isso, a amizade entre pais e filhos deve ser constante, algo concreto,não ficar somente na teoria,mas sim,na prática. A familia que cultiva o diálogo não há mentiras entre eles, e não havendo mentiras, não haverá influencias de coisas ruins. Você disse anteriormente que é jovem, virgem e deseja casar virgem. Se você alcançar o que me disse, te dou muitos Parabéns, mas olhe ao seu redor, existem milhões de pessoas, e essas pessoas não pensam iguais e não agem iguais. Eu gostaria de te fazer uma pergunta e gostaria também que me respondesse com toda sinceridade: o que você considera mais grave: PEDOFILIA DENTRO DA IGREJA OU O USO DE PRESERVATIVOS ENTRE OS FIÉIS? POR FAVOR, SEJA SINCERO.

    Abraço fraterno.

     
  16. Augusta minha filha, você não se preocupa com essas coisas? O seu modo de escrever demonstra que você é uma menina que precisa entrar no mundo antes que ele passe,mas não neste mundo corrompido, eu não te condeno! em certas coisas você te razão. Só te peço que olhe para esta matéria com honestidade. Espero que você ainda consiga ter estes olhos e que não tenham sido corrompido pelo marxismo velado que existe por detrás de tudo isto. Paz e Bem! Deus te abençoei.

     
  17. @Lisa
    Por que não experimenta dizer para os seus filhos que o sexo é para a reprodução? É muito mais barato, fácil, rápido, sincero e evita muitos constrangimentos, sem contar nas falsas expectativas que os adolescentes muitas vezes fazem e não conseguem realizar de tão absurdas que são.
    Quem aqui não conhece gente que usou caminha e engravidou precocemente? Se isso mal serve para evitar uma gravidez, imagine se vai proteger contra HIV ou HPV!
    Isso tudo é uma piada de mau gosto! Sem contar que a Igreja Católica é a instituição que mais ajuda as vítimas da AIDs. Agora, quanto aos sexólogos e “educadores sexuais” dificilmente vão fazer uma visita a um portador do vírus e principalmente para explicá-lo porquê o preservativo falhou!

     
  18. Lisa, veja:
    1. Sim, concordo que você não disse, mas é como lhe respondi, seguindo o seu pensamento chega-se à conclusão que eu afirmei. E eu penso como o Instituto: Não se pode utilizar de meios ilícitos para produzir o bem. Isso está bem enunciado no pronunciamento.
    2. Só acho estranho que você exige rigor no trato dos pecados dos membros da Igreja e, pelo contrário, aos leigos conformidade ou flexibilidade com a realidade no caso do uso do preservativo, haja vista a impossibilidade do cumprimento estrito da moral.
    3. Não sou entendido em Bíblia, mas consultarei um amigo que me esclarecerá sobre o que você coloca de Timóteo. Mas uma coisa eu sei São Pedro a quem Jesus Cristo constituiu Papa teve como mandato governar a Igreja e as almas e os sucessivos papas exercendo esse mandato de governar a Igreja determinaram que os sacerdotes, para melhor servir à Igreja não se casassem.
    @Lisa

     
  19. @João Coimbra
    Prezado João, eu não disse em meu comentário que não se pode combater o mal, ou simplesmente que as pessoas devem unir-se à ele, mas sim, que na teoria é uma coisa: fala-se em familia, doutrinas, etc, etc, etc, mas na realidade as coisas funcionam completamente diferentes. E outra coisa, roubos, estupros e assassinatos devem ser combatidos sim, com a LEI RIGIDA, mas em nosso país, INFELIZMENTE da-se um jeito pra tudo e os malfeitores seguem em liberdade. Continuando no foco sobre o uso de preservativos, disse que não se pode fechar os olhos para a realidade, dura sim,mas é a realidade. O uso do preservativo deve ser encarado como uma forma natural de prevenção de doenças, e não como um bicho de sete cabeças, ou algo intocável. Se você não procurar seus filhos, independente de serem rapazes ou moças, e dizer a eles que as doenças estão soltas e o melhor é a prevenção, eles vão escutar isso na escola, nas rodas de amigos, em conversas pela internet, ou mesmo na própria igreja, em contato com jovens de suas idades. Não adianta fecharmos os olhos para isso. Quero dizer que essa é a realidade. E se você realmente acompanha o noticiário, verá que na própria IGREJA CATÓLICA, que se diz tão defensora da familia, dos valores cristãos, etc,etc,etc, acontecem ESCÂNDALOS DE PEDOFILIA, na qual senhores de idade abusam de meninos, completamente crianças, e isso como que fica??? fica impune??? cadê a MORAL DA IGREJA??? estão expulsando os PEDÓFILOS??? QUEREMOS RESPOSTA.

    Agora, eu queria que me mostrassem na bíblia, onde está escrito que Padres, Bispos, Presbíteros não podem casar, porque abaixo segue um trecho retirado da bíblia, que diz completamente o contrário. VEJA O QUE DIZ NO LIVRO DE 1 TIMÓTEO:

    1 Timóteo, capitulo 3

    Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
    Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
    Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
    Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia
    (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);
    Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.
    Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.
    Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância;
    Guardando o mistério da fé numa consciência pura.
    E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis.
    Da mesma sorte as esposas sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em tudo.
    Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas.
    Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus.
    Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te bem depressa;
    Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.
    E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.

    Enquanto a palavra de Deus nos fala que governantes da IGREJA DEVEM CASAR E SER BONS EXEMPLOS, os próprios membros da empresa fazem sexo com crianças. O que será que é mais grave??? depois de tudo isso, será que usar preservativo é algo tão grave???

     
  20. Lisa você me deixou apavorado com a conseqüência de seu raciocínio: Já que a realidade mostra que não se pode combater o mal então vamos nos unir a ele ou deixe o barco correr porque ninguém é perfeito. Ora, eu digo, também é verdade que assassinatos, roubos, estupros, violências estão aí mais real que a realidade e se formos seguir sua idéia concluiremos que não podemos fazer nada e então devemos deixar acontercer, desde que não seja comigo, o que é evidentemente um absurdo.@Lisa

     
  21. Gente, essa coisa de que ” A igreja católica e os valores cristãos…] ou ” A familia e os valores cristãos…] todo mundo sabe que independente da religião,toda familia tem problemas,sejam eles quais forem. Dentro de uma familia pode ter uma filha mãe solteira, um filho drogado, homossexual, ou uma mãe infiel, ou um pai infiel, ou bêbado. A realidade é que muitas pessoas vivem um casamento de aparência: por achar que é bonito perante a sociedade dizer: ” fulano é de familia…] ” fulano é cristão] mas só Deus conhece o coração e pensamentos de cada um. Se você mesmo que está lendo este comentário, parar e analisar o que tem dentro do seu coração, vai ver que é falho em muitas coisas, assim como eu também sou. Então, independente de ser Católico ou Evangélico eu defendo o uso da [preservativo] sim, porque infelizmente o sexo se tornou algo comum entre os jovens. Basta assistir aos noticiários para ver a realidade. Uma maneira mais prática seria a abstinência sexual. Mas e aí, quem vai topar? não adiante gente, colocar uma venda nos olhos, os acontecimentos estão aí. Deus não permite sexo antes do casamento, mas isso acontece nas melhores famílias, dentro de QUALQUER IGREJA, INDEPENDENTE DE RELIGIÃO. Então, para que a Aids e outras doenças possam atingir um jovem da familia, é melhor aconselhar os filhos que a prevenção é o melhor remédio. Depois de infectado por alguma doença ou uma gravidez indesejada, ai não tem mais volta. E se tratando de guardar os mandamentos de Deus, como disse algumas pessoas aqui, realmente precisamos guardá-los mesmo, lembrando de que são 10, e encontram-se no livro de Êxodo, capítulo 20.

     
  22. Parabéns Cristina, por sua colocação. Na verdade a exposição é mais que duvida, e sim argumentos fortes do que pode acontecer a tantos outros em situaçao semelhante. Ideal seria debruçarmos sobre sua proposta e buscar o melhores esclarecimentos e divulgar a tantos que precisam entender de uma vez por todas o que se passa com tais bebês ao longo de suas vidas, em condições normais. Na Biblia fala:”a minha mãe me concebeu em pecado!”. O que ocorre em se tratando de doenças é que elas se instalam no corpo fisico, e muitas vezes afetam o psiquico.. Em nesses casos, por alguma omissão dos pais, na geração de um novo ser. Se nos pedissem opiniões, certamente diriamos a eles que evitassem, em nome da moral e bons costumes, uma herança dessas aos seus descendentes. Mas os pais utilizaram de seus livres arbítrios atendendo aos desejos de suas carnes, e deu no que deu. Não atinaram para as coisas espirituais.
    Quanto as crianças inocentes e maravilhosas, sim, teriam que ser reorientadas a não repetir os erros dos seus genitores, mas conseguiriam entender e atender a proposta espiritual? Não sabemos, pois sempre dependerão de uma formação solida e moralista, e que lhes dê a opção de liberdade de escolha de serem felizes ou se manterem castos e virgens, o que também é uma via há muito desprezada por muitos. Quanto ao casamento vai depender com quem, oportunamente. Dependendo que quem os orientar na vida, poderão ser felizes se se preservarem “sadios” ou infelizes se transmissores de doenças, ou psicologicamente afetados por não receberem orientações firmes, honestas e sinceras como as que deveriam ter seguido os pais biologicos. Não se deve procurar culpados, pois as ações educativas se seguirão por outros verbos, em tempos e modos.
    Precisamos entender bem os significados do que é AMOR EROS, AMOR FILIA E AMOR ÁGAPE, para trilhar casos como esses na direção certa. Pelo menos isso! Muito Obrigado por suas palavras!

     
  23. Quanto mais esclarecimentos, melhor. Tomei de um fragmento abaixo para tentar observar na pratica o sentido que o nosso querido {Mons. Michel Schooyans, membro da Academia Pontifica pela Vida e professor emérito da PUC de São Paulo, explica de modo cristalino porque o princípio do “mal menor” não se aplica ao uso do preservativo: “Em Moral, o princípio do mal menor é muito simples. Consiste em dizer que se alguém se vê confrontado a dois males inevitáveis deve escolher o menor deles. É quase uma questão de bom senso”.}
    De fato, tem toda razão. Mas se utilizarmos um exemplo pode-se esclarecer mais ainda.
    Quando o medico vai fazer um exame, um diagnóstico numa pessoa com HIV com certeza ele medico segue pela via do “mal menor” e que seja mesmo nulo em seus efeitos. Assim deve ser. Utillizará entre outros cuidados, as luvas que são do mesmo material do preservativo. Ele busca preservar-se para não se contaminar e proliferar doenças contagiosas. Quando o Mons. Michel diz que é uma questão de bom senso, será mais que isso. Bom senso seria o minimo a um ser pensante que na realidade teria que ser muitissimo mais esclarecido. Isto porque há pessoas soropositivas com uma cultura e preparo academico superior envolvido pela doença. Não é um ignorante. Sabe das coisas. Pessoas ricas, poderosas, famosas envolvidas que sabemos pela midia. O que falta a essas pessoas?
    Esta não é uma pergunta facil, porque a resposta não se satisfaz com palavras, mas com atitudes.
    Eu creio que o IPCO, como o Papa, Bispos e Clerigos tentam esclarecer muito mais que a posição da Igreja, e apontam a que as pessoas os ouçam e se posicionem melhor diante de tão serios problemas derivados da concupisciencia e da cultura hedonista, da cultura do “sexo seguro”.
    O problema ainda esbarra nas pessoas academicas, bem formadas/informadas e bem posicionadas, que aparecem na midia dizendo coisas contrarias à moral e bons costumes, baseadas em sua subjetividade e interesse em apenas criticar a Igreja, favorecer a promiscuidade como direito da pessoa nessas condições.
    Diria que todos temos direitos iguais sobre todos os beneficios que a moral e o bom costume edificou ao longo dos seculos. Vamos a um exemplo: direito a educação. Existem regras sociais a serem observadas sempre. Um aluno que se assume gay, travesti, tem todo direito a educação, penso eu, desde a infancia. Os pais chegam a escola e o matricula. Lembrando que em tudo tem regras, não será porque então se sente afeminado que ele se permite utilizar os sanitarios femininos; e ao utilizar os sanitários masculinos se insinuar aos demais coleguinhas. Querer se açanhar com outros meninos ou meninas para atender suas preferencias egoistas e hedonistas. Quando surge um preoblema dessa natureza, e a familia fica sabendo, procura a escola para que providencias sejam tomadas contra o desregrado, aquele que não respeita regras sociais em detrimento de suas preferencias. Claro que, se a escola, cumpridora de suas regras ao tomar atitude, poderá sofrer retalhações juridicas e administrativas porque há aqueles bem posicionados em suas funções politicas e de poderes, ir a favor do afeminado por ser minoria, mas esquecem de que o principal será sempre seguir as regras sociais e legislações que atente a moral e bons costumes.

     
  24. Caro articulista, a Igreja não é um orgão de saúde, e não deve mesmo dizer, usem [preservativos] e sejam promíscuos que para a Igreja tudo bem. Persistir em cobrar dos católicos uma conduta sexual compatível com sua doutrina está mais do que certo e pode ajudar muitos indivíduos a terem uma vida sexualmente saudável. Entretanto o artigo diz coisas que simplesmente não são verdadeiras. Encontrei um primeiro exemplo que é o seguinte, “não existe droga que previna após o contato com sangue e semen a infecão pelo HIV”. Em primeiro lugar nem todo contato gera contaminação, pode ocorrer ou não e a chance a cada contato é pequena. Por outro lado drogas antirretrovirais são capazes de diminuir ainda mais este risco quando tomadas após contato. A melhor evidência está no uso após acidentes punctorios, por agulha, de profissionais de saúde que se aciodentaram com sangue de portadores de HIV. O tratamento preventivo com antirretrovirais que se expuseram com seu parceiro infectado também está recomendado e ajuda a diminuir o ridco de infecção. Não concordo com uso contínuo de antirretrovirais em pacientes que além de promícuos não usam [preservativos] por razões várias que não cabe discutir aqui. Este procedimento tem sido defendido após trabalho científico que demonstrou alguma eficácia nestes grupos de pessoas. Sou médico infectologista e me tornei conservador após ler muito e fazer uma revisão crítica da minha vida.
    Gosraia de ter um retorno do autor do artigo.
    Um grande abraço

    Franklin Anagnostopoulos

     
  25. @Lisa
    Lisa, eu sou jovem, virgem e vou me casar virgem. Isso é uma questão de disciplina, afinal se você é jovem não tem dinheiro e condições de sustentar as crianças, logo, é pura irresponsabilidade praticar um ato que tem por finalidade gerar… crianças!
    Só gostaria que você soubesse disso.

     
  26. A moral é a higiene da alma. A religião é a única força intelectual que não pode perder terreno. O espírito religioso é irredutível. Lamentavelmente houve distorções no pronun-
    ciamente de Bento XVI e isto estava até previsto, como de fato aconteceu, em virtude de interesses diversos. Está havendo uma confusão generalizada quando se atribui à evo-
    lução no mundo. A doutrina católica não é uma constituição de um país ou estatuto de
    uma entidade que são alterados ao sabor de interesses do povo ou em benefício dos associados. A doutrina católica é fundamentada sobre os Mandamentos de Deus e sobre o Evangelho (Novo Testamento), religião fundada por Jesus Cristo, portanto tudo que é
    difundido é imutável e aplicado segundo a época sem que se distorça a Verdade de inspiração divina. A religião católica não é de conveniências. Não há necessidade de se
    praticar o sexo fora do matrimônio, pois o objetivo é a procriação; portanto, sexo
    seguro é o praticado no matrimônio, conforme a Lei de Deus. Na minha época de juventude,
    as moças casavam virgens e os rapazes também! Hoje, em nome da “evolução”, temos
    milhões de pessoas infectadas de doenças venéreas, drogas, vícios doálcool e fumo,
    em razão de baladas onde nem sempre as pessoas são comportadas…
    Lea, scusami: ma hai fatto un casino, nessuno ha il diritto di giudicare, solo Dio sa
    se hai sbagliato e chi non sbaglia? Il Papa é infallibile quando scrive o parla di religione.
    O Papa está certo no seu pronunciamento, é só lê-lo bem intencionados e sem deturpar
    suas idéias corretas e querer apenas conveniências que não são salutares para a humanidade.
    Parabéns ao Papa e ao IPCO pelo texto altamente elucidativo e feliz.

     
  27. Sr Rhawlyvan Freire, tenho visto seu cometário e quero dizer, que é com grande prazer que respeito seu pensamento, tambem seu ponto de vista. Mas o uso de preservativo não se diz respeito ao fato de não engravidar seja a esposa ou namorada, a São Doutrina nos diz que devemos termos em mente a castidade, e segundo os preceitos relegiosos e a doutrina de Jesus cristo em seus envangelhos devemos nos obternos da castidade em conformidade ao momento sagrado entre o casal, sendo assim não é notável que se use o preservativo com a esposa apenas para não ter filho, seria mais santo não ter então a relação sexual. No caso de namoro deve-se obster-se da casatidade, respeito e fidelidade a parceira que ainda não é sua esposa de fato. Então seria mais prudente a castidade seja ela com esposa ou namorada nos momentos adversos que não se pode fazer o uso do sexo, isso agradaria muito mais ao senhor que o uso do preservativo.

    aproveitando o ensejo, gostaria que estudasse e divulgasse este site de N. Sr da paz
    http://www.apelosurgentes.com.br

     
  28. Li quase todos os comentários. Gostaria de ponderar alguns aspectos do texto: 1. O missivista afirma que vai colocar o posicionamento do Vaticano sobre os efeitos das palavras do Papa; só o fez, em breves linhas, no final. Ocupou-se de fazer doutrina, tema que ele mesmo afirma não ser da competência do Instituto. 2. Muitos dos leitores opinaram a respeito do texto, classificando-o como “esclarecedor”, “elucidativo” e outros mais. É difícil ver o texto dessa forma. Temos fiéis de vários graus de instrução (graças a Deus!) e aí, vem a pergunta: A AMPLA MAIORIA dos fiéis entenderia o que foi colocado? Creio que não. Tenho uma pós-graduação. Leio, normalmente, 3 livros por mes (assuntos/áreas diversas: comportamento, história, saúde, etc). Encontrei termos e construção de texto de cunho filosófico e com português “afinado” no texto que lemos. Como disse um dos comentaristas que há homens instruídos que estão no Instituto. Ora, o fiel que, como sacrifício, doa R$ 10,00 para a Campanha de Fátima, que só teve educação básica e tem dificuldade de ler a Bíblia Ed. Pastoral, iria entender o que foi escrito? Não! Desculpem-me, mas parece texto escrito por levita para leitor levita. O “povão” (aí estou) naõ vai entender muito. Tem de ter alguém para “traduzir”.

     
  29. EU NÃO LI ISSO!!
    Meu Deus quanto absurdo junto!!!!
    Como a fé cega as pessoas… Castidade pq? pq se punir tanto?? Sexo é algo natural, homosexualismo existe desde os primordios, quanta hipocrisia junta!! Existe uma palavra que resolve tudo RESPOSABILIDADE, vc pode fazer o q vc quiser desde que tenha RESPONSABILIDADE naquilo que faz!!! É impossivel huanizar Deus! ele não é humano.. Deus é tudo o q sentimos em relação ao próximo, a vida… As mesmas pessoas q temem esse Deus cruel q pune e q a “santa” igreja prega acha que negro não é gente e homosexualismo é uma doença e quem é homosexual vai arder no inferno!! Que inferno??? Vcs querem inferno maior q viver num mundo de pessoas de mente fechada que açoitou durante séculos seres humanos por terem sua pele de cor escura?? querem inferno pior q viver num mundo onde um louco tentou impor a supremacia ariana, matando milhares de seres humanos por serem judeus?? O inferno é isso aqui minha gente!!! Aprendam a conviver com as diferenças!! Quanto ao aborto, também não faria.. Não entendo a cabeça de uqme pratica… Mas é hipocrisia minha falar q uma mulher vai ter que ter o filho e depois joga-lo num orfanato.. e eu? vou lá adotá-lo não né?? E essa criança vai sofrer o resto da vida ou torna-se um bandido! E eu? e vc? fazemos quê por ela?? NADA! Cristãos HIPOCRITAS!!!

     
  30. Tenho uma dúvida. Trabalhando em hospital público, tive grande contato com crianças(maravilhosas e inocentes), filhas de pais soropositivos, por sua vez contaminadas já no ventre de suas mães. Essas crianças, com tratamento adequaco, estão chegando à idade adulta agora e continuam soropositivas. Dentro das observações aí colocadas, ficam essas pessoas impedidas de de casar e se relacionar sexualmente(pois, fatalmente, contaminarão seus parceiros e filhos, se os tiverem)? Que pecado estariam comentendo, utilizando-se de preservativos, dentro do casamento? Estariam impedidos de casar na Igreja e de fazer sexo com seus conjuges?

     

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