Poço em Vaca Muerta, província de Neuquén
Poço em Vaca Muerta, província de Neuquén

Na mega-jazida de Vaca Muerta, província de Neuquén, o governo argentino queria comemorar o início da extração de petróleo e gás não convencionais (shale oil e shale gas), escreve o jornal “Clarin”, de Buenos Aires.

A desastrosa gestão populista da reestatizada petrolífera YPF redundou numa carência de combustíveis fósseis que até poucos anos atrás eram exportados pela Argentina.

Na angustiante falta de recursos energéticos e sob a pressão das críticas populares, o governo populista quereria recuperar a independência energética com o petróleo e o gás de xisto.

A petrolífera anglo-holandesa Shell informou que sua subsidiária O&G Developments abriu o primeiro poço com técnica de fraturamento hidráulico (fracking) e está produzindo petróleo e gás na área de Sierras Blancas, parte da formação de Vaca Muerta.

A Shell detém 65% da O&G, que por sua vez tem como associadas a petrolífera local Medanito (25%) e a estatal provincial Gas y Petróleo de Neuquén (10%). A mega-jazida é considerada a terceira maior do mundo.

Suas reservas provadas atingem cerca de 927 milhões de barris, mas seu potencial total alcançaria 22,5 bilhões de barris ou mais.

A colapsada estatal YPF fez novos anúncios para desenvolver com a Dow Argentina, do grupo americano Dow Chemical, os recursos gasosos da mega-jazida para explorar o gás de xisto no bloco “El Orejano”, setor de Vaca Muerta.

Em dezembro, o governo assinou “cartas de intenção” com a Chevron e a Bridas para explorar as áreas de Loma La Lata, Bajada de Añelo e Bandurria. Porém, o populismo estatizante do governo está desanimando e afastando as empresas, comentou o diário espanhol “El Mundo”.

Para que o projeto de exploração do gás de xisto possa deslanchar, a YPF, politizada e incompetente, cederia 50% de sua participação na área de “El Orejano”.

Jazidas de gás e petróleo de xisto na Argentina (em verde)
Jazidas de gás e petróleo de xisto na Argentina (em verde)

As descobertas e a entrada em produção poderiam atrair grandes investimentos na área petroquímica, dinamizando a economia local e afrouxando a coleira energética que o estatismo populista colocou à grande e rica nação platina.

A agitação ambientalista e o esquerdismo populista, entretano, trabalham para inviabilizar projetos que envolvem potenciais naturais imensos. “Verdes” cooperam sempre com os “Vermelhos” para miserabilizar e comunistizar países ricos que poderiam ter um futuro venturoso.

Nada disso tem a ver com um sadio interesse pela natureza e o meio-ambiente, mas com ideologia esquerdista.

 

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