Em artigo publicado no dia 7 de março no site Posición.Pe, com o título  Sobre la ideologia de género”,  a bióloga Pamela Puppo (foto ao lado) afirma que “não aceitar a ideologia de gênero não é discriminação, não é ser intolerante, nem homofóbico”.

A Dra. Pupo é graduada em Biologia pela Universidade Agrária de La Molina, em Lima (Peru) e tem Mestrado em “Biology Plant Systematics” pela Universidade de Missouri (Estados Unidos). Ela se doutorou em Biodiversidade, Genética e Evolução na Universidade do Porto, Portugal.

Por ser bastante esclarecedor, e de uma linguagem simples e didática, publicamos a seguir os principais tópicos desse artigo:

” Quando os fetos se formam, possuem dois cromossomas, XX ou XY. Ou seja, (XX) para menina e (XY) para menino. Os genes contidos nestes cromossomas determinam o desenvolvimento físico dos fetos. Assim, os embriões desenvolvem órgãos segundo o sexo.

Na puberdade são produzidos uma série de hormônios, testosterona se é varão ou estrógeno e progesterona se é mulher, que influenciam não só a forma física como a pessoa se desenvolve, mas uma série de características afetivas, psicológicas, etc.

Isto não é discriminação, é simples biologia.

O fato de nascer como homens ou mulheres não é um fato cultural, é biológico. Ou me vão dizer que quando uma mãe gestante faz uma ecografia e pergunta ao médico se o sexo do bebê será menino ou menina, está sendo homofóbica? Por favor! As coisas como são.

A ideologia de gênero não promove a igualdade entre os sexos, a ideologia de gênero promove a assexualização do ser humano.

Esta ideologia que é isso mesmo, uma corrente de pensamento, não é uma teoria científica, nem muito menos uma evidência científica, sustenta que os seres humanos somos “neutros” quando nascemos e podemos escolher ser homens, mulheres, ou a combinação de ambos quando crescemos.

Deixemos uma coisa clara, o sentimento não se sobrepõe à natureza.

Eu não posso me mudar à vontade. Se um dia decido ser um gato, esse sentimento não vai fazer com que nasça pelo e cresça uma calda em mim. Nasci como mulher e por isso tenho uma série de órgãos próprios (…)

As pessoas que nascem com sexo determinado e logo sentem que não tem o sexo adequado, uma mulher que se sente homem ou um homem que se sente mulher – sofrem de uma síndrome conhecida como “disforia” de gênero. Não é a regra, é a exceção. Não vou entrar aqui em casuística, basta dizer que estas pessoas têm que ser respeitadas, queridas e acompanhadas.” (destaques nossos)

O paroxismo da ideologia de gênero

A  ideologia de gênero não promove a igualdade entre os sexos, ela promove a assexualização do ser humano”, afirma a Dra. Puppo.  Neste sentido, o maquiador e modelo americano, Vinny Ohh (foto ao lado), 22 anos, quer se parecer a um alienígena.

Com este objetivo, o jovem já fez 110 cirurgias plásticas e já gastou cerca de 40 mil euros, o equivalente a R$152 mil. Em entrevista ao site Mirror, ele afirma: Eu quero ser híbrido, nem do sexo masculino, nem do feminino. Não quero que as pessoas pensem que estou mudando para ser uma mulher. Eu posso viver sem órgãos sexuais… ” Assim, sua próxima cirurgia será para retirar os órgãos genitais.

Dessa forma, a ideologia de gênero atinge o seu paroxismo. Ela se supera em seu requinte de maldade e de revolta contra o Criador. Qual será o próximo passo? É quase impossível prever.

Os costumes e as modas imorais já caíram no mais fundo do poço. A sensualidade desbragada alimenta as tendências desordenadas da alma humana.

O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, em seu célebre ensaio “Revolução e Contra-Revolução”, explica como isto ocorre:

A mais possante força propulsora da Revolução está nas tendências desordenadas. E por isto a Revolução tem sido comparada a um tufão, a um terremoto, a um ciclone. É que as forças naturais desencadeadas são imagens materiais das paixões desenfreadas do homem. Os paroxismos da Revolução estão inteiros nos germes desta.  Como os cataclismos, as más paixões têm uma força imensa, mas para destruir. Essa força já tem potencialmente, no primeiro instante de suas grandes explosões, toda a virulência que se patenteará mais tarde nos seus piores excessos. Nas primeiras negações do protestantismo, por exemplo, já estavam implícitos os anelos anarquistas do comunismo. Se, do ponto de vista da formulação explícita, Lutero não era senão Lutero, todas as tendências, todo o estado de alma, todos os imponderáveis da explosão luterana já traziam consigo, de modo autêntico e pleno, embora implícito, o espírito de Voltaire e de Robespierre, de Marx e de Lenine.” (http://www.pliniocorreadeoliveira.info/RCR.pdf)

 

1 COMENTÁRIO

  1. Naturalmente. Além do que, o uso do termo “homofobia” é um “lobby” de ativistas interessados em impor a aceitação da ideologia do gênero, independente do conceito que a educação de cada um pode exercer sobre o assunto.

    Noutro aspecto, nos casos em que índices de progesterona ou testosterona discrepantes das taxas ideais são verificados em pessoas do sexo feminino ou masculino, uma vez que seus portadores nasceram com condições fenotípicas femininas ou masculinas sugere cientificamente haver uma maior propensão natural de ajuste fisioquímico na direção das referidas condições fenotípicas. E não nas adversas.

    O grande problema da ideologia do gênero é sua raiz sociológica resultante de desvios distribuídos de caráter e conduta multiplicadamente viciados em círculos sociológicos desinformados, educacionalmente precários e moralmente fragilizados. Reforçadamente quando isto se deu em função de famílias ou pessoas circunstancial e socioeconomicamente mais poderosas que as demais a elas vinculadas. Progressivamente, a partir da dimensão microssocial e vinculando adversas interdependências econômicas impostas na precariedade cultural, educacional e política em todo aspecto concorrente. Temos aqui evidente a importância da responsabilidade de cada um de nós na promoção da educação, da equidade e da justiça sociológica. Viver e fazer viver todos os valores que expressam o discernimento na santa fé é também assim essencialmente necessário.

    “Ai de quem não procurar a sabedoria.” “Ai de quem não apregoar a sabedoria.” “Procurai as ciências e a sabedoria.” “Ai do tímido.”

     

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