Nossa Senhora Auxiliadora, vencedora do islamismo

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Maria Auxiliadora aparece na batalha de Lepanto contra os islamitas, Paolo Veronese (1528 — 1588)
Maria Auxiliadora aparece na batalha de Lepanto contra os islamitas, Paolo Veronese (1528 — 1588)

No 24 de maio comemora-se a festa de Nossa Senhora Auxilio dos Cristãos. A devoção foi largamente difundida por São João Bosco e começa pelos menos num milagre feito por Nossa Senhora numa hora em que os islâmicos, como também fazem hoje, ameaçavam tomar conta das nações cristãs da Europa.

Quando, no ano da Redenção de 1566, o Cardeal Ghislieri foi elevado ao trono pontifício com o nome de Pio V, a situação da Cristandade era angustiante.

Com efeito, fazia aproximadamente um século que os turcos avançavam sobre a Europa, por mar e através dos Bálcãs, no intuito insolente de sujeitar à lei do Corão as nações católicas, e, sobretudo de chegar até Roma, onde um de seus sultões queria entrar a cavalo na Basílica de São Pedro.

Em 1457 caíra Constantinopla. Transposto o Bósforo, os infiéis avançaram sobre as regiões balcânicas, subjugando a Albânia, a Macedônia, a Bósnia.

O ano de 1522 viu cair a fortaleza de Rhodes. Em 1524 o novo sultão Solimão II ocupava e tratava duramente Belgrado. Seis anos mais tarde, 300.000 otomanos chegaram às portas de Viena.

No litoral dalmático os turcos saqueavam e destruíam as cidades e as ilhas próximas à Grécia.

A Espanha engajava-se individualmente numa guerra contra a Tunísia e a Argélia, em 1541 as hostes do Crescente investiam novamente contra Viena. Em junho de 1552 tomavam elas parte da Transilvânia.

São Pio V convida os príncipes a unirem suas forças

Batalha de Lepanto, pintura de Andries van Eertvelt
Batalha de Lepanto, pintura de Andries van Eertvelt

São Pio V era como um raio de luz da Idade Média a fulgurar sobre a Europa. Em dezembro de 1566, o Papa convidou as nações católicas a se unirem numa liga em defesa da Cristandade.

Em meados de maio de 1571, emergiu a boa nova: estava concluída a Santa Liga.

A aliança ajustada entre o Papa, o Rei da Espanha e a República de Veneza devia ser estável, ter caráter ofensivo e defensivo e dirigir-se não somente contra o sultão, mas também contra seus Estados tributários.

O Sumo Pontífice publicou um Jubileu geral, para atrair as bênçãos do Deus das batalhas sobre o exército cristão.

Tomou parte nas procissões rogatórias, que se realizaram ainda no mês de maio em Roma, e mandou cunhar uma medalha comemorativa.

Em 7 de outubro, na baía de Lepanto as esquadras se aproximaram. O vento mudara inesperadamente.

Os estandartes do Crucificado e da Virgem de Guadalupe investem contra as bandeiras vermelhas do Islã, marcadas com a meia-lua, estrelas e o nome de Alá. Foi a maior batalha naval que a História jamais registrara.

Uma Senhora de aspecto majestoso e ameaçador

Soube-se depois que, no fragor da batalha, os soldados de Islã tinham avistado acima dos mastros da esquadra católica uma Senhora, que os aterrava com seu aspecto majestoso e ameaçador.

Bem longe dali, no mesmo dia 7 de outubro o Papa aguardava ansioso notícias da esquadra católica. De repente, abriu uma janela e entrou em êxtase.

Logo depois voltou-se e disse: “Ide com Deus. Agora não é hora de negócios, mas sim de dar graças a Jesus Cristo, pois nossa esquadra acaba de vencer”. E dirigiu-se à sua capela.

As notícias do desfecho da batalha chegaram a Roma duas semanas depois.

A vitória foi por todos atribuída à intervenção da Virgem. O Santo Padre acrescentou à Ladainha Lauretana uma invocação que nascera pela “vox populi”, no momento da grande proeza: “Auxílio dos Cristãos”.

Na Espanha e na Itália começaram a surgir igrejas e capelas com a invocação de Nossa Senhora da Vitória.

O senado veneziano pôs debaixo do quadro que representava a batalha a seguinte frase: “Nem as tropas, nem as armas, nem os comandantes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória” — “Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit”.

Gênova e outras cidades mandaram pintar em suas portas a efígie da Virgem do Rosário, e algumas puseram em seu escudo a imagem de Maria Santíssima calcando aos pés o Crescente.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. No Alcorão há um capitulo inteiro sobre a Virgem Maria. Os muçulmanos crêem na Imaculada Conceição (ao contrário duns outros hereges malcriados que têm inimizade com a Mulher), mas não crêem que Jesus (Isa para eles) é o Cristo, o Messias, que fora crucificado e ressuscitado. Crêem que ele ascendeu aos céus e, portanto, está vivo e voltará, mas para quebrar todas as cruzes e matar todos os porcos. Seria cômico, não fosse trágico. Mas voltando à Virgem Maria. Lela Marién (basta lermos no Don Quijote de La Mancha e ver os relatos atuais) tem levado muitos muçulmanos a conhecerem (através de sonhos, visões etc.) e se entregar ao seu Filho, Jesus Cristo. Quem nega o Filho, nega o Pai; e quem vos nega, nega a mim. Os muçulmanos, pela Mãe de Cristo, Nosso Senhor, são levados a conhecerem o Redentor e Salvador, aceitando, portanto, o Pai, o Filho e o Espírito Santo – e é claro, a Mãe do Nosso Senhor. Viva Maria Santíssima! Que pela intercessão e intermédio da Virgem Maria (Lela Marién) muitos muçulmanos vão ao Cristo e aceitem-No como Salvador. Façam o que Ele manda, diz Maria Santíssima. Salve Maria! Viva Cristo Rei! Amém.
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    Notas:
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    “CAPÍTULO XL, Donde se prosigue la historia del cautivo”, Centro Virtual Cervantes.
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    “Maria e os muçulmanos”, Fulton Sheen.

     

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