O anti-programa de Frei Betto (e de muitos outros) para o Papado

Em recente artigo,[1] Frei Betto enumera o que ele chama de desafios do novo Papa, a ser eleito pelo conclave com inicio na presente semana. É surpreendente como vai longe o autor! Antes de mais nada, vejamos o que é para ele Deus, o princípio e fundamento do tudo. Segundo o dominicano, Bento XVI teria   abolido “a teoria criacionista da doutrina católica e admitindo o evolucionismo”.

Entretanto, o Credo católico começa com as palavras: “Creio em Deus Padre todo poderoso, criador do Céu e da Terra”. É o  contrário das idéias adotadas por Frei Betto. Se esse ponto inicial está errado, o que será das consequências que dele tira? Quais são e que consequências trazem suas doutrinas sobre Deus e o universo?

Frei Betto afirma que, caso sejam verdadeiras,“isso significa mexer na estrutura piramidal da Igreja, flexibilizar o absolutismo papal, instaurar um governo colegiado”. Ou seja, desalienar a Igreja. “Desalienar”? Que vem a ser isso?

Em 1969, em um célebre estudo[2], Dr. Plinio se demora explicando o termo alienação. Tomando como base essa palavra, o pensamento de Frei Betto fica claro. Alienus é um vocábulo latino que equivale à palavra portuguesa “alheio”. Alienado é o que não se pertence a si mesmo, mas a outrem.[…] Alienante é a classe social que exerce a autoridade, ou possui a superioridade, seja através de um Rei, um Chefe de Estado, um Papa, um Bispo, um Sacerdote, um General, um professor, ou um patrão. Alienada é a classe que presta obediência à alienante. A classe alienada, pelo próprio fato de estar sujeita a outra classe em medida maior ou menor, nessa exata medida não se pertence a si mesma, e está alienada a essa outra”.

Diz a seguir Dr. Plinio que o supremo objetivo de uma Igreja progressista é “uma Igreja não alienante nem alienada”. Em consequência, seria preciso “transformar a Igreja Católica, de alienante e alienada que é, em uma Igreja-Nova, sem nenhuma forma de alienação”. A Igreja de sempre acredita “em um Deus transcendente, pessoal, dotado de inteligência e vontade, perfeito, eterno, criador, regedor e juiz de todos os homens. Estes são infinitamente inferiores a Ele, e Lhe devem toda sujeição. E, crendo em um tal Deus, os homens aceitam um Deus alienante.

Mas ao que parece Frei Betto não crê em um Deus absoluto e transcendente. Para as pessoas com a mentalidade do dominicano, o Deus da Igreja de sempre “corresponde a um estágio já superado da evolução do homem, o homem infantil e alienado. Hoje, o homem, tornado adulto pela evolução, não aceita um Deus do qual ele é, em última análise, um servo, e que o mantém na dependência de seu poder paterno, ou antes, paternalista, como dizem pejorativamente […] O homem adulto repele toda alienação, e quer para si outra imagem de Deus: a de um Deus não transcendente a ele, mas imanente nele. Um Deus que é impessoal, que é como um elemento difusamente esparso em toda a natureza, e portanto, também, em cada homem. Numa palavra, um Deus que não aliena.[3]

Mas há outras formas de alienação. Veja-se o que diz o dominicano: “Outro desafio é dar fim ao tabu em relação à moral sexual. Hoje, é vetado debater esse tema no interior da Igreja. A rigor, os católicos estão todos proibidos de manter relações sexuais que não sejam com a explícita intenção de procriar, contrair segundas núpcias após divórcio, usar preservativos, admitir o aborto em certas circunstâncias, aprovar a união de homossexuais e defender o fim do celibato obrigatório para padres e o direito de acesso das mulheres ao sacerdócio”.[4]

Afirma Dr. Plinio: “É bem verdade que a afirmação de um Deus transcendente e alienante tem seu fundamento em numerosas narrações dos Livros Sagrados. Mas segundo a doutrina progressista, como essas narrações não são realidades históricas precisas, elas são mitos elaborados pelo homem não adulto, alienado e sequioso de alienação. Hoje, elas devem ser reinterpretadas segundo uma concepção, não alienante, mas adulta. Ou até recusadas. Com isto, se purifica a Religião de seus mitos.” É o que eles chamam de desmitificação.

Na Igreja de sempre “a Hierarquia está investida do tríplice poder de ordem, de magistério e de jurisdição. “Assim, a existência de um Papa, monarca espiritual rodeado do Colégio dos Príncipes eclesiásticos, que são os Bispos – dos quais cada qual é, na respectiva Diocese, como que um monarca sujeito ao Papa – não é compatível com a Igreja-Nova. Como também não podem subsistir os Párocos, que regem, sob as ordens do Bispo, porções do rebanho diocesano. “Cumpre, para desalienar a Igreja, democratizar da Hierarquia. É preciso constituir, nEla um órgão representativo dos fiéis, que exprima o que os carismas dizem no íntimo da consciência destes. Órgão eletivo, é claro, e que represente a multidão. Órgão que faça pesar decisivamente sua vontade sobre os Hierarcas da Igreja, os quais, também é claro, deverão, daqui por diante, ser eletivos. […] A desalienação completa envolveria, em estágio ulterior, a abolição de toda a Hierarquia.[5]

Considerando, entretanto, tão somente a reforma que os congêneres de Frei Betto agora explicitamente pleiteiam, podemos dizer que ela transformaria a Igreja “numa monarquia como a da Inglaterra, isto é, um regime efetivamente democrático, dirigido fundamentalmente por uma Câmara popular eletiva, onipotente, no qual se conserva pró-forma um Rei decorativo (no caso da Igreja-Nova, o Papa), Lords sem poder efetivo (os Bispos e Párocos), e uma Câmara alta de aparato (o Colégio Episcopal). E ainda, para que a analogia entre o regime da Inglaterra e a Igreja-Nova seja completa, seria preciso figurar um Rei e Lords eletivos (isto é, Papa e Bispos eleitos pelo povo). “Para completar o quadro da democratização, cumpre acrescentar que, na Igreja-Nova, as paróquias seriam grupos fluidos e instáveis, e não circunscrições territoriais definidas como soem ser hoje. Esta fluidez, pensamos, também se estenderia, em rigor de lógica, às Dioceses”.

A Hierarquia já não seria na Igreja senão um nome vão”. Parece ser este o anti-programa de Frei Betto (e muitos outros) para o Papado. Foi o que seu divino Fundador, Nosso Senhor Jesus Cristo, estabeleceu? De onde foi extraído o ideal da desalienação da Igreja?


[1] Os desafios para o novo Papa, O Globo, 6 de março de 2013.

[2] Plinio Corrêa de Oliveira, Catolicismo nº especial, 220/221 de abril/maio 1969; Folha de S.Paulo, 26-3-69; ibid. 2-4-69; ibid. 7-5-69; ibid. 14-5-69; ibid. 21-5-69.

[3] Plinio Corrêa de Oliveira, op. cit.

[4] Frei Betto, op.cit.

[5] Plinio Corrêa de Oliveira, op. cit.

 

3 COMENTÁRIOS

  1. Não é e não será o ultimo que anda na pirâmide da vaidade, Todos sabem que a igreja não muda os seus preceitos e fundamentos a igreja foi e sempre vai ser como foi formada no principio , nós não mudamos o rumo da igreja, más a igreja sim muda o nosso rumo .

     
  2. Bem! Quem é frei Beto. Nem siquer frei ele é!Foi simplismente um ceminarista. E que atribuir a si um poder que não tem. Um falso profeta, isto sim, que se levanta contra Deus e seu Cristo. Nosso Senhor Jesus Cristo foi muito claro sobre a dependencia ou não de Deus. São Mateus traz para nós essas verdades ditas pelo Senhor: Cap. 25 vv.
    31. Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso.
    32. Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
    33. Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
    34. Então o Rei dirá aos que estão à direita: – Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo,
    35. porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes;
    36. nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim.
    37. Perguntar-lhe-ão os justos: – Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber?
    38. Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos?
    39. Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?
    40. Responderá o Rei: – Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.
    41. Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: – Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos.
    Devemos aqui eclarecer: Nosso Senhor faz esta comparação usando esses dois animais para nos ensinar. O cabrito não se aliena a nenhum pastor, ou seja não depende dele para se alimentar e sobreviver, é independente, vai e vem para onde quer. Difernte das ovelhas, que depende inteiramente do pasto, para sobreviver. Mesmo que tenha alimento, se não for conduzida pelo seu alienante, isto é, o pastor de quem depende, a ovelha morrerá de fome e de sede, ela é totalmente alienada ao pastor. É como uma criança, totalmente dependente dos pais; como nos diz o Senhor: Mat. 10, 13 – 15
    13. Apresentaram-lhe então crianças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam.
    14. Vendo-o, Jesus indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequequinos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham.
    15. Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará.
    Para encerrar. Não devemos esquecer nunca, do que nos disse Jesus Nosso Senhor: Jo. 15
    1 – 27.
    1. Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará;
    2. e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto.
    3. Vós já estais puros pela palavra que vos tenho anunciado.
    4. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim.
    5. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
    6. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e queimar-se-á.
    7. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito.
    8. Nisto é glorificado meu Pai, para que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.
    9. Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor.
    10. Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor.
    11. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa.
    12. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.
    13. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.
    14. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.
    15. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.
    16. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.
    17. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.
    18. Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós.
    19. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia.
    20. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa.
    21. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou.
    22. Se eu não viesse e não lhes tivesse falado, não teriam pecado; mas agora não há desculpa para o seu pecado.
    23. Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai.
    24. Se eu não tivesse feito entre eles obras, como nenhum outro fez, não teriam pecado; mas agora as viram e odiaram a mim e a meu Pai.
    25. Mas foi para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo (Sl 34,19; 68,5).
    26. Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim.
    27. Também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio.
    Ouça o que nos diz, no vercículo 5: Sem mim nada podeis fazer.
    Por outro lado nenhum ramo pode dar frutos se não estiver enchertado na videira. Ao contrario; seca e morre.
    A dependência de Deus é clara. Somos alienado a Ele.
    E todos todos aqueles que querem viver diferente são cabritos, e ramos que secos, isto é, desviando dos planos de Deus, não mais querendo ser dependente como são as ovelhas alienadas a Ele; não sendo mais como as crianças, para serem adulto, independente juntamente com aquele que si tornou Satanas, cujo destino,é o fogo eterno do inferno, preparado para ele e seus seguidoes.
    Só existe dois caminhos, e dois senhores: Deus e o Diabo. Ou estamos alienado a um ou a outro. Quem não que ser alienado a Deus, esta alienado a Satanas. Que cada um faça sua escolha, depois não reclama quando chegar o tempo da jústiça, e cada um receber sua recompença.
    Que Nossa Mãezinha do ceu nos ajuda a fazer a escolha certa, Deus nosso Senhor.
    Salve Maria!

     
  3. Frei Beto não tem pode divino. Sequer tem um poder terrestre, pois acéfalos humanistas socialistas não sabem o que dizem. esse frei deveria ser punido, pois descualificar a Igreja e seus componentes é uma flafema além de colocar em dúvida seus dogmas.
    Esse frei quer a anarquia estabelecida, pois nehuma entidade vive sem uma hierarquia. Uma venda ali na esquina da cidadezinha do interior tem hierarquia, pois tem a sua degraus de comando. A Igreja merece esse respeito Frei Beto. Frei Beto ajude os brasileiros a conseguirem a cidadania logo; ajude-os a recuperarem o direito a terem de volta suas armas para poder se defenderem dos bandidos; AJUDE OS BRASILEIROS A SE DEFENDEREM DOS POLÍTICOS DE ESQUERDA E ULTRA ESQUERDA, os quais nada fazem pelo nosso brasil.

     

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