O celibato eclesiástico vem da ligação sobrenatural do Sacerdote católico com Cristo, o Sumo-Sacerdote

Em épocas de crise, sempre surgem pretensos reformadores com soluções “geniais”, que não consistem em outra coisa senão em demolir as mais veneráveis tradições da Igreja.

Um dos alvos mais constantes desses pretensos reformadores tem sido o celibato eclesiástico, uma das glórias da Igreja latina.

Abandono do celibato e divórcio

É curioso que,  juntamente com a abolição do celibato clerical, vem o abandono da indussolubilidade do matrimônio. E compreende-se: julgando-se impossível a guarda da castidade, não é só a continência celibatária que cai por terra, mas também a castidade conjugal, a fidelidade no matrimônio.

Historicamente vemos que foi o que se deu com os cismáticos orientais, os protestantes, anglicanos, etc. A abolição total ou parcial do celibato clerical veio conjuntamente, ou foi precedida, da  permissão para o divórcio.

Os atuais escândalos sexuais, tão noticiados pela mídia, têm servido de pretexto para um recrudescimento da campanha contra o celibato eclesiástico. Setores da mídia, organizações de padres-casados, de católicos liberais, vem insistido no assunto.

Além dos argumentos pseudo-científicos que visariam provar a impossibilidade da guarda da castidade, está sendo muito difundido o argumento de que o celibato é uma disposição puramente disciplinar, introduzido tardiamente na legislação da Igreja e que pode ser abolido sem maiores problemas. Ou, ao menos pode ser tornado optativo, com sacerdotes casados ou célibes, conforme decisão pessoal.

Na verdade, inúmeros estudos, muitos deles recentes que desmentem por completo esse argumento pretensamente histórico-canônico.[1]

Prática da continência na Igreja primitiva

Esses estudos, com base em sólida documentação e irrepreensível documentação mostram que, embora não se possa falar em celibato no sentido estrito da palavra –  isto é  pessoa que nunca se casou –, é certo que desde os tempos apostólicos a Igreja teve como norma que aqueles que eram elevados ao Sacerdócio e ao Episcopado (como também os Diáconos) deviam guardar a continência. Caso fossem casados, o que era muito comum nos inícios da Igreja eles deviam, com o consentimento das esposas cessar a vida conjugal e inclusive de habitar sob o mesmo teto.

Vamos seguir aqui mais diretamente o breve, mas denso estudo do Cardeal Alfons Stikler, pela sua autoridade de historiador do Direito Canônico e antigo bibliotecário da Santa Igreja.

Segundo explica ele, a Igreja dos tempos apostólicos e a Igreja primitiva não exigiam que uma pessoa fosse solteira ou viuva para ser ordenada sacerdote ou designada bispo.

Tendo em vista que grande número dos cristãos era composta de convertidos, às vezes na idade adulta ( o caso de Santo Agostinho, convertido aos 30 anos, é típico), era comum que um casado fosse ordenado sacerdote e feito bispo. Mas, como se lê nas Epístolas de São Paulo a Tito e a Timóteo, o Bispo devia ser “homem de uma só mulher”,[2] no sentido de ter sido casado uma só vez.

Com efeito, julgava-se que uma pessoa que, tendo ficado viuva, tinha casado de novo, dificilmente teria força suficiente para cessar as relações conjugais e a convivência sob o mesmo teto. É evidente, salienta o Card. Stikler, que, dado o caráter de mútua entrega do matimônio, tal separação só podia efetivar-se com inteiro acordo da esposa, a qual, por sua vez, se comprometia a viver na castidade em uma comunidade feminina.

A confirmação pelos Evangelhos

Em relação aos Apóstolos, só de São Pedro sabemos com certeza que fosse casado, pois sua sogra é mencionada nos Evangelhos.[3] Mas é possível que outros também o fossem. Mas temos a indicação clara de que eles  abandonaram, inclusive a família, para seguir a Cristo.

Assim, lemos nos Evangelhos que quando São Pedro peguntou a Nosso Senhor, “Vê, nós abandonamos tudo e te seguimos.”Jesus respondeu: Em verdade vos declaro: ninguém há que tenha abandonado, por amor do Reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais ou seus filhos, que não receba muito mais neste mundo e no mundo vindouro a vida eterna.[4] Não caberia neste artigo acompanhar toda a história do celibato, conforme a ampla documentação citada pelo Card. Stikler. Resumidamente, apresentamos alguns dados mais salientes.

Já o Concílio de Elvira, na Espanha (310 A.D), no Cânon 33, ao tratar da continência sacerdotal,  apresenta o celibato como uma norma que deve ser mantida e observada e não como uma inovação. E o fato de não ter havido nem revolta nem surpresa mostra que essa era a realidade.

O mesmo se dá no Concílio da Igreja da África, por volta de 390 e sobretudo no Concílio de Cartago, também no norte da África, (ano 419), do qual participou nada menos do que Santo Agostino. Esses Concílios lembram a práxis eclesiástica da obrigação do celibato, afirmando que tal praxe é de  tradição apostólica.

Celibato não foi introduzido na Idade Média

O Papa Siricius, respondendo em 385 a uma consulta específica sobre a continência clerical, afirma que os Bispos e padres que continuam suas relações conjugais após sua ordenação vão contra uma irrevogável lei que os liga à continência e que vem desde os começos da Igreja.

Vários outros Papas e Concílios regionais, em especial na Gália, continuaram a lembrar a tradição do celibato e a punir os abusos.

Na luta que São Gregório VII travou no século XI contra a intervenção do Imperador do Sacro Império em assuntos eclesiásticos, conhecido como a querela das investiduras, ele teve que combater a simonia    — a compra dos cargos eclesiásticos –,  e o nicolaísmo – heresia que prega, entre outras coisas, o casamento clerical.

Não foi esse Santo, como alegam muitos ou o Segundo Concílio de Latrão (1139) que “introduziriram” a lei do celibato na Igreja; eles apenas confirmaram a vigência de uma disposição que vinha desde o início da Igreja, e tomaram disposições para manter a sua observância. Esse concílio lateranense não somente confirmou a lei da continenência, mas declarou nulo o casamento tentado por sacerdotes e diáconos ou por aqueles ligados por votos solenes de Religião.

Erros e falsificações

O principal argumento daqueles que negam a tradição apostólica da continência clerical é que, durante o Primeiro Concílio de Nicéia, em 325,  um Bispo e Ermitão famoso, Paphnutius, do Egito, teria se levantado, em nome da tradição, para dissuadir os Padres Conciliares, de impôr a continência clerical. Diante de tal intervenção, o Concílio teria se negado a impôr tal continência.

Ora, argumenta o Cardeal, o historiador desse Concílio, que esteve presente nele, Eusébio de Cesarea, não faz referência a esse fato, o qual, a ter existido, teria chamado sua atenção. A menção a Paphnutius só aparece quase um século depois, na pena de dois escritores bizantinos, Socrates e Sozomen, sendo que o primeiro dá como fonte uma conversa que teve quando jovem com um velho que teria participado daquele Concílio. No entanto, tal afirmação é muito questionável, pois Socrates nasceu por volta de 380, ou seja, mais de cincoenta anos após o Concílio, o que faz com que sua pretensa fonte fosse ao menos septuagenária quando ele nasceu, e praticamente nonagenária quando ele fosse um rapaz.

A história da intervenção de Paphnutius sempre foi tida em suspeição, inclusive porque seu nome não consta da lista de Padres vindos do Egito para o Concílio de Nicéia, como atesta Valesius, editor das obras de Socrates e Sozomen na Patrologia Grega de Migne.

Mas, o argumento decisivo, segundo o Card. Stikler, é o de que os próprios gregos não apresentaram o testemunho de Paphnutius para justificar sua ruptura com a tradição da continência clerical. Quando, no segundo Concílio de Trullo (691), por pressão do Imperador, permitiram o uso do matrimônio para os clérigos (não para os Bispos) — contrariando a tradição tanto do Oriente como do Ocidente – foram buscar no Concílio de Cartago, acima citado, uma possível justificação. Mas, posto que esse Concílio era claro na defesa da tradição apostólica da continência, foi necessário falsificar seus decretos, como é reconhecido, hoje em dia, pelos próprios historiadores cismáticos.

O Card. Stikler lamenta que historiadores do peso de Funk, no fim do século XIX, tenha aceitado como válida a história de Paphnutius, quando, em sua época, a crítica histórica já havia rejeitado sua veracidade. O francês Vacandard, através do prestigioso Dictionnaire de Théologie Catholique, foi um dos responsáveis pela divulgação desse erro.

União com Cristo Sacerdote

Conforme argumenta o Card. Stikler, a razão do celibato eclesiástico não é funcional. Ao contrário do Antigo Testamento, em que o Sacerdócio era apenas uma função temporária, recebida por via hereditária, o Sacerdócio do Novo Testamento é uma vocação, um chamado que transforma a pessoa e o confisca por inteiro. Ele é um santificador, um mediador.

Mais do que tudo, o Sacerdócio do Novo Testamento é uma particpação no Sacerdócio de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote. E, portanto, o Padre tem uma ligação misteriosa e especial com Cristo, em cujo nome e por cujo poder ele oferece o sacrifício incruento (in persona Christi). Portanto, é dessa ligação sobrenatural com o Salvador que vem a razão mais profunda do celibato sacerdotal.

O que existe hoje, aponta o Cardeal, é uma crise de identidade no clero, da qual decorre a crise do celibato. É preciso restaurar a verdadeira identidade do sacerdote, para que ele compreenda as razões profundas de seu celibato e, poratanto, de sua vocação.

Esperemos que, com a ajuda da graça, se restaure, o quanto antes, a verdadeira identida do sacerdote católico, para que cessem todos os desatinos do momento presente.

De nada serviria aos padres-casados e aos simpatizantes voltar às origens da Igreja… Essas origens não permitiriam que eles coabitassem com suas esposas e praticassem o ministério sacerdotal.


[1] Cf.  Pe. Christian Cochini, S.J, Apostolic Origins of Priestly Celibacy,(Ignatius, San Francisco, 1990); Cardeal Alfons Maria Stickler, The Case for Clerical Celibacy, (Ignatius, San Francisco, 1995);  e o Pe. Stefan Heid, Celibacy in the Early Church, (Ignatius, San Francisco, 2000).

[2] I Timótio 3:2; 3:12; Tito 1:6.

[3]S. Mateus, 8:14: S. Marcos, 1:29; S. Luccas, 4:38.

[4] S. Lucas, 28:31; Cf. S. Mateus 19:27-30: S. Marcos 10:20-21.

 

14 COMENTÁRIOS

  1. @Teodoro Alves
    Meu caro, a sua ignorância é tremenda… vc nunca leu a epístola aos Hebreus?: ‘Mas este (Jesus) havendo oferecido PARA SEMPRE, um ÚNICO SACRIFÍCIO (vou repetir: para sempre, um único sacrifício) pelos pecados, assentou-se à destra de Deus (…) Porque com UMA SÓ OFERTA (vou repetir: uma só oferta) aperfeiçoou PARA SEMPRE (vou repetir: para sempre) os que estão sendo santificados’ Hb 10.12,14 (favor não confundir ‘santificados’ com a canonização, que é uma aberração fantasiosa da sua seita católica romana, pseudoigreja e pseudoapostólica, na qual o cabeça é presumido representante de deus – não O Verdadeiro Deus com ‘D’ maiúsculo, uma vez que Jesus não credenciou representantes).
    Meu amigo, para ser Igreja, tem que ter Jesus por único e exclusivo Senhor, com O Pai e O Espírito Santo, e como única fonte de autoridade a Bíblia, obra perfeita e completa do Deus triúno, que está acima de instituições humanas. O catolicismo está fora desta definição, pelo que é incoerência lhe chamarem “igreja”.
    Jesus disse: conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará. Ele é a Verdade, é o Verbo, a Palavra Viva, e defendeu as escrituras em toda a integridade das mesmas, afirmando que o Espírito Santo revelaria o que faltava para completar as escrituras (o Novo Testamento – e por favor não venha dizer que foi o concílio de Nicéia que decidiu o cânon bíblico, pois isto é subestimar o zelo de Deus pelas Suas Escrituras).
    Eu tenho profunda convicção em afirmar que todos os papas produzem engano; por quê? porque todos eles defendem que a Bíblia não é a única fonte de autoridade para a Igreja.
    Na contenda com satanás, Jesus e o inimigo usaram somente o que ESTÁ ESCRITO.
    A Palavra diz: “toda Escritura é inspirada por Deus” e “não ultrapasseis o que ESTÁ ESCRITO”; entretanto, o catolicismo romano, que não começou com os Apóstolos, e sim, quase 300 anos depois, com Constantino, especializou-se em ultrapassar o que está escrito. Constantino estatizou e fundiu o Cristianismo e o paganismo; a sua suposta “conversão” foi puramente política, visando a estabilidade do império, tanto que não abandonou o paganismo, mas invocou para si o título de vicarius christi (vigário de cristo), além do título que já tinha e manteve como sacerdote pagão: “pontifex maximus” (sumo pontífice). Mais tarde os chefes da entidade romana invocariam para si o título de “papa” e “santo padre”, que equivalem a pai, papai e santo pai. Jesus disse claramente: “a ninguém na terra chameis pai, pois só um é vosso Pai, aquele que está nos céus”.
    Até o ano 313 não existia catolicismo romano, e muito menos papas, e sim, a Igreja de Jesus, que sobreviveu a duras penas, sustentada pelo Espírito Santo, e perseguida pelo mesmo império romano que, fracassando em exterminá-la, decidiu anexá-la ao seu poder, mas OS VERDADEIROS CRISTÃOS não se deixaram ser anexados.
    Então, Pedro não foi papa? eu tenho a mais absoluta certeza que não, pois Pedro, a partir do pentecostes, era fiel a Jesus e cheio do Espírito Santo, característica que tem faltado à maioria dos papas (senão todos); com toda a sua falibilidade tão bem demonstrada nos Evangelhos e Atos, Pedro JAMAIS decretaria a sua infalibilidade, e de nenhum outro ser humano; Pedro JAMAIS ACEITARIA ADORAÇÃO, mas os papas são LITERALMENTE ADORADOS, o que aceitam e fazem questão; Pedro JAMAIS decretaria as cruzadas, as inquisições, o uso de velas, de imagens, a transubstanciação, o batismo de recém-nascidos, o celibato obrigatório (ele era casado), o purgatório, a venda da salvação e de objetos hipocritamente chamados de “relíquias sagradas”, a “assunção” e a “concepção imaculada” de Maria, a salvação mediante os sacramentos da igreja, dentre outros dogmas sem base bíblica; nem Pedro, nem Paulo, nem os outros apóstolos e seus sucessores idôneos, conforme O PRÓPRIO JESUS CRISTO NÃO O FARIA, pois Deus não se contradiz, e não permite que nenhum homem o contradiga.
    – Em Mateus 16.16-18, Jesus não deu a Pedro carta branca para fazer e desfazer o que quisesse, a seu bel-prazer. O que mais indica que o papado está muito longe de Pedro, tanto em tempo (mais de 2 séculos), quanto nos fundamentos Bíblicos, é que a maioria dos papas fizeram muitas coisas que Pedro e os Apóstolos jamais fariam, e não é possível o luxo de dizer que são falhas humanas, uma vez que são atos premeditados, muitos praticados em conjunto, conflitantes com os exemplos e ensinos de Jesus e da Bíblia (As Sagradas Escrituras). Jesus, Pedro, os demais Apóstolos, Maria, eram fiéis às Escrituras e jamais lhes criariam contradições; Jesus é A PALAVRA VIVA, O SENHOR DA IGREJA, A PEDRA FUNDAMENTAL (Atos 4.11 – Efésios 2.20-21 – 1 Pedro 2.6-8), e não autorizou contraditores das Escrituras, que Ele mesmo cumpriu à risca, inclusive a Sua morte tanto cumpriu a sentença dada por Deus a Adão e Eva (Gênesis 3.19), quanto a sentença dada por Deus a Moisés (Êxodo 31.15). Assim como Ele não revogou leis como: ‘não matarás’, ‘não cometerás adultério’, ‘não cobiçarás a mulher, casa, bens do teu próximo’, ‘não mentirás’, também Ele não revogou: ‘não farás para ti imagens de escultura, nem semelhança alguma… não as adorarás, nem lhes darás culto’ e ‘não terás outros deuses diante de mim’ (o papado tem desobedecido sistematicamente a todas estas leis. Os querubins sobre a arca e a serpente de bronze foram feitos por ordem de Deus, e não eram para serem adorados/venerados; e observe que a serpente foi destruída por Ezequias, que ‘fez o que era reto aos olhos do Senhor’, e a arca era da antiga aliança, nós já estamos na Nova aliança).

     
  2. @VICENTE
    1 – O dogma da infabilidade pontifícia
    2 – A Imaculada Concepção da Virgem Santíssima
    3 – Os dogmas proclamados pelo Concílio de Trento
    vou citar isto só. Já são 2000 anos de história da Igreja Católica Apostólica Romana.
    A protestante é seita nascida da revolta de um monge agostiniano – isso só a 500 anos atrás – e não Igreja. Não existe religião sem oferecimento de sacrifício. As protestante nem tem oferecimento de sacrifício. Ponto final.

     
  3. @Gustavo BNG
    Oh, por favor, dê-me apenas 3 exemplos de declarações “infalíveis” em matéria de fé e moral que algum papa tenha dito (algo diferente de “exterminem todos os judeus, protestantes e mulçumanos que encontrarem pela frente, e receberão a salvação do papa”).

     
  4. Vicente, você é tão ignorante ou mal intencionado que nem se dá ao trabalho de procurar qual o sentido de “infalível” dado pela Doutrina Católica ao caso papal. Não se trata de impecabilidade e nem de infalibilidade em tudo o que o papa fala, mas de infalibilidade em declarações “ex cathedra”, as quais consomem menos de 1% de todo o tempo gasto pelo papa em discursos.
    Sugiro ao IPCO que não permita boçalidades semelhantes nos comentários, pois esta página não é de Apologética Católica.

     
  5. @Rocha
    A fantasia da “infalibilidade ” é um aberração. Nunca existiu um ser humano infalível na história da humanidade. E que dizer do papado, com todas as suas perversidades, prostituições e idolatrias? Não é a toa que o Nosso Senhor Jesus Cristo deu um recado a todos eles: ‘PARA TRÁS, SATANÁS! TU ÉS PARA MIM PEDRA DE TROPEÇO, POIS NÃO COGITAS DAS COISAS DE DEUS, E SIM, DAS DOS HOMENS’-Mt16.23. Por favor, meu querido, não chame Pedro de papa, ele não merece tal ofensa, e nem os verdadeiros cristãos.

     
  6. @Marcos Lopes
    O mundo secular proclama o sexo e a sexualidade como que o que há de mais importate e vital tanto para o homem como para a mulher. Deus nos fala em diversas cicunstâncias que é possível viver neste estado com graça de Deus (Mt 19, 26; Rm 8, 11.13; 1 Cor 10,11.13; 2 Cor 12, 7-9). E celibato é o estado de um pessoa que se mantem solteira, aconselhado por Cristo em vista do Reino de Deus (Mc 10, 28-30; Lc 18, 26-30; Mt 19, 27-29;22, 30).
    Padre Franceso Sozzi, missionário xaveriano, que permaneceu em minha Paróquia nove anos comentou comigo uma vez que Deus quando faz um chamado vocacional a alguém o faz dando-lhe força, perseverança para seguir Seus desígnios por toda a vida. É com o testemunho de sua vida que o sacerdote pratica seu ministério, sua castidade.

     
  7. O celibato na Bíblia é claríssimo: Mt 19, 12 – última parte, em contraste com a primeira e a segunda. Ademais, vários conselhos de São Paulo.

    Observação: eu NÃO sou celibatário.

    São Pedro, como Papa, foi assistido pela infalibilidade – Mt 16, 18-19 – quando Pedro se pronunciava solenemente exercendo a função de P A P A – Pedro Apóstolo Pai dos Apóstolos. Fora disso, nada impedia a conversa com os outros, inclusive sendo repreendido por São Paulo em certa ocasião. Isto não tem nada demais.

    AO IPCO eu pergunto o que efetivamente importa, como leigo: Vossas Senhorias dizem o que sobre os diáconos permanentes – casados?

     
  8. Uma coisa sei, é que a Palavra de Deus diz ‘convém que o bispo seja marido de uma mulher’ (1Tm 3:2), mas vós dizeis ‘não convém que o bispo seja marido de uma mulher’.

    Diz também:
    1Tm 3:4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia
    5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);

    Mas vós não o deixais ter nem casa, nem filhos, muito menos tem oportunidade de aprender a governar uma casa, para que saiba ter cuidado da igreja de Deus.

    Quereis ser mais sábios que a Palavra, e a chamais de antiquada e fora de vigência.

     
  9. @Teodoro Alves
    O Apóstolo Paulo foi por escolha própria (porque se dedicou inteiramente às suas viagens missionárias) e não por exigência de algum sistema. Pedro era casado, pois tinha sogra, e foi Apóstolo aos da circuncisão (Gál. 2.7-9), e nunca soube que era Papa (pois foi repreendido por Paulo), visto que se estava afastando da verdade do evangelho.

     
  10. @humberto Q. Santos
    E como entender que São Paulo fosse celibatário? Ele apenas dispos o que já estava, isto é, os sacerdotes casados. Mas, São João Evangelista é o apostolo amado porque era virgem. E sacerdóco real é aquele que consagrada as espécies do pão e do vinho e Deus faz ocorrer a transubstanciação, para isso Jesus Cristo escolheu os sacerdotes. E quanto a Pedro deve conhecer a passagem do Evangelho de S. Mateus “Tu es Pedro…”.

     
  11. O Cristianismo apostólico não possuía classe sacerdotal, sendo todo seguidor de Cristo parte do sacerdócio real (I Pedro 2.9), sendo o próprio Cristo nosso único Sumo Sacerdote. Os oficiais de cada igreja eram Presbíteros (ou Anciãos, Pastores e Bispos) e Diáconos. O próprio Pedro se considerava Presbítero (I Pedro 5.1). A ideia de um sacerdócio só surgiu posteriormente. O Apóstolo Paulo especifica as qualificações dos bispos (ou presbíteros) e diáconos (I Tim 3; Tito 1), instruindo que eles devem ser maridos de uma mulher e que tenha filhos. Cristo afirmou que o Espírito Santo guiaria os Apóstolos a TODA a verdade (João 16.13). Parece-me, portanto, que não ficou nenhuma verdade a ser revelada depois dos Apóstolos.

     
  12. Olha, acho que quem se aproveita para acusar os outros de outros problemas hodiernos é quem vem em defesa do celibato. Não tem nada a ver com dissolução do casamento e outras coisas. Mas eu não quero discutir se a igreja dos outros, quer manter seus sacerdotes em incontinência ou não, mas a bem da verdade, muitos problemas com pedofilia diminuiriam se padres tivessem sua propria mulher, pois Paulo adverte que se é para “abrasar, é melhor casar”. Mas só quero responder uma coisa: O celibato está intrinsecamente ligado a Cristo?
    Onde se encontrou tal inverdade? Pois se alguém buscar na Palavra de Deus inerrante, vai encontrar Apóstolos casados, bispos sendo exortados a serem maridos de uma só mulher…
    onde o celibato? Será que é para a igreja não ter problemas com indenizações a viúvas e filhos órfãos de padres?

     
  13. O mundo secular proclama o sexo e a sexualidade como que o que há de mais importate e vital tanto para o homem como para a mulher. Deus nos fala em diversas cicunstâncias que é possível viver neste estado com graça de Deus (Mt 19, 26; Rm 8, 11.13; 1 Cor 10,11.13; 2 Cor 12, 7-9). E celibato é o estado de um pessoa que se mantem solteira, aconselhado por Cristo em vista do Reino de Deus (Mc 10, 28-30; Lc 18, 26-30; Mt 19, 27-29;22, 30).
    Padre Franceso Sozzi, missionário xaveriano, que permaneceu em minha Paróquia nove anos comentou comigo uma vez que Deus quando faz um chamado vocacional a alguém o faz dando-lhe força, perseverança para seguir Seus desígnios por toda a vida. É com o testemunho de sua vida que o sacerdote pratica seu ministério, sua castidade.

     

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