Comentando um livro sobre o estilo de música rock, em matéria intitulada “O Rock e a Fé” (1) no site Vatican Isider (2), o articulista Giuseppe Brienza lamenta que “foi-se o tempo em que a Igreja Católica olhava com preocupação o nascimento e as dinâmicas degradantes da ‘geração do rock and roll’”.

Para Giuseppe Brienza o “rock and roll” faz parte de um processo que visa revolucionar as almas. E para explicar o efeito psicológico que o “rock and roll” produz, o articulista se orienta no pensamento de Plinio Corrêa de Oliveira:

“O «processo revolucionário nas almas», que lhe estava ligado, como foi descrito, por exemplo, nos anos cinquenta pelo pensador católico brasileiro Plinio Corrêa de Oliveira (1908-1995). Processo esse que produzia, «especialmente nos adolescentes atuais que se hipnotizam com o ‘rock and roll’, um feitio de espírito que se caracteriza pela espontaneidade das reações primárias, sem o controle da inteligência nem a participação efetiva da vontade; pelo predomínio da fantasia e das “vivências” sobre a análise metódica da realidade». Tudo isso reduzia nos jovens «a quase nada o papel da lógica e da verdadeira formação da vontade» (P. Corrêa de Oliveira, Rivoluzione e Contro-Rivoluzione, 3a ed. it. Accresciuta, “Cristianità”, Piacenza 1977).”

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Fontes:

1 –  Il “rock and roll” e la Fede http://vaticaninsider.lastampa.it/homepage/recensioni/dettaglio-articolo/articolo/17834/

2 – Vatican Insider é um projeto do jornal italiano ‘La Stampa’, dedicado à informação global sobre o Vaticano, à atividade do Papa e da Sant Sé, à presença internacional da Igreja Católica e o tema religioso. É um órgão independente.

 

5 COMENTÁRIOS

  1. @Gancarlo
    Permita-me discordar de sua opinião. Parece-me que sua referência às duas esferas psicológicas em nada interfere na análise e conclusão a que o pensador Plinio observou. A “manifestação artística”, como você o diz, é uma via que leva sim à exarcebação dos sentidos, da sensualidade. É um processo, isto é, de etapa em etapa chega-se a extrema ponta do radicalismo. Tem o efeito de uma droga, alicia e depois vicia. Veja bem o processo é por etapas. Isso quer dizer que algumas pessoas podem estar em estágios inferiores de “adicção”. Aliás, uma das acepções da palavra “rock and roll” é uma referência nada equilibrada da razão: é a representação do ato de acasalamento entre dois cães (Veja em: http://whiplash.net/materias/pedepagina/000526.html).

     
  2. É de lamentar ver alguns comentários discordando do assunto. Vejamos: Se tivessemos o merecimento, ou seja, se fizessemos por merecer e fossemos parar no CÉU. Vejam bem irmãos, CÉU é estar na majestade de DEUS, junto dele na eternidade . Lá ele manda e não pede, aqui no mundo ele manda e não obedecemos. Onde quero chegar, vamos tentar fazer um show de rock lá no céu, vocês acham que ele concordaria. Me desculpem os adeptos do rock, mais em sua maioria é demoníaco, mesmo as bandas de igrejas. JESUS é paz e não barulho.

     
  3. Não concordo absolutamente com a análise feita.
    Entendo as premissas e a lógica de se fazer um raciocínio do gênero a respeito do rock, mas não estou de acordo com as conclusões a respeito.
    O ser humano, desde tempos imemoriais, adquire uma existência saudável mediante o equilíbrio entre duas esferas psicológicas que lhe são naturais – a esfera apolínea e a esfera dionisíaca. Querer apagar ou rejeitar uma delas é causa de muitos males psicológicos, psíquicos. Valorizar extremamente uma em contraposição à outra também é um erro.

    Pois bem, o rock é uma manifestação artística que pertence, geralmente, à esfera dionisíaca (o estupor, a afirmação de características mais primordiais). É claro que levado às últimas consequencias, todo impulso dionisíaco leva à destruição, mas com o equilíbrio gerado pela aceitação do apolíneo (racionalidade, calma), o dionisíaco se torna saudável, pois permite o homem canalizar suas emoções mais irracionais em uma manifestação artística, em vez de agir de maneira negativa no mundo e com os próximos.

    Reduzir o rock desta maneira é muito simplista e mostra ignorância em relação ao gênero e o que ele significou ao longo da história cultural do século XX. Existem, claro, bandas de rock que estão ligados fortemente por questões esquerdistas e até satanistas (estas, uma extrema minoria – muitas bandas que se utilizam de temas ligados ao oculto/diabo, como o Iron Maiden, o fazem no sentido de criticar o lado obscuro, as forças demoníacas. Não os mencionam com finalidade de culto). Por outro lado existem muitas bandas que trazem uma forte mensagem cristã (existe um sub gênero no heavy metal chamado White Metal, heavy metal cristão) ou, mesmo que não abertamente cristãs, existem bandas com uma ponderada e racional mensagem política – Ted Nugent, por exemplo, é um cantor de rock americano que canta contra as drogas e dá suporte para o Tea Party.

    Sem ofender os companheiros do site, mas temos de ser católicos e conservadores mas sem sermos antiquados ou fechados para novas perspectivas. Dr. Plínio Correa tinha, claramente, boas intenções em sua análise, mas nenhum ser humano está isento de errar. Temos que ter um olhar crítico, segundo a minha opinião.

    Abraços fraternais

     
  4. Iniciando os comentários sobre o Rock e a Fé e Plinio Correia de Oliveira, é triste vermos que muitas igrejas e denominações que se dizem cristãs têm adotado esse ritmo que mexe muito com “a carne” mas embota a “razão” das pessoas, tornando-as como animais irracionais. Dizem os adeptos desse ritmo nas igrejas cristãs que todos os ritmos devem ser usados para louvar a Deus. Mas aqueles que conhecem a história do povo Judeu, chamado no passado de Povo de Deus, o quanto foi castigado pelo fato de terem deixado ao Deus verdadeiro e passaram a adorar os deuses pagãos de outros povos igualmente pagãos adotando na adoração desses deuses os ritmos que as sacerdotizas e o povo usavam e dançavam. No entanto Deus sempre condenou as práticas pagãs que seu povo escolhido passou a usar, e em muitas vezes, o povo levado pelos sacerdotes e levitas do templo usaram, mesmo que condenados por Deus, para “pseudamente” adorarem ao verdadeiro Deus – Jeová. A Biblia diz que nosso Deus não muda, que Ele é o mesmo, ontem hoje e o será eternamente. Deus se agradou dos louvores por Ele inspirado nos Salmistas, cujos Salmos eram cantados no Templo e nos degraus do Templo. Leiam e verão como são inspirativos e fazsem bem à nossa alma. Nenhum salmo (150 ao todo na Biblia mas existiram muitos outros) que se sabe foi escrito pelos salmistas (Davi, Salamão e outros ) têm a finalidade de agradar a carne (sensualidade, prazeres da carne, etc). Sã espirituais verdadeiramente e exaltam a grandeza, a majestade e a bondade de Deus para com aqueles que o temem. Que Deus conserve a inspiração dos verdadeiros “crentes” em Cristo e que continue inspirando-os para trazer o verdadeiro louvor a Deus a Seu Filho Jesus com canções e ritimos que enlevem nossas almas a ter uma perfeita comunhão com Ele.

     

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