Passeata gigante contra o comércio com a China em Taiwan

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140330 manif Taipei 1, contra tratado comercial con China

Meio milhão de pessoas, segundo os organizadores, saíram às ruas de Taipé, capital de Taiwan, contra um tratado comercial com a China que ameaçaria a independência do país.

Os manifestantes portavam um girassol como sinal de identificação, que logo virou o símbolo do protesto contra o imperialismo chinês.

Eles também pediram a renúncia de Ma Ying-jeou, presidente de Taiwan, acusando-o de excessiva simpatia e falta de vigor em relação ao vizinho comunista, noticiou “Business Insider”.

A passeata foi uma das maiores das últimas décadas, num país em que elas são frequentes contra o comunismo. Para os manifestantes, a China estaria sendo beneficiada politicamente com o tratado e Taiwan estaria ficando cada vez mais dependente dos líderes do Partido Comunista chinês.

“Temos que nos resguardar contra a manipulação da economia pela China visando nos controlar”, explicava Chin Mei Ching, 29, enquanto puxava o carrinho com sua filhinha de um ano.

O girassol foi o símbolo da manifestação contra o imperialismo chinês.
O girassol foi o símbolo da manifestação contra o imperialismo chinês.

A passeata foi convocada por estudantes e grupos civis perto do Palácio Presidencial e do Parlamento. Muitos temem que o acordo sirva de instrumento para a China comunista expandir sua influência política num país que Pequim considera uma província revoltada.

“Salvem a democracia, não vendam nosso país”, dizia uma das faixas exibidas.

“A China está usando métodos econômicos para invadir Taiwan”, dizia Liou Jong-yuan, um engenheiro de 47 anos.

O acordo impugnado foi assinado em junho, mas depende da aprovação do Legislativo.

Não é só Taiwan que corre esse perigo. Muitos países africanos já o estão experimentando, e poderá também vir a ser uma surpresa desagradável para o nosso futuro.

 

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