O comunismo, com o fracasso de suas métodos clássicos, tenta empunhar a bandeira do ambientalismo.

Paulo Américo

Há poucos dias, foi relançada a obra de Plinio Corrêa de Oliveira, Reforma Agrária: Questão de Consciência (saiba mais). O livro denuncia os perigos para o Brasil caso a reforma agrária socialista e confiscatória seja implantada. O autor chamou a atenção para o lado moral e religioso do tema, quando só se falava dele em termos econômicos ou sociais.

Lá se vão 50 anos de sua primeira edição e alguém poderia objetar que relançar um livro depois de meio século apenas se explica por um melancólico saudosismo! Mas…

Já se alardeia de todos os lados no noticiário as propostas da nova conferência mundial sobre mudanças climáticas em Cancun, no México. De acordo com a notícia publicada pela AFP, em 29 de novembro último, De Schuetter, “um especialista em direitos humanos da ONU, pediu nesta segunda-feira que a cúpula do clima em Cancún (México) lance um “Plano Marshall Verde” agrícola para contrabalançar o impacto do aquecimento global sobre a pobreza e a fome”.

O terrorismo climático já está ficando um tanto desacreditado depois de vários cientistas oporem argumentos sérios contra ele, mas ainda se insiste neste ponto. Agora, a idéia é atacar a produção e as propriedades rurais. Um “Plano Marshall Verde” tem a clara conotação de medidas duras e impositivas contra o direito de propriedade.

O especialista da ONU, continua a notícia,“ressaltou que a agricultura é, ao mesmo tempo, vítima das mudanças nos padrões climáticos mundiais, e importante fonte de emissões de carbono, devido ao seu caráter intensivo e em escala industrial”.

E o mesmo especialista propõe uma solução: “um “Plano Marshall Verde” deveria ajudar a mudar o foco da agricultura em escala industrial para permitir uma produção de baixo carbono atrelada às necessidades de comunidades rurais e pequenos proprietários”.

Aí está, “mudar o foco da agricultura em escala industrial”… As grandes produções agrícolas são o novo inimigo do clima. E a salvação: “uma produção de baixo carbono […] de comunidades rurais e pequenos proprietários”.

Veja a relação, caro leitor. O agro-reformismo, já velho 50 anos no Brasil, propugna a extinção das grandes propriedades para a instauração de um regime no campo de pequenas unidades produtivas. Plinio Corrêa de Oliveira, no livro Reforma Agrária: Questão de Consciência, demonstrou não só a legitimidade, mas a necessidade das grandes, médias e pequenas propriedades existirem em harmonia para o melhor aproveitamento de nossos recursos agrícolas.

Agora, a mesma meta socializante e destruidora está na boca dos terroristas do clima. É a questão climática a atacar o direito de propriedade e promover a reforma agrária.

A obra de Plinio Corrêa de Oliveira está mais atual do que nunca.

 

2 COMENTÁRIOS

  1. No terreno dos fatos, se constata, aqui no sul ao menos, que na agricultura familiar, isto é, no minifúndio, se usa agrotóxicos, não só os proibidos e contrabandeados, por serem baratos, como em quantidades muito acima do recomendado. São produtos agrícolas que não passam pela fiscalização estatal. São perigosos, apesar do romantismo esquerdista que os envolvem.

     

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