A geração “T” não consegue praticar a curiosidade intelectual, só a curiosidade social, explica Luciano Pires (profissional de comunicação)

Pessoas incapazes de ter um senso crítico agora têm nome. No site de notícias IG (23/8/11), foi publicada uma curiosa matéria rotulando de geração “T” as pessoas que sabem tudo o que acontece, sem saber o por quê.

Faz parte dessa classificação todos aqueles que se limitam apenas em assistir a vida, mas não são capazes de desenvolver um senso crítico. A letra “T” vem de “testemunha”, explica o site. Embora se empregue a palavra geração, esse defeito não se delimita a uma faixa etária.

Luciano Pires, palestrante e profissional de comunicação, diz que esse fenômeno não é de se estranhar, pois, para ele, “como querer que as gerações que saem do nosso sistema educacional falido conheçam questões conceituais, paradoxos, tradições, estilos de comunicação, relações de causa e efeito, encadeamento lógico dos argumentos e significados?

O relativismo do mundo moderno não poderia produzir uma mentalidade diferente. “A geração ‘T’ não consegue praticar a curiosidade intelectual, só a curiosidade social. Tentei achar um nome para esse fenômeno e acabei concluindo que só pode ser um: fofoca. A geração ‘T’ é a geração dos fofoqueiros”, acrescenta Pires. Portanto, são pessoas que não sabem senão repetir o que ouvem.

Em um artigo de sua autoria publicado no site Brasil Café, Luciano Pires escreve que a única coisa que essa geração consegue fazer é “contar para os outros o que viu ou, no máximo, repetir a opinião de terceiros”. Ao mesmo tempo em que ela “permanece incapaz de analisar, comparar, julgar e de emitir opiniões”.

Conforme afirma Luciano, no referido artigo, desde o advento da internet até 2001 produziu-se “12 bilhões de gigabytes de informação, algo como 54 trilhões de livros com 200 páginas cada”. Só em 2002 foram gerados os mesmos 12 bilhões de gigas e em 2007 mais de 100 bilhões! E a perspectiva para o ano que vem é de alguns trilhões! “Produzimos informação numa velocidade cada vez maior enquanto inventamos traquitanas que tornam cada vez mais fácil acessar essas informações. Mas de que adianta ter acesso às informações se não temos repertório para dar um sentido à realidade? O resultado é a geração’T’, que sabe tudo que acontece, mas não tem ideia do por que acontece”, afirma.

Slogans vazios são típicos de uma geração assim, repetem a informação sem se comprometerem com uma análise do conteúdo dela.

As consequências catastróficas disso, nos mais váriados campos, preocupa qualquer um. Por exemplo, , nas eleições, qual é a validade do voto de uma pessoa da geração “T”? Embora pareçam muito neutros em matéria política, não seriam eles, os mais fáceis de serem manipulados? Não são eles os culpados pela vitória de demagogos?

 

4 COMENTÁRIOS

  1. no Brasil parece que é vexatório falar de assunto sério.
    religião e política não se discutem, aliás, nem futebol, para não dar brigas sérias.
    falando do que é supérfluo, sempre, para ser politicamente correto, só podia dar nisso…

    mas a Geração T já existia antes. Talvez esteja pior hoje em dia devido a problemas educacionais e excesso de informação.

     
  2. Perigo de vitória de demagogos? Para começar saberão distinguir um estadista de é um demagogo? Talvez a geração “T” e outras iguais nem sabem o que significam, como bem diz o artigo.

     
  3. Bom, não sou fatalista, mas cheguei à seguinte conclusão: Tem que acontecer?>acontecerá! Já não me atenho mais a discutir com os piores cegos que a História já revelou para o mundo, que são os brasileiros (profissionais em supérfluos). Se na minha própria casa tenho que ficar calado, pois a conversa é sempre fofoca dos trabalhos de cada um ou manicure, cabelereira, perfume, discutir o que na rua? Dá até medo! Se virar em futebol, carnaval, eu estarei à pé, pois dessa lavagem de dinheiro, só enterndo os malefícios. Aliás, fins do sec retrasado e inicio do passado, diversão era ir aos manicômios e hospícios. Quando se tomaram as dores da inanumanidade da coisa, substituiram por ver n… epiléticos no Brasil. Incutir que tradição ou cultura numa maioria (sem a menor qualidade) dessas!

     
  4. Sim, são as pessoas acríticas que geram os triunfos eleitorais de outros semelhantes (imbecis).
    SE BEM que as urnas eletrônicas, que eliminam rastros, são no mínimo MUITO, MUITO, MUITO SUSPEITAS!

     

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor deixe seu comentário!
Por favor insira seu nome