Violência nas escolas secundárias austríacas

Os principais jornais de Viena trazem hoje na primeira página uma notícia que os alarma: o nível de violência nas escolas secundárias da Áustria se mantém elevado. Vinte e nove por cento dos meninos cometem atos de violência. Entre as meninas, 12%. Entretanto, dada sua natureza delicada, elas são as que mais sofrem com as brigas: suas notas diminuem imediatamente. Um entre quatro meninos com a idade de 15 anos, pelo menos duas vezes por mês, sofre agressão de colegas. Três por cento deles são diagnosticados pelos psicólogos escolares como “extremamente agressivos”. Até mesmo os professores se tornaram mais violentos.Muitos deles fingem não ver as agressões a fim de evitar complicações. 40% dos alunos são constrangidos fisicamente por seus mestres. E esta situação se mantém assim há anos. Na terça-feira passada um aluno de 12 anos, na cidade de Wels, roubou fio elétrico da sala de educação física, passou em torno do pescoço de um colega e saiu puxando-o como um animal. Ao se queixar de dores o colega levado à soga teve o pescoço torcido violentamente, sendo em seguida levado para um hospital. Sofreu uma torção entre o pescoço e a coluna vertebral. Cada aluno hoje em dia pratica um ato de violência por semestre. Estes dados são revelados por um estudo oficial do governo, denominado “Pisa-2009”.

As escolas menos exigentes em matéria de estudos são as que mais registram casos de violência. Essas escolas, já ao admitir alunos, fazem uma seleção relaxada, e raramente expulsa os maus elementos. São freqüentadas por alunos que não têm o desejo de boa formação e, conseqüentemente, se entregam a outras atividades extra-escolares, entre as quais a violência. O estudo revela que o aluno não aplicado tende a ser briguento.

A polícia de Viena vem se dedicando com mais afinco ao problema. Entre 2009 e 2010 técnicos de diferentes disciplinas e campos de ação, como criminalistas, psicólogos juvenis, conselhos escolares, o Juizado de Menores e o Ministério da Justiça elaboraram um estudo para prevenção da violência nas escolas e normas de intervenção. O estudo já está em uso pelas autoridades.

Sim, os jornais austríacos se alarmam com a violência estudantil ao mesmo tempo em que fecham os olhos para a realidade. Esses mesmos jornais noticiavam festivamente a “Parada homossexual” anualmente realizada em Viena, há apenas cinco dias. Nessa “Parada” até mesmo crianças portavam a bandeira colorida do movimento homossexual. Mas o fato de que hoje até mesmo a inocência seja levada a portar o símbolo do vício não alarma a imprensa. Esses mesmos órgãos dão há anos cobertura para toda espécie de filmes ofensivos à moral cristã e portadores de brutais cenas de violência. Representantes da “moral do século”, laica e permissiva, esses jornais imaginam utopicamente poderem coexistir a inteira liberdade sexual e a boa ordem social e civil. A decadência dos costumes leva inevitavelmente à violência e à conseqüente desagregação social. É uma questão de tempo.

 

4 COMENTÁRIOS

  1. Salve Maria!
    Estos son los resultados de educación laica, Debería enseñarse en las escuelas y colegios la DOCTRINA CATOLICA, columna vertebral para una buena disciplina, formación estudiantil!!
    NO se puede seguir con el ecumenismo….cientos de religiones por todos lados, se debe volver a la enseñanza OBLIGATORIA de la LEY DEL CREADOR, ocurren estos malos porque no hay FARO de buenos ejemplos, especialmente Internet, TV, Cine, revistas y demás que inundan las mentes con basura, lejos de querer el bien para los humanos. Esto es lo que propaga el NUevo -desOrden Mundial y sus sistemas revolucionarios.
    Vuelvan a Cristo, a su Madre Ssma. y a los Santos!!!!!!
    Buenos Aires, Monika.

     
  2. Por isso que o Dep. Jean willis quer retirar do código Penal Militar o crime de “ato lidibinoso”, pois no Direito militar não tem essa falsa misericordia de “tudo de ruim se perdoa” e, um militar homem e uma militar do sexo feminino que comete ato libidinoso vai para a cadeia. Então como os homossexuais não se seguram, não durariam muito tempo na caserna.
    Ora, está certo o direito militar em colocar ordem, disciplina e hierarquia e as escolas militares no Brasil são as melhores segundo divulga a midia. Todo mundo tem medo da sanção e da cadeia só dizer que tal coisa é pecado não funciona tem que haver o temor e a coerção. Por isso que as escolas viraram um lugar de vícios e não de virtudes.
    Aliás há muito tempo que as escolas viraram lugar de “namoricos” quando não casa de perdição.
    Na minha epoca de estudante uma briga dava suspensão de um dia e se era reincidente os dias aumentavam, eu recordo das minhas suspensões e da pedrada na cabeça que levei (e dei) que levaram a repetencia e a cursar a segunda serie novamente. Mas funcionou. Agradeço todos os dias a professora que me reprovou e levou para longe inclusive de um colega que fiquei sabendo recentemente estar perdido nas drogas.
    Mas já que o IPCO é uma instituição formada por católicos não religiosos, deve se constatar que as escolas só não são piores que os chamados “grupos de jovens” da igreja católica. digo isso por vivencia própria.

     
  3. Que futuro pode ter a atual educação? É o resultado de uma educação e cultura LAICA. Por favor os laicos poderiam me responder? Se é que têm coragem!

     
  4. Há um princípio de pedagogia que diz: o bem deve ser premiado e o mal punido. Hoje não se promove os bons alunos para não causar constrangimentos nos outros e não se pune os maus para que não fiquem ‘traumatizados”. O resultado é que os maus são estimulados a continuar suas perversidades, pois não serão punidos, e os bons não se sentem estimulados a serem bons alunos.

     

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