Vox Populi: 82% da população é contra aborto

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Pesquisa realizada pela Vox Populi mostra que 82% da população é contra o aborto, 63%  contra o casamento homossexual e 87% se posiciona contrária à legalização do consumo de drogas.

Pesquisa do instituto Vox Populi divulgada neste domingo (5) mostra que a população brasileira é, em sua maioria, conservadora quando se refere a mudanças na legislação a respeito de temas polêmicos como aborto, casamento homossexual e uso de drogas. De acordo com o estudo, encomendado pelo portal IG, 82% dos entrevistados são contra descriminalizar o aborto, enquanto 60% não querem permitir a união civil de gays e 87% são contra a legalização do uso das drogas.

O Datafolha registrou que, em outubro, a rejeição ao aborto era de 71%. É o maior índice desde que os levantamentos começaram a ser feitos, em 1993.
Um dos temas mais levantados durante o segundo turno da campanha eleitoral para presidente neste ano, a interrupção da gravidez é hoje considerada crime no Brasil.
Na avaliação de 1.760 pessoas, das 2.200 entrevistadas pelo Vox Populi, a legislação sobre o aborto deve permanecer como está. Apenas 308 entrevistados (14%), são a favor da descriminalização dessa prática e 88 pessoas (4%) não têm opinião formada sobre o assunto ou não responderam.

Entre os habitantes das regiões Norte e Centro-oeste, 89% defendem punição a quem pratica o aborto. No Sudeste, o menor índice, 77% são contra a interrupção da gravidez.
Segundo a pesquisa, nas grandes cidades, é mais fácil encontrar quem defenda a descriminalização do aborto (19%), do que nos pequenos municípios (9%). Em relação à taxa de rejeição dessa prática, ela é maior entre eleitores com nível superior e atinge altos patamares entre eleitores que se dizem religiosos (86% dos evangélicos são contrários).
Para 72% dos entrevistados, a governo Dilma não deve sequer propor uma lei a esse respeito.

Mudança de opinião
Temas polêmicos pautaram a campanha presidencial deste ano. Dilma Rousseff (PT) chegou a mudar de opinião. Antes favorável ao aborto, passou se dizer contra e afirmar que quer tratar o assunto como “questão de saúde pública”.
José Serra (PSDB) também se disse contrário, apesar de, quando ministro, ter baixado portaria para facilitar o aborto em unidades de saúde. Preocupado em cativar votos do eleitorado religioso, disse na TV que, no governo, iria “defender os valores cristãos”.
Em reunião após o primeiro turno, os coordenadores de Dilma avaliaram que a associação do PT à legalização do aborto foi decisiva para levar a disputa para o segundo turno.
A petista fez e assinou uma carta chamada “Mensagem da Dilma” em que se comprometeu a não enviar ao Congresso nenhum projeto ampliando as possibilidade de interrupção da gravidez. O texto ainda dizia que, se eleita, ela não sancionaria lei que proibisse os religiosos de criticarem o homossexualismo.

Fonte: Grupo MDV  e http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_publicacao=35462&cod_canal=1

Esta pesquisa confirma outras realizadas neste ano:
Aumenta a rejeição ao aborto no Brasil – 11/10/2010
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1110201003.htm
71% afirmam que legislação sobre o tema deve ficar como está e 7% apoiam a descriminalização, diz Datafolha

PESQUISA CNT/SENSUS DE FEVEREIRO/2010
73,5% da população contra legalizar aborto – 01/02/2010 – CNT/Sensus
http://diasimdiatambem.wordpress.com/2010/02/01/735-da-populacao-contra-legalizar-aborto/

 

12 COMENTÁRIOS

  1. O aborto não é uma decisão da maioria, é um direito individual garantido na maior parte dos países desenvolvidos. No Brasil ainda é esse atraso, consultando a população para ver o que ela acha (como se tivesse algum direito de achar o que os outros devem fazer).

     
  2. Muito prezada sra. Ana Beatriz Oliveira Dantas,

    Salve Maria!

    Antes de mais, meus mais cordiais cumprimentos à senhora e família.

    Queria, desde já, agradecer-lhe por se ocupar com meus comentários abaixo. Se a senhora discordou do teor de minhas considerações acerca do problema da pena de morte, tenho certeza que de boa-fé.

    Para começo de história, recomendo-lhe a leitura de um livro que já é um clássico sobre o assunto: “Pena de morte já”, do sacerdote e jurista espanhol Emílio Silva, que morou muitos anos no Brasil. A senhora o pode adquirir junto ao Mosteiro da Santa Cruz, por um valor praticamente simbólico de tão pequeno: http://www.beneditinos.org.br/catalogo.htm

    Um blog para o qual a remeteria é o em homenagem ao grande padre espanhol, autor do livro: http://penademorteja.wordpress.com/

    Agora, transcrevo importante afirmação sua: “tal prática (a pena de morte) é totalmente contra ao CRISTIANISMO”.

    O notável padre, jurista, canonista e professor que foi Emílio Silva de Castro já chamava a atenção, em seu livro, para a “demagogia e sentimentalismo modernos”.

    Demonstro a constatação do sacerdote espanhol (com palavras suas):
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    As Palavras da Bíblia são sagradas para todos os Cristãos e resumindo-se as Palavras do Gênesis 4,8-15 temos: “Caim matou Abel (…) mas aquele que matar Caim será punido sete vezes”. O quinto mandamento nos diz: “não matarás” (Ex 20, 13), aperfeiçoado por Cristo: “ouvistes o que foi dito aos antigos: `não matarás e aquele que matar terá de responder em juízo`. Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão, será réu perante o tribunal” (Mt 5, 21-22).

    Portanto, meu caro irmão em Cristo, sejamos benevolentes e capazes de perdoar a todos para não termos que responder como réus perante o tribunal divino. Se não tivermos ainda a capacidade de perdoar rezemos a Deus para obtermos esse dom. Nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo nos disse em Marcos 12,17: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, que a justiça dos homens condene e puna a todos que cometerem atrocidades, sem distinção, mas não com a pena de morte, pois toda vida é uma realidade sacra, ou seja, toda vida é sagrada e, portanto, pertence à Deus e só Ele pode decidir quem viverá e quem morrerá.
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    Citando a Bíblia, a senhora, lamentavelmente, confunde assassinato com sentença judicial. Antes de mais, a pena de morte só é legítima para crimes hediondos e com requintes de crueldade e quando não houver dúvida no tocante à culpabilidade do réu.

    O Catecismo Romano é muito claro a respeito: só é lícito tirar a vida de outrem em três casos: 1 – Em guerra justa; 2 – Em legítima defesa; e 3 – Em justa aplicação de pena judicial.

    Da mesma forma que, se um ladrão (que Deus a livre) invade a sua casa e atenta contra a vida de sua família, é legítimo a senhora descarregar-lhe um 38 nas fuças; ou, na hipótese de uma invasão da Venezuela ao Brasil, é justíssimo que cada um de nós defenda a sua Pátria, ainda que para tanto tivermos de matar alguns soldados do sr. Chavez; é perfeitamente consentâneo com a doutrina católica e com o direito natural o uso sábio, sereno e justo da pena capital para crimes repugnantes, extirpando do corpo social elementos irrecuperáveis.

    O que não significa dizer, porém, que os condenados à pena máxima não possam arrepender-se sinceramente, obtendo o perdão de suas vítimas e, sobretudo, o de Deus.

    Entretanto, “Dura Lex, Sed Lex”: A Lei é dura, mas é a Lei. E dela, e principalmente de sua severa aplicação, depende toda a ordem pública e o bem-comum. E, ademais, é com autoridade divina que os homens o fazem, pois que alicerçado na vontade de Deus.

    Não sei se me expressei adequadamente. Em todo o caso, leia o livro do Pe. Emílio Silva, no qual o notável sacerdote demonstra irretorquivelmente a licitude da pena capital (dentro dos limites acima).

    A senhora citou alguns poucos trechos da Bíblia nos quais consta a condenação, não da pena de morte, mas do puro e simples assassinato. Infelizmente, estou sem um exemplar aqui, mas transcrevo palavras onde N.S. Jesus Cristo mostra todo o seu estupor, a sua doce ira contra criminosos da pior espécie, os que atentam contra as crianças, sem cuja inocência ninguém será aceito no Reino dos Céus:

    “Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.”

    Em outras palavras, os pedófilos são daqueles criminosos que só conhecem uma lei: a da forca.

     
  3. Ao Senhor José Lorêdo de Souza Filho:

    Caro irmão, Salve Maria!

    Gosto muito de observar os comentários e saber o que pensam aqueles que os fazem. Não costumo fazer nenhum, mas, seu comentário estava indo muito bem, entretanto, humildemente, sem ofensas, gostaria apenas de dizer que uma Pátria CRISTIANÍSSIMA não concorda, muito menos apóia a pena de morte seja qual for o motivo, pois tal prática é totalmente contra o CRISTIANISMO.

    As Palavras da Bíblia são sagradas para todos os Cristãos e resumindo-se as Palavras do Gênesis 4,8-15 temos: “Caim matou Abel (…) mas aquele que matar Caim será punido sete vezes”. O quinto mandamento nos diz: “não matarás” (Ex 20, 13), aperfeiçoado por Cristo: “ouvistes o que foi dito aos antigos: `não matarás e aquele que matar terá de responder em juízo`. Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão, será réu perante o tribunal” (Mt 5, 21-22).

    Portanto, meu caro irmão em Cristo, sejamos benevolentes e capazes de perdoar a todos para não termos que responder como réus perante o tribunal divino. Se não tivermos ainda a capacidade de perdoar rezemos a Deus para obtermos esse dom. Nosso Mestre e Senhor Jesus Cristo nos disse em Marcos 12,17: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, que a justiça dos homens condene e puna a todos que cometerem atrocidades, sem distinção, mas não com a pena de morte, pois toda vida é uma realidade sacra, ou seja, toda vida é sagrada e, portanto, pertence à Deus e só Ele pode decidir quem viverá e quem morrerá.

    Abraços, paz e bem!

    Ana Beatriz

     
  4. O problema não está na maioria que as pesquisas demonstram, mas na minoria que não permite atingir os 100%. Porque na minoria pode estar os que apoiam o governo a favor e acabam por votar todas aquelas leis em que a maioria é contra. Haja vista recentemente que na França houve manifestação federal contra aquela lei de alteração da idade de aposentadoria e, mesmo sendo minoria contra a maioria, a lei do governo foi aprovada. E há outros exemplos que confirmam essa tese. E depende também da midia, visto haver aberturas para divulgar mais e mais essa tendencia de aprovação como se a maioria fosse a favor. Na RedeTV no programa da Gimenes, ela conduzia tendenciosamente o programa tendo por convidados gays, pai de uma moça lesbica que ele estava com um namorado presente, e tudo para rebaterem o Deputado que disse dar tapas quando o pais descobrirem tendencias gays em um filho.
    Recentemente assisti pela tv camara, uma deputada do rio de janeiro em que discutia o mesmo assunto, tendo presente o Nosso querido Deputado Paes Landim, em uma montagem da mesma situação, tendo presente gays e lesbicas a debaterem ou reforçarem a posiçao da deputada contra o Paes Landim. Vale dizer que o PT, mesmo que a Dilma tenha mudado o discurso de campanha, esse pode ter sido apenas dutante a campanha. Agora eleita tem esses deputados e deputadas a favor, que podem pressionar a presidenta a homologar o que aprovarem no Congresso. Não foi assim em Portugal, quando da visita do Papa? Este deixou Portugal, o Presidente assinou a lei a favor dos gays por lá.
    A minoria ainda pode ser perigosa, se extrategicamente instituida e posicionada a prejudicar a todos. Não é assim com a maçã podre que contamina a todas as demais?
    ficaremos alertas mantendo a unidade, pois uma coisa que a estatistica nao faz é manter a unidade.

     
  5. E o óbvio ulula!

    Nem precisava fazer pesquisa nenhuma.

    O povo brasileiro é, essencialmente, substancialmente, conservador e tradicionalista; preza a família, o trabalho e a religião; detesta assassinos, ladrões e agitadores; é contra o aborto, o “casamento” gay, a eutanásia e a legalização das drogas; e é TOTALMENTE a favor da pena de morte para crimes hediondos.

    E nem podia ser diferente.

    Um país que tem sua certidão de nascimento num poema endereçado em forma de carta ao rei de Portugal, D. Manuel, o Venturoso, e cujo trecho final é uma exortação a livrar aquela gente ignorante do pecado, pela dilatação da Fé e do Império; e um país cujo batismo foi lavrado com uma missa – essa Pátria é CRISTIANÍSSIMA até o último grão de pó.

    Façamos um favor a nós mesmos:

    Se quisermos verdadeiramente colocar o Brasil no rumo certo, fortaleçamos as duas instituições basilares da nacionalidade, que civilizaram este chão: a Santa Igreja Católica e as Forças Armadas.

    O resto é bobagem. Conversa de gringo.

     

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