Em três anos, os tubarões assassinos, ou tubarões brancos, feriram de morte sete banhistas da região de Austrália-Ocidental. 

O governo decidiu por fim ao morticínio e seu plano entrou em vigor em janeiro.

Esses ferozes tubarões que já foram “espécie protegida” poderão ser mortos pelos pescadores desde que sejam avistados a menos de 20 quilômetros das praias, noticiou Le Monde de Paris (Cfr.: “Les grands requins dans le viseur du gouvernement australien“, 19/1/2014).

Eles medem 3 metros e podem ser encontrados a menos de um quilômetro da costa.

Por volta de 70 grandes anzóis com isca serão instalados nas praias mais ameaçadas. Essas também serão patrulhadas por pescadores com armas de fogo.

Na Austrália, o tubarão branco vinha sendo protegido desde 2001 em virtude do anexo 2 da Convenção sobre o Comercio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens e Ameaçados de Extinção, da ONU.

Segundo do ministro de Pesca estadual Troy Buswell o número desses tubarões não fez senão crescer e pediu ao primeiro ministro nacional Tony Abbott, reconsiderar a absurda proteção.

A militância verde saiu logo em defesa da vida. De quem? Dos tubarões assassinos ou dos homens?

Não é difícil adivinhar. Em Perth, capital da Austrália Ocidental, perto de 4.000 “verdes” manifestou em favor dos perigosos predadores.

A Associação pela proteção dos tubarões convidou seus aderentes a pegarem seus iates e filmarem a caça dos tubarões.

Ambientalistas em defesa dos tubarões assassinos
Ambientalistas em defesa dos tubarões assassinos

O especialista em tubarões George Burgess expôs na revista Nature seu “desgosto” por essa medida de bom senso reclamada pela população australiana.

Também propôs medidas alternativas que seriam eficazes contra os atentados mortais.

Instalar redes protetoras nas áreas onde os seres humanos tomam banho, reduzir suas horas de frequentação do mar, e se banharem em grupo.

Em suma, restringir a liberdade das vítimas para dar inteira liberdade aos assassinos. É velha conversa já ouvida a propósito de “direitos humanos”: punir a vítima ou o policial e soltar o criminoso.

A polêmica trouxe à baila outras reivindicações “verdes”. Como a proposta ambientalista de que humanos e seus animais de estimação deixem de ser carnívoros. Ou também proibir os esportes que incluem animais, como escreveu o The Pickering Post (Cfr.: “‘SHARKS CAN KILL PEOPLE BUT PEOPLE CAN’T KILL SHARKS’: Greens“, 7/1/2014).

Ou ainda, o polêmico aborto, segundo o mesmo site, que o ambientalismo australiano promove sem se importar com a chacina de bebes por nascer. Para eles o crime mesmo é que um tubarão assassino seja caçado pelos pescadores!

3 COMENTÁRIOS

  1. Os ambientalistas são engraçadinhos mesmo, mas eles não se expõe nas praias onde existem os tubarões assassinos. Esses ambientalistas são muito cascateiros.
    O mesmo se dá com os defensores dos Direitos Humanos que só defendem assassinos. Quando um policial mata um bandido, ele tem que prestar conta. Quando um bandido mata um policial, fica tudo o dito pelo não dito.

  2. Há um velho dito popular que diz:
    -” Nem tanto ao mar, nem tanto a terra”.
    Deveríamos encontrar o meio termo para tudo em nosso dia-a-dia, assim
    também, deveríamos obter mais informações dos habitas estranhos ao nosso.
    Na qualidade de ex-aluno de um curso de Ciências-Êxatas, posso dizer que em um dia de aula sobre Ecologia, aprendi que os tubarões são os
    lixeiros do mar, imaginem os(as) srs.(as), que o “peixinho” em questão consegue digerir até cabo de aço.
    Do outro lado há o homem, incansável desafiador das leis naturais. Ora o tubarão faz a parte dele , e o homem a sua.

    O ideal, portanto, é o EQUILÍBRIO.

    BOA PÁSCOA À TODOS,
    PAZ E BEM.

  3. Dá para entender a “posição” dos “ambientalistas” não “assassinem” aos nossos tubarões (os que nadam no mar), porque os outros de “duas pernas” vão perder o emprego pago em dólares nos escritórios desses sujeitos que alimentam a balburdia e “o culpado é o ser humano por se colocar na frente dos dentes dos tubarões”.

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