Meu amigo Joseph Ferrara, da American Society for the Defense of Tradition, Familly, Property (a TFP americana), é voluntário da campanha America Needs Fatima, viajando por todos os Estados Unidos com uma réplica da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima para visitar os lares dos devotos da Virgem Santíssima [foto ao lado].

Como cada família visitada normalmente convida parentes e vizinhos, os participantes podem algumas vezes chegar até entre 20 e 30 pessoas. Meu amigo começa a visita narrando as aparições de Nossa Senhora em Fátima, passando depois um audiovisual com sua história. Depois, seguindo a recomendação da Mãe de Deus, reza um terço com os presentes.

Geralmente, para coroar a visita, a dona da casa preparara um lanche para todos, durante o qual há muita conversa,criando um ambiente propicio para confidências.

Foi quando Joseph Ferrara visitava uma casa na Califórnia, que seu dono, antes protestante, narrou-lhe com pormenores sua conversão à fé católica, pela intercessão de São Junípero Serra.

Este santo missionário franciscano tem sua imagem no Capitólio dos Estados Unidos, em Washington [na foto ao lado, a primeira estátua], como um dos forjadores da pátria. Ele nasceu na Espanha em novembro de 1713 e faleceu na Califórnia em 1784. Enviado como missionário ao México em junho de 1767, com a expulsão dos jesuítas dos domínios da Espanha pelo rei Carlos III, os franciscanos foram substituí-los nas missões da Baixa Califórnia, tendo Frei Junípero como superior.

Ao contrário de certos missionários atuais, que sob o pretexto de “respeitar a cultura dos índios” os deixam em seu paganismo, Junípero e seus companheiros não só catequizavam os índios, mas também lhes davam noções de agricultura, pecuária e alvenaria. Alguns mais dotados aprendiam inclusive técnicas de serralheria, carpintaria ou alvenaria. As mulheres eram ensinadas a cozinhar, costurar e tecer.

Desse modo, no decurso de 15 missões, os franciscanos fundaram mais nove comunidades, algumas das quais cresceram e se tornaram grandes cidades, como Los Angeles, San Francisco, San Diego e Sacramento.

O que São Junípero tem a ver com o ex-protestante que contou a meu amigo a história de sua conversão?

John, seu nome, como bom californiano, há 13 anos desejou visitar uma das famosas 21 missões espanholas de seu Estado, pois embora elas sejam locais também de culto, são muito procuradas como atrações turísticas.

Na missão de São Carlos Borromeu, John ouviu falar do seu fundador, e perguntou ao guia: “Quem é mesmo esse Junípero Serra?”. O guia respondeu: “Bom, você está junto a seu túmulo”. Surpreso, ele olhou para o chão e leu a inscrição em pedra. Realmente Junípero Serra estava enterrado ali! Fiquei eletrizado. Eu tinha que saber mais sobre esse homem e as missões”. E começou a ler sobre o missionário franciscano que tinha encontrado tão casualmente. A consequência foi uma atitude bem americana: ele ficou tão impressionado com o que leu, que decidiu percorrer a pé as 21 missões espanholas da Califórnia!

Com a anuência da esposa, John deixou sua casa e seus dois filhos, e pôs-se a caminho. Levava apenas uma mochila, uma bíblia e um pouco de dinheiro. Ele contou ao meu amigo Joseph que, em cada missão que visitava, sentia “uma presença” recebendo-o, mesmo quando a missão estava vazia. Ele sentia esse ambiente tão sereno e elevado nas várias missões, que começou a dar-se conta de que era a presença real de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento do altar que o fazia sentir-se tão “em casa”. Ora, ele ainda era protestante…

Durante sua peregrinação, em determinado momento ele caiu de exaustão próximo a uma missão dirigida por franciscanos. Estes, gentilmente o hospedaram para a noite. Antes de ele partir no dia seguinte, um dos frades deu-lhe uma relíquia de primeira classe de São Junípero. Como John era protestante, não sabia bem o que era uma relíquia, mas, para ser grato, aceitou.

Entretanto as aventuras continuaram. Pouco depois de deixar os franciscanos, o peregrino, no meio da noite, se perdeu na vastidão desértica. Ele estava exausto e temeroso, quando ouviu uma voz que dizia: “Vamos ajudar o John”. E teve então distintamente a sensação de que o bem-aventurado Junípero o estava guiando. Reunindo as forças, conseguiu prosseguir.

Seis horas depois, justamente chegando a uma nova missão, sucumbiu de novo. John afirma: “Foi uma espécie de milagre, pois eu realmente estava perdido”.

Durante essa longa viagem, ele começou aos poucos a se colocar perguntas, e um dia dirigiu-se a Deus nos seguintes termos: “Eu sei o que Vós, meu Deus, quereis de mim. Que eu me torne católico. Isso é tudo!”. No entanto, devido à sua formação protestante, ele tinha muitas dúvidas sobre alguns aspectos do Catolicismo, especialmente no tocante à devoção a Nossa Senhora. Mas daí em diante suas dúvidas foram se desfazendo, sobretudo no que dizia respeito à referida devoção. Ele acredita que era mais uma vez São Junípero Serra que respondia às suas dúvidas.

Desse modo, com a ajuda do Santo, um problema após outro foram sendo removidos na solidão de suas viagens. Assim, quando ele chegou à última missão, decidiu peremptoriamente se tornar católico: “Eu me dei conta de que, tendo devoção a Maria, você ama Nosso Senhor ainda mais”, afirma ele.

Foi um John cheio de zelo e entusiasmo por sua nova fé que chegou a sua casa. Ele partilhou suas experiências com a esposa, que também se converteu. Afirma ele: “E nunca eu amei tanto Nosso Senhor Jesus Cristo como agora”.

Para terminar, aqui também em São Paulo há alguns jovens do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira que visitam casas divulgando a mensagem de Nossa Senhora de Fátima. Para receber uma visita, basta escrever para o e-mail: contato@ipco.org.br . Quem assim agir, descobrirá maravilhas.

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