Visita de S.S. Bento XVI, a conversão dos anglicanos e o mal-estar de certa mídia

    Luis Dufaur

    Recepção na Escócia: rainha, personalidades e crianças

    Em virtude das excepcionais condições em que acontece a visita de S.S. Bento XVI à Inglaterra, reproduzimos um post relativo à futura conversão daquele país anunciada em La Salette, extraída do blog “A Aparição de La Salette e suas profecias“.

    Quando Maximin, vidente de La Salette, redigiu o Segredo que lhe confiou Nossa Senhora em 1851 escreveu: “um grande país no norte da Europa, hoje protestante, se converterá. Pelo apoio desta nação todos os outros países se converterão”.

    Na redação de seu Segredo, feita em 1853, Maximin registrou que esse país protestante seria a Inglaterra.

    Dita conversão seria um dos sinais da proximidade dos terríveis castigos que purificariam o mundo, preparando o advento do Reino de Maria.

    Esta previsão adquiriu cogente atualidade após a notícia oficial de que a Igreja Católica se apresta a receber grandes blocos de anglicanos ‒ sobretudo ingleses ‒ agastados com a nomeação de “sacerdotisas”, “bispos” e “bispas” homossexuais.

    As notícias da mídia inglesa especulam que esses blocos poderiam conter milhões. Entre eles 30-50 “bispos” e 1.000 “sacerdotes” (ao contrário do Catolicismo os anglicanos não têm o sacramento da Ordem, e entre eles esses títulos não

    Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Cardiff, outubro de 2009

    possuem o mesmo significado que têm na Igreja Católica).

    Para o influente diário de Londres “The Times”, no fim do processo a igreja anglicana poderia ficar reduzida a uma insignificância residual.

    A simples perspectiva da conversão de grande número de anglicanos ao catolicismo causou, obviamente, forte mal-estar nos ambientes anticatólicos, em certa mídia e nos ambientes “progressistas” intoxicados por um falso ecumenismo.

    O fato tem projeção política, social e cultural. O anglicanismo é a religião oficial de Estado e a rainha Elisabeth II é a chefe nominal dela.

    Uma lei proíbe aos católicos de herdar o trono. Houve, porém, casos recentes de príncipes e princesas da Casa real inglesa que se tornaram católicos.

    Segundo boatos nunca confirmados, mas também nunca infirmados, a rainha teria, ela própria, ocultas simpatias pelo catolicismo e participa do desgosto de inúmeros anglicanos com a decomposição moral do “clero” dessa denominação.

    Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Lancaster, outubro de 2009

    Há sérias iniciativas parlamentares visando remover a lei que proíbe um príncipe católico de herdar o trono.

    A passagem em massa de anglicanos para o catolicismo fez lembrar não só La Salette, mas outras profecias particulares relativas à conversão da Inglaterra.

    A visão de São Domingos Sávio

    Além do segredo de La Salette, a mais famosa é o “sonho” de São Domingos Sávio. Tratou-se na verdade de um êxtase que o santo menino chamou de “distração”.

    Este “sonho” é especialmente digno de nota, pois envolve também a São João Bosco e ao Beato Pio IX. A vida e a obra dos três foram objeto dos severos crivos dos processos de beatificação e canonização, tendo seus escritos e falas sido analisados com lupa pelos advogados vaticanos que os declararam isentos de todo erro contra a fé ou contra a moral.

    A visão, ocorrida durante um êxtase de São Domingos Sávio, foi descrita pelo próprio São João Bosco no capítulo XX do livro “Vita del giovanetto Savio Domenico” (“Vida do jovem Domingos Sávio”) .

    Dom Bosco conta que, estando perto de São Domingos Sávio agonizante, perguntou-lhe o que ele diria ao Papa se pudesse falar-lhe. Daí nasceu entre os dois santos o seguinte diálogo:

    “‒ Se eu pudesse falar ao Papa, quereria lhe dizer que em meio às tribulações que o aguardam não deixe de trabalhar

    Peregrinação das relíquias de Santa Terezinha, Darlington, outubro de 2009

    com especial solicitude pela Inglaterra; Deus prepara um grande triunfo do catolicismo naquele reino.

    “‒ No que é que V. baseia essas palavras?

    “‒ Vou contar-lhe, mas não mencione isso aos outros, pois podem achar ridículo. Mas se o senhor for a Roma, diga-o a Pio IX por mim. (…)

    “Certa manhã, durante minha ação de graças após a comunhão, voltei a ter uma distração, que me pareceu estranha; eu julguei ver uma grande parte de um país envolvida em grossas brumas, e estava cheia com uma multidão de pessoas. Estavam se movendo, mas como homens que, tendo perdido seu caminho, não estavam certos onde pisavam.

    “Alguém próximo disse: ‘Esta é a Inglaterra.’

    “Eu estava para fazer algumas perguntas a respeito disso quando vi Sua Santidade Pio IX, representado da mesma maneira que vi nas figuras.

    “Ele estava majestosamente vestido, e carregava uma tocha brilhante com a qual ele se aproximou da multidão, como que para iluminar sua escuridão.

    “À medida que se aproximava, a luz da tocha parecia dispersar a névoa, e as pessoas foram trazidas à plena luz do dia.

    “Esta tocha,” disse meu informante, “é a religião Católica que está para iluminar a Inglaterra”.

    No Boletim Salesiano (Turim, abril de 1924, nº 4), ainda encontramos as seguintes confidências ouvidas por São João Bosco da boca do santo menino:

    ‒ “Quantas almas aguardam nossa ajuda na Inglaterra! Oh se eu tivesse força e virtude, quereria ir para lá neste instante e conquistá-las todas para o Senhor com pregações e com o bom exemplo”.

    No mesmo boletim (1° de março de 1950, nº 5) lemos ainda:

    “No dia seguinte ele fez todos os exercícios para uma boa morte, despediu-se um por um dos companheiros, pagou uma dívida de dois tostões que tinha para com um deles, falou aos sócios da Companhia da Imaculada, e por fim saudou a Dom Bosco dizendo:

    ‒ “O senhor indo a Roma lembre-se do recado para o Papa pela Inglaterra. Reze por mim, para que eu possa ter uma boa morte, e adeus até o Paraíso…”

    Dom Bosco cumpriu com o combinado, e assim narrou:

    “No ano de 1858, quando eu fui a Roma, contei essas coisas ao Sumo Pontífice, que ouviu com bondade e aprazimento.

    “‒ Isto, disse o Papa, me confirma no propósito de trabalhar energicamente em favor da Inglaterra, pela qual eu já engajo as minhas mais vivas solicitudes. Esse relato, para não dizer mais, chega-me como o conselho de uma boa alma.”

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    E São Domingos Sávio não foi o único nem o primeiro santo a receber luzes proféticas sobre a conversão futura da Inglaterra e os grandes fatos decorrentes do retorno inglês à Fé católica, única verdadeira.