Nascida na Sicília por volta de 1130 na corte de Rogério II, consta que seu pai, Sinibaldo, era descendente de Carlos Magno.

Por ser muito bela, ainda muito nova foi chamada ao Palácio dos Normandos, para a corte da rainha Margarida, esposa de Guilherme I da Sicília (1154-1166). Por causa de sua beleza, foram muitos os que pretendiam sua mão.

Rosália viveu no feliz período do renascimento católico que os reis normandos restabeleceram na Sicília depois de ter dela expulso os árabes, e favorecido a difusão dos mosteiros dos Basilianos na Sicília Oriental, e dos Beneditinos na Ocidental. Também incentivaram a obra monástica de São Bruno, fundador da Cartuxa, e  do cistersiense São Bernardo.

Foi nessa época de fervor e renovação religiosa que se inseriu a vocação de Rosália.

Segundo a tradição, por ser muito bela, aos 14 anos a Santíssima Virgem recomendou-lhe que deixasse o mundo, e enviou dois anjos para guiá-la até uma gruta. Como os pais a procurassem na região, os anjos apareceram-lhe de novo e a levaram para o alto do monte Pelegrino, onde viveu na contemplação e penitência durante os 16 anos que lhe restaram de vida. Entregando-se às mais duras penitências, era alimentada milagrosamente pela Santa Eucaristia. Segundo a tradição, ela morreu por volta de 1160, aos trinta anos.

Ocorreu então que, no ano de 1624, enquanto em Palermo uma peste dizimava o povo, Santa Rosália apareceu a uma atingida e depois a um caçador, indicando-lhes o caminho para encontrar suas relíquias. Recomendou-lhes que elas fossem levadas em procissão pela cidade. Isso feito, sucedeu que, por onde passavam as relíquias, os doentes eram curados. Assim a cidade foi purificada da peste em poucos dias.

Santa Rosália tornou-se  a padroeira de Palermo em 1666, passando a ser uma das santas mais conhecidas e veneradas na cristandade siciliana, em particular em Palermo, onde seus habitantes celebram anualmente ainda hoje duas festas em sua honra. Uma delas foi elevada à categoria de dia santo de guarda pelo papa Pio XI em 1927. É solenizada com uma procissão com uma pompa extraordinária, anunciada com tiros de canhão. As relíquias da santa, colocadas sobre um carro gigantesco puxado por quarenta mulas, percorrem as ruas da cidade entre orações, cânticos, e aclamações como só os expansivos italianos sabem fazer.

A  Enciclopédia Católica americana, dela diz que era uma eremita que se tornou grandemente venerada em Palermo e em toda a Sicília, da qual é patrona. Não há relato de sua vida antes da de Valerius Rossi (cerca de 1590), se bem que em 1237 já havia igrejas dedicadas em sua honra. Com a descoberta de seus restos mortais em 1624, eles foram levados para a catedral de Palermo, onde operaram muitos milagres. O papa Urbano VIII colocou então Santa Rosália no Martirológio Romano.

Não se sabe se Santa Rosália tinha pertencido a alguma Ordem religiosa. Os religiosos basilianos, em seu Martirológio, afirmam que ela era um dos seus membros. Por isso ela é comumente representada como uma freira basiliana, com uma cruz grega na mão.

O Martirológio Romano diz dela neste dia: “Em Palermo, o natalício de Santa Rosália, virgem, natural de Palermo, da prosápia de Carlos Magno. Por amor de Cristo, abandonou a condição de princesa e a corte dos pais, para levar uma vida toda celestial na solidão dos montes e cavernas”.

Por sua vez, o Martirológio Romano Monástico acrescenta: “Perto de Palermo, Santa Rosália, religiosa basiliana cujo corpo foi descoberto em uma caverna do Monte Pelegrino em 1624. Esta descoberta, os milagres que a ela sucederam, e a distribuição das relíquias, tornaram a santa muito popular”.

Até hoje, em qualquer parte do mundo em que se encontrem cidadãos de Palermo, eles se saúdam com um “Viva Palermo e Santa Rosália”.

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