São Cornélio sucedeu ao Papa São Fabiano, mártir, no ano de 250. A perseguição de Décio à Igreja era então tão violenta, que se passaram dezesseis meses desde o martírio daquele Papa sem que se pudesse congregar os fiéis para proceder à eleição de seu sucessor.

De São Cornélio, escreve São Cipriano: “Depois de ter sido elevado à dignidade episcopal sem artifícios e sem violência, meramente por vontade de Deus a quem unicamente pertence eleger bispos, quanta fé, quanta virtude, e quanta resolução mostrou no valor com que tomou a cadeira episcopal, no tempo em que um tirano, inimigo dos bispos de Deus, sofreria de melhor vontade um competidor ao trono, do que um bispo de Roma!”

Por suas grandes virtudes, pelo seu singular mérito, por sua eminente sabedoria de que em muitas ocasiões deu provas contra os hereges, Cornélio era já chamado “o santo presbítero”.

Romano de origem, São Cornélio morreu no exílio em Civitavecchia, em junho de 253, após dois anos de um pontificado perturbado pelo cisma de Novaciano.

O mesmo São Cipriano o encorajou a enfrentar os sofrimentos por amor à fé dizendo: “Em momentos de perseguição, sustentemo-nos por meio de uma caridade recíproca; e se a um de nós Deus der a graça de morrer logo e preceder o outro, que nossa amizade possa continuar junto ao Senhor”.

De São Cornélio diz o Martirológio Romano a 14 de setembro: “Em Roma, na Via Ápia, o bem-aventurado Cornélio, papa e mártir que, na perseguição de Décio, foi primeiro desterrado; depois, açoitado com chumbeiras; por fim, degolado, com outros vinte e um Companheiros, de ambos os sexos”.

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São Cipriano era um advogado convertido ao cristianismo que se tornou bispo de Cartago no ano de 249. No mais aceso das perseguições, soube encorajar os fiéis em face do martírio. Ele mesmo foi martirizado a 14 de setembro de 258. O Martirológio Romano afirma que suas relíquias, junto às do mártir Esperato e a cabeça de São Pantaleão, “foram trasladadas da África para a Gália, e religiosamente depositadas em Lião, na basílica de São João Batista”. Com Santo Agostinho, São Cipriano é uma das maiores testemunhas da doutrina da Igreja nos primeiros séculos, e o principal padroeiro da África do norte.

A Igreja, no Canon da Missa uniu, num único culto, os dois santos, Cornélio e Cipriano, martirizados num intervalo de cinco anos.

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