Este ilustre santo dos meados do século III e do IV, foi um dos mais destemidos defensores da fé.

Maximino nasceu em Mouterre-Silly, no Poitou, na França de uma família das mais ilustre da região, sobretudo por ser uma família de santos. A Igreja de Poitiers considera como tais três irmãos de Maximino: São Maxêncio, bispo de Poitiers, São Jouin de Marnes, e São Maximo, de Chinon, além de uma irmã.

Maximino, desejoso de aumentar seu saber com sólidos estudos, foi para Tréveris, então capital das Gálias, onde se pôs sob a conduta de São Agrício, que governava a igreja local com extraordinária reputação. Nessa tão boa escola logo se notabilizou pela solidez de seu espírito, a grandeza de sua fé, e a eminência de suas virtudes.

Recebendo a ordenação sacerdotal, cumpriu com perfeição todos os deveres de seu estado, de modo que, quanto Santo Agrício faleceu, ele foi escolhido para sucedê-lo em janeiro de 332.

São Jerônimo, em sua Crônica , fala da grande reputação que São Maximino adquiriu como bispo, nessa época tão difícil para a Igreja de Cristo. Ele no-lo representa como um generoso defensor da verdade, e como um dos mais corajosos bispos do tempo de Constantino, por ter recebido em sua diocese a Santo Atanásio, exilado pela seita ariana. Do mesmo modo, Maximino recebeu também a São Paulo, bispo de Constantinopla, banido pelo imperador Constâncio, que tinha aderido à seita ariana.

Em Tréveris, onde vivia o imperador do Ocidente Constante, irmão de Constâncio, São Maximino fez valer todos seus esforços para garantir que esse príncipe não sucumbisse às maquinações da heresia. Ele combateu também valentemente pela fé ortodoxa nos Concílios de Milão, de Sárdica e de Colônia.

Depois do Concílio de Sárdica, os arianos propalaram como sendo desse Concílio, um documento no qual excomungavam designadamente São Maximino, o papa Júlio, Santo Atanásio e os principais prelados ortodoxos. Alegavam contra o bispo de Tréveris ter sido ele a causa de que o imperador Constantino não recebesse os deputados de um concílio dos arianos. Outro de seus crimes seria o ter recebido em sua cidade episcopal São Paulo de Constantinopla.

Um fato pitoresco ocorrido com esse santo foi que, numa viagem para Roma, tendo um urso devorado o animal que levava sua bagagem, o santo o obrigou a carregá-la.

São Maximino não sobreviveu muito ao Concílio de Sárdica. Em seu retorno da Iliria, ele foi a Tréveris pôr em ordem os negócios de sua igreja; depois, para visitar seus parentes ou amigos, ou por outra razão ignorada, dirigiu-se ao Poitou. São Maximino faleceu em Mouterre-Silly, cidade em que tinha nascido, por volta do ano de 349. Seu corpo foi depois transferido para Tréveris onde multidões o iam visitar pelo grande número de curas sobrenaturais que os doentes aí recebiam.

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