Neste dia em que se celebra a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo na Cruz para a redenção do gênero humano, a liturgia reveste-se de profundo caráter de luto e tristeza, muito bem expressos nos altares completamente desnudos, nos paramentos pretos, bem como no silêncio dos sinos e do órgão, e sobretudo pela ausência do santo sacrifício da Missa. Com o canto pungente da Paixão, das grandes orações solenes em que a Igreja pede confiadamente a salvação dos homens, a adoração da Cruz, e o canto dos Impropérios, tudo nos leva a impostar neste dia nosso espírito no sacrifício feito por nosso Redentor por nós.

Também neste dia:

Santo Expedito, mártir

Hoje comemoramos um santo que se tornou muito popular ultimamente, mas do qual sabe-se muito pouca coisa de real. O Martirológio Romano o apresenta em conjunto com outros mártires neste dia: “Em Melitina, na Armênia, os santos mártires Hermógenes, Caio, Expedito, Aristônico, Rufo e Galata, todos coroados [com a coroa do martírio] no mesmo dia”.

A Armênia, onde está o famoso Monte Ararat no qual, segundo a tradição, encalhou a Arca de Noé no fim do dilúvio, foi sempre uma terra religiosa e de muitos santos, como esses sete mártires mencionados no Martirológio.

Para dizer algo sobre Santo Expedito, à falta de outros dados, temos que recorrer à legenda mais corrente sobre sua vida. Consta que ele era comandante-em-chefe da 12ª. Legião romana, conhecida como “Fulminata”, que estava aquartelada em Melitene, na Armênia. Ela era encarregada de proteger o Império das invasões dos bárbaros orientais, e tinha um efetivo de mais de 6.800 soldados.

Expedito, como boa parte de seus homens, todos armênios, era cristão. Por isso, durante a perseguição de Diocleciano, foi condenado à morte em 19 de abril de 303, por se recusar a adorar os ídolos pagãos. Sendo ele oficial romano, foi decapitado à espada.

Há, porém, muitos historiadores que contestam mesmo sua existência. Pois não há qualquer registro fidedigno de que existisse na Antiguidade uma uma tradição sobre ele. Foi só a partir do século VIII que aparece seu culto na Germânia e na Sicília. Mas ele só se difundiu mais largamente por volta do século XVII, a partir da França ou da Alemanha. Nesse país ele era representado como um advogado pisando um corvo que gritava cras! cras!, significando as intermináveis delongas nos processos judiciais, contra as quais ele era invocado.

Em 1781 foi designado padroeiro de Acireale, na Sicília, e desde então sua devoção se espalhou rapidamente por muitos países.

Sua representação mais comum é a de um soldado romano com traje de legionário, vestido de armadura, túnica curta e manto jogado atrás das espáduas, com postura marcial. Em uma mão sustenta a palma do martírio, e na outra uma cruz que ostenta a palavra hodie, em referência ao episódio do espírito do mal, o corvo que lançava seu grito habitual cras! (amanhã), incentivando o santo à postergar sua conversão, e que é representado debaixo de seu pé.

Santo Expedito encontrou muita popularidade como sendo o Santo invocado para a solução das causas urgentes.

No Brasil sua veneração ganhou corpo nos anos 80, e em São Paulo ele passou a ser muito procurado na capela da Polícia Militar, que tem seu patrocínio.

Infelizmente Santo Expedito passou também a ser utilizado no culto afro-brasileiro, sendo que infelizmente muitos católicos incautos compram imagens suas em lojas de artigos de macumba.

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